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Porto Velho,  qua,   23/setembro/2020     
reportagem

Prefeitura promove devastação ambiental nos fundos do Parque Circuito

13/7/2008 11:59:17
 
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O cenário é desolador. Centenas de árvores sacrificadas, crateras crescem desenhando um aspecto de solo lunar, a poeira inferniza moradores próximos e a devastação continua impunemente. Isso feito pela Prefeitura chefiada pelo PT. 



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O ritmo de trabalho de homens e máquinas da prefeitura municipal de Porto Velho é incessante. Caminhões e mais caminhões a serviço da Semob entram e saem freneticamente pela Estrada do Belmont – que dá acesso aos bairros da região do Nacional – ocupados no transporte de milhares de toneladas de aterro, retirados de uma área onde até recentemente havia uma exuberante floresta, nos fundos do Parque Circuito, bem ao lado da área da Expovel.

Que mora nas proximidades não só lamenta a agonia de árvores centenárias tombadas por possantes tratores, mas também reclama da densa nuvem de poeira levantada pela atividade, tornando o ar quase irrespirável, sobretudo para pessoas mais idosas ou os muitos jovens.

Sobre a área onde a floresta já está no chão, as informações são desencontradas. Fala-se que ela pertence ao Infraero, como uma extensão do Parque Circuito, área de lazer entregue aos cuidados da Prefeitura, tradicionalmente desleixada para justificar o uso indevido da via expressa ligando a cidade ao Aeroporto Internacional (??) Jorge Teixeira, com o nome de “Espaço Alternativo”, um eufemismo usado para disfarçar a irresponsabilidade de várias autoridades que permitiram a transformação de uma caríssima pista da via expressa em área de Cooper da burguesia e de seus “rebentos” sarados.

CONTINUA

Não é preciso ser técnico para afirmar ali, nas barbas das autoridades, a devastação do ambiente continua, tendo como principal agente (pasmem!) a própria Prefeitura Municipal de Porto Velho. Não é possível afirmar qual a percentagem do Parque Circuito já foi prô beleléu. A olhos nu, é possível constatar que a área devastada poderia conter uns 10 campos de futebol.

A ação da prefeitura naquele local confirma a falta de compromisso da atual gestão com a preservação ambiental no município. Certamente, se o Ibama ou Sedam estivessem interessados em ver o que acontece ali, perto do centro de Porto Velho, acabaria por classificar aquilo como uma atividade criminosa, mas tudo indica continuará correndo solta sem a intervenção dos órgãos responsáveis, embora esteja sendo praticada a poucos metros da Superintendência da Polícia Federal.

Teoricamente a área deveria estar sob a proteção federal, por sua proximidade com o Aeroporto Internacional Jorge Teixeira e por ser, como se imagina, de propriedade do Infraero. O Parque Circuito, até onde se sabe, “é uma área concedida ao município”, destinada a atividades de lazer e cultura da população, com a contrapartida que obriga o município a mantê-la, conservando os equipamentos nela existentes para o uso da população.

A BEL PRAZER

O prefeito Roberto Sobrinho parece ser do tipo que escolhe as leis a serem cumpridas por sua administração. Algumas ele simplesmente olvida, dando a impressão de não são necessárias ou importantes. Desde que assumiu a direção do município o petista é alertado sobre a necessidade de preservar o bem público, cumprindo e fazendo cumprir leis que, só a título de argumentação, regulam o uso do solo urbano, impedindo que vias públicas sejam obstruídas para atividades econômicas marginais, bem como a construção de imóveis (comerciais ou residenciais) em áreas de preservação (como os fundos de vale e as lindeiras à cursos d’água perenes) ou de risco. Como sempre, o prefeito faz olhos de mercador e vai empurrando com a barriga, permitindo aos infratores continuar infringindo a legislação e dando a impressão de que o prefeito não tem autoridade.

Talvez por cultivar esta visão, a prefeitura vai promovendo ao bel prazer a destruição daquela área, antes coberta por uma importante vegetação, inclusive com essências nativas em risco de extinção.

O Ibama – controlado em Rondônia por um conhecido petista com ligação umbilical com o prefeito – quando se trata de agir contra madeireiros e pecuaristas mal intencionados, age com toda rigidez para, como se diz, cumprir as leis de proteção ambiental.

Não se entende porque permite, no caso dessa devastação em andamento nos fundos do Parque Circuito, permite que a mata nativa seja colocada no chão para a retirada de aterro por parte da prefeitura.

PÉSSIMO EXEMPLO

A prefeitura da capital deveria não só preservar áreas de ecossistemas naturais, como ajudar na vigilância dessas áreas, protegendo-as de predadores que na busca do lucro fácil passam por cima da legislação. Mas, o que vemos com essa devastação é a prefeitura dando o péssimo exemplo e quase um aval àqueles costumeiramente desrespeitam as áreas de preservação e a legislação sobre o uso do solo urbano.

Como a própria prefeitura não dá exemplo, como os vereadores não tratam dessas agressões à vida urbana e ao desrespeito da lei, fica a idéia de que Porto Velho é “a terra do tudo pode”, porque a prefeitura não exerce sua autoridade.

Que outra capital no país permitiria a alguém tomar uma praça pública para construir uma mansão? Que outra capital no país permitira a construção de um posto de gasolina praticamente em cima de um igarapé? Que outra capital do país permitira a tomada por lanchonetes e barracas fixas, vendendo praticamente de tudo, de ruas importantes?

Em Porto Velho tudo isso acontece e ninguém, nem a Prefeitura, nem Câmara Municipal, nem Ministério Público, nem ninguém toma qualquer providência.


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