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Porto Velho,  qua,   23/setembro/2020     
reportagem

Pirataria: triunfo do crime leva empresários à ruína

26/7/2008 10:52:14
Por Aldrin Willy
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O império da ilegalidade da venda de CDs e DVDs piratas, sem qualquer oposição por parte das autoridades, faz empresários ir à bancarrota, arruinando empregos e famílias. 


 Revirando papéis, revistas, fitas e outros materiais, Nice expressa um sentimento mesclado de tristeza e revolta. Dona de uma das mais tradicionais locadoras de vídeos, jogos para videogame, CDs e DVDs de Porto Velho, ela amargou ver seu negócio de aproximadamente 18 anos ir por água abaixo. “Fechar cada uma das seis lojas foi um verdadeiro martírio”, confidencia.

O fim da “Games & Vídeos”, talvez a mais tradicional das locadoras de Porto Velho, começou há cerca de um ano. Por essa época, as empresas do ramo há tempos já travavam uma verdadeira batalha contra a pirataria na capital. Uma guerra, entretanto, que jamais venceram.

Os piratas estão em todos os lugares e, quase sempre, não sofrem qualquer repressão por parte das autoridades. É comum assistir a cenas grotescas de CDs e DVDs piratas sendo vendidos à porta de órgãos públicos que têm por obrigação promover o combate a essa prática criminosa.

Quem anda nas ruas de Porto Velho se depara cotidianamente com barracas de filmes piratas em avenidas como a Sete de Setembro, nas proximidades do Tribunal de Justiça.

O surto da venda ilegal de filmes e toda sorte de produtos piratas vem ocorrendo há pouco mais de cinco anos na capital, sem qualquer providência mais enérgica do Poder Público do que apenas pequenas batidas esporádicas.

Os empresários do ramo de locação de filmes sentiram amargamente todo o significado da falta de ação das autoridades. Segundo Nice, da Games & Vídeos, os empresários do ramo chegaram a ir em conjunto reclamar formalmente no Ministério Público e na Polícia.

“Fizeram depoimentos minuciosos em denúncia contra a pirataria à delegada Aparecida, do Shopping Cidadão”, conta Nice. Detalhes sobre a operação da pirataria em Porto Velho, tais como fornecedores, distribuidores, entre outros, foram levados ao conhecimento do Poder Público.

Apesar de todo o empenho dos donos de locadoras, praticamente nada foi feito para dar cabo ou pelo menos minimizar os efeitos da pirataria que corre descontrolada na cidade.

“É uma questão de consciência cidadã”, afirma o advogado Paulo Xisto, presidente da Ong Cidade Verde, que promove ações de conscientização sobre os efeitos perversos da pirataria sobre a economia formal do município. “Toda vez que alguém compra um produto pirata, está colaborando com o crime organizado, o Estado deixa de arrecadar tributos e empregos são roubados de pais e mães de família”, diz Xisto.

A empresários como Nice, a única opção, ou a menos trágica, é mudar de ramo. Foi o que ela fez. Deixou um negócio de 18 anos para iniciar outro, em um ramo completamente diferente: centro de formação de condutores de veículos.

Essa parece ser a tendência dos empresários desse setor: das 56 locadoras que havia na capital, em 2002, hoje não restam mais do que 6, segundo pesquisa desenvolvida por Nice.

“Uma coisa que muito me deixava furiosa é que um homem vendia DVD pirata bem em frente à minha loja, na Sete de Setembro, e nunca ninguém o incomodou. Eu vou sair do negócio e o mesmo homem continua vendendo DVD pirata no mesmo local. É um total abuso”, desabafa a empresária.


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