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Porto Velho,  qui,   19/setembro/2019     
reportagem

Mais da metade dos exportadores brasileiros foram afetados pela crise

29/5/2009 16:29:28
 
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As indústrias brasileiras estão preocupadas tanto com a queda das exportações quanto com a concorrência de produtos importados no mercado doméstico. 


 
Os temores foram identificados em pesquisas encomendadas pela Confederação Nacional da Indústria. "A crise levou ao estreitamento do comércio mundial. Esse é o duplo impacto: Vamos perder mercado tanto externo quanto doméstico com a situação de crise e as condições de competitividade dos produtos brasileiros", avaliou o gerente executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.
 
QUEDA DO PIB

“Isso dificultará a retomada da atividade", avaliou. Segundo previsão da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em 2009, haverá uma retração de 5% na produção industrial em relação ao ano passado e uma queda de 1% no Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país.

O estudo da CNI mostra que 66% das empresas exportadoras brasileiras foram afetadas pela crise econômica mundial - para 84% delas, o principal impacto foi a queda na demanda. O encarecimento do crédito foi apontado como grande impacto da crise por 7% das indústrias, enquanto 6% se queixaram da valorização do real diante do dólar, sendo que a cotação estava em torno de R$ 2,30 no período pesquisado (contra R$ 2,02 hoje).

Para Castelo Branco, o governo deveria estar alerta para evitar uma apreciação ainda maior do câmbio. "Havia expectativa de que a mudança de patamar do câmbio levaria a melhores condições de competitividade dos produtos brasileiros e que seria aproveitada durante a fase de recuperação da economia mundial. Isso não está se mostrando verdadeiro, a valorização afeta negativamente e é motivo de grande preocupação", afirmou o economista. Ele sugere queda na taxa de juros e maior atividade do Banco Central na compra de moeda estrangeira, além de medidas de natureza fiscal e tributária.

Independentemente da questão cambial, a sondagem da CNI indica que 48% das empresas exportadoras esperam redução da participação das vendas externas no faturamento bruto de 2009 Para tentar driblar os efeitos da queda na demanda internacional, 60% das empresas afetadas pretendem adotar a estratégia de busca de novos mercados. Segundo Castelo Branco, a recente missão empresarial que acompanhou visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Turquia é um exemplo disso.
 
INVESTIMENTO EM MARKETING

Para ele, outra a frente de atuação para minimizar os efeitos da crise internacional é reduzir custos e aumentar produtividade – é isso o que pretendem fazer 51% das empresas afetadas. Outras estratégias são exportação de novos produtos, investimento na qualidade e no design dos produtos, redução da margem de lucro e investimentos em marketing.

Quando à competição no mercado interno, 53% das indústrias pesquisadas enfrentam concorrência de produtos importados e 33% delas acreditam no acirramento da competição. No caso de grandes empresas, o percentual sobe para 70%, e os setores mais vulneráveis à concorrência dos importados são equipamentos hospitalares e de precisão (95%), farmacêuticos (82%) e material elétrico e de comunicação (81%).

A expectativa de invasão de importados, segundo Castelo Branco, deve-se ao ambiente internacional de maior oferta de produtos a partir da retração dos mercados dos países avançados. "Isso, a despeito da desvalorização em relação a 2008. Possivelmente, no câmbio atual, a expectativa seria de uma penetração até mais intensa", ressaltou.




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