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Porto Velho,  seg,   16/setembro/2019     
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Município da capital tem culpa na lotação de hospitais

4/6/2009 16:28:52
 
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Essa é a conclusão de levantamento estatístico feito pelo deputado Jesualdo Pires, apontando a falta de hospital municipal em Porto Velho como responsável pelo caos na rede do Estado. 



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Os hospitais que integram a rede estadual de saúde de Rondônia e que estão estabelecidos em Porto Velho, segundo levantamento feito pelo deputado Jesualdo Pires (PSB), atendem 90,5% de pacientes originários da capital do Estado e somente 9,5% dos municípios interioranos. “Estou trazendo esses números aqui para o plenário da Assembléia Legislativa para desmistificar um assunto que, toda vez que é colocado em debate, apresenta como vilão da história os municípios que, conforme tem se falado ultimamente, abarrotam os hospitais de paciente”, explicou o parlamentar.
 
Jesualdo Pires, em seu discurso da tribuna da Assembléia Legislativa, na tarde de segunda-feira (02), disse que passou uma semana analisando planilhas de atendimentos realizados pelos Hospitais de Base Ary Pinheiro, João Paulo II, Cemetron e Cosme e Damião (infantil) – período de dezembro de 2008 – e ficou surpreso com a constatação de que a grande maioria dos atendimentos na rede estadual de saúde é de Porto Velho.
 
“Quando se fala em falta de leitos e de atendimento mais rápido a pacientes, a justificativa dada imediatamente é de que a grande quantidade de pessoas que procura esses hospitais vem do interior de Rondônia e até de municípios de Estados vizinhos. Constatei o contrário. Percebi sim que está faltando é a capital fazer a parte dela e construir seu hospital para desafogar os da rede estadual. Além disso, vi também que muitos dos atendimentos poderiam ser realizados pelos Postos de Saúde da capital, já que não apresentam tanta gravidade que mereçam atendimento de urgência ou emergência. Se assim ocorresse, o JP II e o HB, principalmente, não estariam superlotados de pacientes, visto que só coisas mais graves ficariam sob a responsabilidade desses hospitais”, observou.
 
Com os dados estatísticos nas mãos, Jesualdo Pires falou que é engenheiro e que gosta de trabalhar com números. Explicou que, no mês de dezembro do ano passado, a rede estadual de saúde prestou atendimento a 10.228 a pacientes. Desse total, Porto Velho – com população aproximada de 400.000 habitantes – enviou para o HB e JP II 3.914 pessoas; 1.482 para o Cemetron e 3.865 para o Cosme e Damião, totalizando 9.261 pacientes. Já os municípios interioranos – população aproximada de 1.2000.000 – encaminhou 437 pessoas para o HB e JP II; 282 para o Cemetron e 248 para o Cosme e Damião, totalizando 967 pacientes.
 

“Uma cidade, como Porto Velho, que conta com apenas 25% da população do Estado ocupa 90,5% do espaço dos hospitais da rede pública estadual, enquanto que as demais localidades, com 75% da população, ocupa somente 9,5%. É hora da capital de Rondônia construir seu hospital, fazer sua parte, para melhor atender a população no momento da enfermidade. Não pode ficar os municípios levando a culpa pela superlotação do sistema hospitalar”, sentenciou o parlamentar que entregou aos demais parlamentares as planilhas com os dados estatísticos com o levantamento do atendimento a pacientes nos hospitais estaduais estabelecidos em Porto Velho.

AUDIÊNCIA PÚBLICA

A realização de uma audiência pública na Assembléia Legislativa para tratar do assunto da saúde pública foi proposta por Jesualdo Pires. Segundo ele, é chegado o momento de saber qual a atribuição e responsabilidade de cada um: Estado e municípios.  Não foi definido ainda data e horário para o evento. “Acredito que na audiência não só o Estado, mas Porto Velho poderá esclarecer melhor a questão, assim como as demais localidades rondonienses, pois o que se observa é a população sofrendo dificuldades no momento que busca atendimento médico-hospitalar. Num grande debate, as soluções mais urgentes acontecerão, não tenho dúvida”, completou.



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