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Porto Velho,  sáb,   19/outubro/2019     
reportagem

Homem da Signo está solto. E poderá abrir o bico sobre outros investigados pela ‘Operação Dominó’

3/11/2008 17:31:26
 
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José Caleide, que também usa o nome de Sidney Gonçalves, deixou a prisão no Urso Branco, graças a uma liminar. Mesmo assim, sua condenação assusta outros envolvidos no escândalo investigado pela Polícia Federal em desvio de recursos da Assembléia Legislativa. 


 Tudo começou com a “Operação Dominó”, feita pela Polícia Federal no ano de 2007. Aquela investigação apontou o empresário Sidney Gonçalves Nogueira, entre vários outros, como suspeito de participar de um enorme esquema montado na Assembléia Legislativa para desviar dinheiro público através de um sistema de folha paralela, nos moldes do “Escândalo dos Gafanhotos” ocorrido em Roraima.

Sidney, tido como sócio do atual deputado Tiziu Gedalias seria, de acordo com a investigação policial, responsável pela lavagem de grande soma de dinheiro desviado dos cofres do Poder Legislativo.

No decorrer da investigação o dono da Signos Factoring ficou caracterizado como uma soturna figura no mundo do crime que, inclusive, utilizava uma identidade falsa para esconder seu verdadeiro nome, José Caleide Marinho, autor de homicídio no Estado do Amazonas, na cidade de Codajás, há mais de 20 anos.

Com o novo nome – inventado sabe-se lá como – esse personagem construiu em Porto Velho um imenso patrimônio e movimentou através de sua empresa milhões de reais e de moedas estrangeiras, atuando como factoring fantasma, sem qualquer autorização do Banco Central.


PRISÃO

José Caleide ou Sidney (afinal o indivíduo é identificado pelos dois nomes) foi preso no dia 10 deste mês de outubro pela Polícia Federal, que cumpriu mandado expedido pela 3ª Vara Federal da Seção Judiciária no Estado de Rondônia, após sentença condenatória pela prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, lavagem de dinheiro e falsa identidade.

Caleide ou Sidney já está solto. Ele usou as brechas existentes na legislação em vigor. Graças a uma decisão liminar ele vai aguardar o julgamento de seus recursos em liberdade.

Mas isso, disseram as mesmas fontes ouvidas pelo jornal, não significa que escapará das demais consequências da prática delituosa.

Com sua investigação, a Polícia Federal apontou outros empresários como suspeitos de participarem do mesmo esquema que, segundo a PF, chegou a desviar 70 milhões de reais do Poder Legislativo. Para as fontes ouvidas por Imprensa Popular a prisão do dono da factoring fantasma sinaliza que “os outros envolvidos” poderão ter o mesmo destino de Caleide/Sidney.

Entre os nomes apontados no relatório da Polícia Federal na “Operação Dominó” estão o de Toninho da Rondonform e de um outro mega-empresário do setor de revenda de carros, que ainda não experimentaram o cheiro do xadrez.

Quem acompanha o desenrolar desse escândalo acredita que o próprio Caleide/Sidney poderá fazer revelações importantes sobre a tramóia para conseguir reverter a condenação e escapar de uma nova prisão.


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