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Porto Velho,  sáb,   26/setembro/2020     
reportagem

Atividade industrial continua em alta, mostra pesquisa da CNI

1/8/2008 08:36:51
 
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Produção, emprego e utilização da capacidade instalada cresceram, mas os estoques estão acima do desejado e o acesso ao crédito piorou, o que abre espaço para queda no ritmo do segundo trimestre. 


 O ritmo de atividade da indústria de transformação no segundo trimestre foi maior do que nos três primeiros meses deste ano e também do que em igual período do ano passado. Mas os primeiros sinais de que a produção industrial pode desacelerar no segundo semestre começaram a aparecer. É o que mostra a Sondagem Industrial, pesquisa feita a partir de consulta a 1.488 empresas de todo o país, entre os dias 26 de junho e 30 de julho, e divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“As indicações que temos são de que pode acontecer uma acomodação do ritmo da atividade industrial nos próximos meses”, analisou Flávio Castelo Branco, gerente de política econômica da CNI. Essas indicações são dadas principalmente pelo aumento dos níveis de estoques e pela maior dificuldade de acesso ao crédito, movimentos captados pela pesquisa.

A Sondagem Industrial informa que a produção industrial cresceu tanto na comparação com o trimestre imediatamente anterior quanto em relação ao mesmo período do ano passado. O indicador de produção chegou a 56,5 pontos no segundo trimestre, ante 52,2 pontos no primeiro e 56,2 pontos no mesmo período de 2007 (o indicador varia de zero a 100 pontos, sendo que valores acima de 50 indicam evolução positiva). Dos 27 setores pesquisados, 20 registraram indicadores acima de 50 pontos. Desses, nove ficaram acima de 60 pontos, como os de refino de petróleo (68,2 pontos), veículos automotores (63,2) e outros equipamentos de transporte (82,5).

“Ainda não houve uma mudança significativa no ambiente econômico que afete a demanda de maneira mais forte. O consumidor ainda comprou no segundo trimestre, porque há uma inércia no consumo”, explicou Castelo Branco. Com a alta da inflação e os seguidos aumentos na taxa básica de juros, o último de 0,75 ponto percentual, é esperada uma redução na demanda interna, que deverá se refletir nas próximas edições da pesquisa, avaliou Renato da Fonseca, gerente de avaliação, pesquisa e desenvolvimento da CNI.

O aumento da produção no segundo trimestre foi acompanhado de evolução positiva no emprego industrial. O indicador passou de 53,1 pontos nos três primeiros meses deste ano para 53,6 pontos na atual edição da pesquisa. No mesmo trimestre de 2007, tinha sido de 52,6 pontos. “É um crescimento elevado, porque normalmente o emprego não varia tanto”, disse Fonseca. O emprego continua crescendo mais entre as grandes empresas, que tiveram um indicador de 55,5 pontos. Mas o porte que teve a maior variação entre um trimestre e outro foi o das pequenas empresas, que passou de 50,7 pontos no primeiro para 52,9 pontos no segundo trimestre deste ano.

O indicador do nível de utilização da capacidade instalada é outro que demonstra que o segundo trimestre teve uma atividade mais forte do que o primeiro. Ele alcançou 77%, ante 75% ao final do primeiro trimestre e também 75% no segundo trimestre do ano passado. Dos 27 setores sondados, 17 tiveram aumento da utilização da capacidade instalada em relação ao mesmo período de 2007.

ESFRIAMENTO

Se o nível de atividade aumentou no segundo trimestre, alguns indicadores levaram os economistas da CNI a antever um possível arrefecimento nos terceiro e quarto trimestres. “Os estoques estão acima do desejado, aumentou a dificuldade na obtenção de crédito e as margens de lucro das empresas estão menores, por conta de aumento de preços das matérias-primas”, avaliou Flávio Castelo Branco. Isso indica, segundo ele, que a produção pode cair para acomodar os estoques e que a demanda pode esfriar, devido ao crédito menos farto e também à possíveis repasses de preços.

O nível de estoque de produtos finais ficou em 50,6 pontos, 0,8 ponto acima do indicador anterior, de 49,5 pontos. O estoque efetivo-planejado, que mede não se o estoque está alto ou baixo mas se está de acordo com o pretendido pela empresa, também teve crescimento. Passou de 50,2 pontos no primeiro trimestre para 50,4 pontos na atual pesquisa. Isso significa que as empresas têm mais mercadorias estocadas do que o desejado. A situação é mais crítica entre as grandes empresas, entre as quais o indicador de estoque efetivo-planejado chegou a 52,1 pontos, ante 51,5 pontos na pesquisa anterior. “As grandes empresas são sempre as primeiras a sentirem as mudanças no mercado. Isso mostra que pode haver um arrefecimento na produção para acomodar os estoques”, disse Castelo Branco.

EXPECTATIVAS

As expectativas dos empresários para os próximos seis meses estão um pouco abaixo das aferidas no primeiro trimestre do ano mas continuam em alta. “Os empresários ainda não internalizaram o aumento dos juros, ele ainda está olhando a empresa dele, não a economia como um todo. Por isso é normal que as expectativas continuem positivas por mais tempo”, disse Renato da Fonseca.

Em relação à demanda, o indicador ficou em 61,2 pontos, bem acima dos 50 pontos que marcam a divisão entre otimismo e pessimismo. No trimestre anterior, o indicador tinha sido de 62,1 pontos. O indicador de expectativa do número de empregados ficou em 54 pontos, estável em relação à pesquisa anterior. AS compras de matérias-primas ficaram em 59,4 pontos, ante 59,6 pontos do primeiro trimestre. Por último, as expectativas quanto às exportações foram as únicas que ficaram abaixo dos 50 pontos, em 48,1 pontos. “É um reflexo do câmbio, que desestimula as empresas de todos os portes”, disse Castelo Branco.

Fonte: Assessoria/CNI


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