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Porto Velho,  dom,   29/março/2020     
reportagem

Prioridade do novo presidente do Sinjor é regularizar provisionados

31/5/2009 20:33:08
Por Aldrin Willy
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O jornalista Carlos Alencar vai usar de sua experiência na área jurídica para buscar uma solução para o caso dos provisionados, cuja situação se alterou após formação das primeiras turmas de jornalismo. 


 
Carlos Alencar é o décimo presidente a comandar o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Rondônia (SINJOR). Sua eleição para o sindicato ocorreu em meio a uma acirrada disputa pela presidência, como não se via há bastante tempo. De um lado, Alencar pela “chapa 1”, de apoio a Grützmacher. De outro, Júlio Aires, pela “chapa 2”, que defendia uma renovação nos rumos do Sinjor, rompendo com a atual gestão.
 
O clima da disputa não era dos mais amenos, tendo em vista que Aires e Grützmacher já estiveram do mesmo lado em pleitos anteriores. Ainda assim, a vitória da chapa 1, apoiada pela gestão que se despede, aconteceu com uma folga de cerca de 20 votos. A polêmica em torno da sucessão no sindicato que representa os jornalistas rondonienses não acabou, mas nem por isso o novo presidente deixa de anunciar sua disposição para o trabalho.
 
 
REGULARIZAR 75% DOS JORNALISTAS
 
Com a presidência do sindicato ganha, Carlos Alencar não perde tempo em anunciar as prioridades da nova gestão. A primeira será a busca de uma solução para os jornalistas provisionados, que hoje correspondem a cerca de 75% dos profissionais atuantes na imprensa.
 
O termo “provisionado” foi criado na legislação que regulamentou a profissão. Ele especifica que em cidades onde não houver cursos superiores de Jornalismo ou profissionais registrados disponíveis, será expedido um registro provisório a pessoa que queira exercer a profissão sem possuir graduação na área.
 
“Com a formação de novas turmas dos cursos de Jornalismo em Rondônia, a situação dos provisionados muda. Por isso, vamos buscar uma resolução para regularizar a situação desses profissionais”, contou Carlos Alencar.
 
Outra prioridade do novo presidente será a construção de uma sede própria para o Sinjor, que hoje está instalado nos fundos do Estádio Aluísio Ferreira. Alencar destaca também que terá especial preocupação com a fixação de um novo acordo sindical visando melhorar o piso salarial da categoria.
 
Carlos Alencar atua na imprensa há mais de 20 anos, com passagem por redes de rádio e televisão do interior de São Paulo e de Rondônia, além de já ter atuado na assessoria de imprensa de diversas entidades. Desde 1992 é também advogado.
 
 
GRÜTZMACHER FICOU 6 ANOS
 
O repórter-fotográfico Marco Grützmacher ficou seis anos no comando do Sinjor. Os seis anos em que o sindicato dos jornalistas profissionais de Rondônia esteve sob a a liderança de Grutzmacher foram bem mais acalorados, para dizer pouco, do que em outros tempos. Notas públicas contra abusos de autoridade, a criação de um prêmio para o jornalismo da região, uma polêmica campanha contra o exercício ilegal da profissão foram alguns dos pontos que causaram maior frisson no âmbito da imprensa rondoniense.
 
“Nós pegamos um sindicato que estava na inércia e conseguimos dar visibilidade, o que todos reconhecem”, avalia Grützmacher. Em sua opinião, talvez a principal conquista do Sinjor sob sua direção foi o “Prêmio Sinjor de Jornalismo”, uma láurea concedida a trabalhos classificados por uma comissão julgadora indicada pelo sindicato.
 
Outro ponto central de sua gestão foi o que ele chamou de “combate ao exercício ilegal da profissão”. Segundo Grützmacher, essa ação do Sinjor estimulou muitos profissionais, que estavam irregulares, a procurar obter formação acadêmica, regularizando sua situação. “Fizemos muita gente ir para a faculdade, obter o conhecimento científico”, diz.
 
Mas o jornalista que agora deixa a presidência reconhece que foi esse ponto da atuação do Sinjor que maior polêmica causou entre os profissionais da imprensa. “Muitas pessoas não compreenderam o sentido de nossa atuação”, explica Marcos. “Essa busca pela regularização da situação dos jornalistas tinha como objetivo a valorização da categoria. Nesse sentido, fizemos um amplo trabalho junto aos órgãos públicos para que em suas assessorias de imprensa só se admitisse jornalistas profissionais e com a situação regular perante a legislação”.
 
Marcos faz questão de deixar claro que “nunca houve esse negócio do sindicato denunciar qualquer pessoa que seja à Polícia Federal. Era o Ministério do Trabalho, através da Delegacia Regional do Trabalho, que usou seus recursos, entre eles a PF, para fazer cumprir a lei”. Mas, ainda assim, ele garante que “ninguém saiu prejudicado”.
 
Nesse ponto, avalia Marcos, ele encontrou sua maior frustração como presidente: “Tenho a mágoa de não ter conseguido aglutinar a categoria”. E admite que a falta de uma comunicação mais eficiente sobre os propósitos de sua política de combate ao exercício irregular do ofício contribuiu para abrir arestas entre os profissionais de imprensa e o sindicato. “Foi uma falha minha, admito. Faltou uma comunicação mais eficaz com os profissionais, explicando o objetivo e os métodos daquele nosso trabalho, cuja meta era abrir o mercado de trabalho para os jornalistas de fato”.
 
Contudo, apesar dos mal-entendidos, Grützmacher acha que o saldo de sua gestão ficou positivo.
 

“Conseguimos muitos avanços. Além da presença mais marcante do sindicato na sociedade – hoje temos representação até no Conselho Estadual de Saúde – conquistamos melhorias salariais para a categoria em algumas assessorias. Por fim, mas não menos importante, conseguimos abrir nosso site na Internet [www.sinjor.org.br], que hoje é um ponto de contato entre o sindicato e os jornalistas de todo estado e do Brasil”, finaliza.




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