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Porto Velho,  sáb,   16/novembro/2019     
política

Campanha do PSOL será na base do voluntariado

13/7/2008 11:37:01
 
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O professor Adilson Siqueira aproveita este final de semana para fazer, junto com a equipe e correligionários de sua candidatura, os retoques finais no programa de governo, com propostas para com os monopólios e até com a “máfia” funerária. 


 Mais uma vez a candidatura do professor universitário Adilson Siqueira, do PSOL, será diferenciada dos demais concorrentes à Prefeitura de Porto Velho, como revelou com exclusividade a este jornal, “especialmente no aspecto de custo”, pois o PSOL é um partido praticamente sem recursos, “diante das campanhas milionárias de outros concorrentes”. Quem vai trabalhar com o PSOL serão, em sua maior parte, voluntários e colaboradores conscientes de que “a verdadeira mudança para Porto Velho só pode acontecer com quem tem compromisso de organizar a sociedade a partir de sua base”, como argumentou Siqueira.

Ele expressou que “o voluntariado é uma prática” a ser adotada até mesmo na administração municipal, “quando o PSOL estiver à frente dos destinos do município”.

CAMPANHA NA RUA

A campanha de Adilson Siqueira começou a ser feita a partir do registro das candidaturas, “de uma forma tranqüila e calma”, mas ela irá verdadeiramente para as ruas, “após os ajustes finais no programa a ser defendido” pelo socialista, um documento elaborado com subsídios da comunidade científica local e segmentos organizados da sociedade de Porto Velho.

“Será uma campanha pé no chão, onde mostraremos ao eleitor de Porto Velho a necessidade de darmos à administração do município uma nova concepção política, uma administração socialista com independência e determinação suficiente para transformar e não apenas maquiar a realidade”, explanou o candidato do PSOL.

Nas reuniões e visitas a entidades de classe que constarão da agenda do candidato servirá para “mostrar como será possível fazer uma Porto Velho verdadeiramente melhor” para o segmento produtivo, os moradores da periferia e também da área central.

Os chamados “temas incontornáveis” serão tratados pelo candidato do PSOL de forma clara, “com o partido assumindo o seu compromisso, num programa que vai fazer a diferença na administração do dinheiro público, dando dignidade a uma cidade com determinação de ser uma das grandes capitais de estado do Brasil”.

SEM MEDO

Continuando com as explicações sobre o significado de sua candidatura, o professor da Universidade Federal de Rondônia não descuidou de usar uma imagem poética para falar de nossa capital:

“Porto Velho é uma cidade com tudo para ser linda, desde que os recursos destinados ao município deixem de ser desperdiçados. Aqui temos uma cidade luminosa com a cumplicidade de um rio como o Madeira. Temos todos os ingredientes para fazer de Porto Velho uma cidade verdadeiramente orgulho de seus moradores, gerando admiração naqueles que nos visitam... Temos importantes valores culturais, a nossa arte, a mistura do tradicional e do moderno e vários ingredientes da natureza exuberante, para fazer de Porto Velho um importante destino turístico nacional e até mesmo internacional. O problema é que por falta de uma gestão verdadeiramente interessada em atender a maior parte da população, nossa cidade tem sido pouco cuidada e se degrada a olhos vistos. Nós do PSOL defendemos uma gestão capaz de interferir de maneira coerente buscando soluções de fato para os problemas do passado e para os atuais. Não aceitamos o continuísmo e a perpetuação de gestões que apenas fazem perfumaria e maquiagem no enfrentamento dos problemas, imaginando enganar a boa fé da população”, disse Adilson.

A RUPTURA

Adilson Siqueira insiste que a candidatura do PSOL tem a “obrigação de se caracterizar como de ruptura com o sistema de poder” que ai está, numa visão completamente diferente daquilo que até hoje norteou a administração do município. “Vamos romper com os sistemas cartelizados ou monopolizados, especialmente com aqueles que agem como verdadeiras máfias, controlando setores fundamentais na prestação de serviços públicos, explorando o povo sem a contrapartida da qualidade”, disse.

Das propostas do PSOL não escapam setores como o transporte público e nem mesmo o setor funerário: “Se chegarmos à Prefeitura, vamos implementar um Serviço Funerário Municipal, pondo fim a este sistema mafioso no qual as famílias mais pobres ao perder um de seus entes, sofre além do trauma da perda as agruras econômicas impostas por um comércio ganancioso e praticado sem nenhuma ética”, acentuou o candidato do socialismo de esquerda.

Outro “monopólio” a ser quebrado pelo PSOL é o da coleta do lixo urbano, feita por há vários anos por uma empresa que “não tem qualquer ligação com a comunidade local e que se mantém como dona dessa concessão por ligações altamente questionáveis com aqueles que se apoderam do poder público”, destacou Adilson.

DANDO NOMES

Quem está esperando uma campanha eleitoral morna, onde partidos de oposição à aliança do PT com o PMDB, buscando garantir a reeleição de Roberto Sobrinho, deixariam de ir para o confronto sem questionar duramente a atual administração, vai se surpreender com o papel do PSOL nesta eleição. Isso é o que fica claro nas declarações exclusivas de Adilson Siqueira.

“Nossa candidatura vai ser incômoda. Vai lembrar, em todos os espaços, quem são os responsáveis pelo estado a que chegou a insegurança na cidade de Porto Velho; vai denunciar onde é mal gasto o dinheiro arrecadado dos contribuintes. A nossa candidatura não vai ter medo de dar nomes aos bois, defendendo a transparência, a verdade e a clareza”. E ao fazer estas afirmações, o candidato a prefeito do PSOL continuou:

“Em suma, seremos uma voz desalinhada, que vai se comprometer com a revisão do Plano Diretor recentemente aprovado pela Câmara Municipal, porque ele na verdade não está, ainda, consentâneo com a realidade portovelhense e não atende as principais aspirações da população, deixando de lado os compromissos com a verdadeira austeridade, ao manter segmentos da administração municipal como verdadeiras agências de emprego para gente do partido ou lambe-botas, sem qualquer vantagem para o atendimento à população que depende dos serviços públicos”, sublinhou.

MÉTODO CADUCO

Na visão de Adilson Siqueira o prefeito petista Roberto Sobrinho mantém um sistema “caduco e ultrapassado de gestão” que contribui para o descalabro econômico de administração de Porto Velho, “não questionado por ninguém e muito menos pela Câmara Municipal”. Por isso, para ele, “o eleitorado da capital precisa promover uma renovação total na Câmara”, de tal maneira que o próximo prefeito seja não só cobrado, mas “fiscalizado em seus atos”.

Não é possível, continuou o candidato do PSOL, que a prefeitura arrecade mais de um milhão de reais por dia “e para fazer reformas em praças, como é o caso agora da Marechal Rondon, necessite do dinheiro do Ministério do Turismo” e ainda tenha “a cara de pau de anunciar estas obras como se fossem custeadas pelos cofres do município”.

Fatos dessa natureza, lembrou Adilson, demonstram a adoção do mesmo modelo político e econômico velho, ultrapassado de todos os antecessores do PT na prefeitura, “modelo que apenas prejudica os contribuintes”. O modelo dessa gestão “que precisa ser substituída” privilegia os sonegadores de impostos em detrimento do cidadão que busca manter suas obrigações em dia com o fisco municipal.

Com a racionalização administrativa, contido no seu projeto de governo, o candidato do PSOL garante que extinguir boa parte das secretarias e até de autarquias que só servem para dar emprego aos cupinchas do partido do prefeito, na velha política de atendimento aos interesses particulares e de esquecimento das verdadeiras necessidades da população.

RENEGADOS

O professor Adilson Siqueira não esconde os anos de militância no PT, de onde saiu para fundar o PSOL em Rondônia. “O problema é que o PT, ao chegar ao governo renegou o seu passado. Rompeu com os compromissos de reforma da política e da administração, passando às práticas do fisiologismo e do nepotismo, como a gente vê constantemente aqui na gestão municipal”, argumentou.

Ao relembrar o caos na saúde municipal, Adilson ressaltou os vários secretários da Semusa ao longo da gestão de Roberto, “como o exemplo claro de que as nomeações nunca levaram em conta a capacidade técnica dos premiados com esses empregos, suas competências”, pois o contou “apenas a fidelidade canina dessas pessoas ao PT ou ao próprio prefeito”.

Fora desse critério, o governo do PT “usou estes cargos altamente remunerados para cooptar antigos inimigos e outros partidos ávidos na participação da distribuição do butim”. E assim, a voraz partidarização da máquina administrativa está ai “diante dos olhos de todos e só não vê quem não quer”, salientou o líder do PSOL.

PARA MUDAR

“Pretendo ser eleito para mudar tudo isso!”. Com essa exclamação o professor Adilson Siqueira. Numa administração do PSOL os cargos serão ocupados levando-se em conta o mérito e a competência profissional exigida para as coisas funcionar direito. “Não vamos dar continuidade a essa política de empreguismo e de nepetismo que provoca a paralisia da máquina pública. Vamos abrir espaço para essa juventude que é formada pelas nossas faculdades e pela Universidade rondoniense, bem como valorizar aqueles funcionários de carreira, sem os quais perde-se a própria memória institucional do Executivo”, detalhou Siqueira.

“É claro que governaremos com a colaboração dos nossos aliados, mas dentro do limite da ética, da decência e sem esse objetivo nefasto de sabotar os adversários”, ampliou o candidato do PSOL, afirmando também sua preocupação com o coronelismo partidário que instituiu na prefeitura de Porto Velho “a insegurança, a ineficiência, a paralisia, especialmente quando o prefeito tentou aprovar na Câmara a chamada Lei da Mordaça”.

POVO SÁBIO

Ao contrário do pensamento comum – de que o povo será eleitor cativo do PT pelo volume de obras em andamento na capital, financiadas com o dinheiro do governo federal e do estado, ou pelo Bolsa Família e que, por isso, não tem para a Oposição – Adilson Siqueira aposta na inteligência do povo para acreditar “na possibilidade de vitória”, mesmo fazendo uma campanha sem nenhum suporte financeiro para se confrontar com as campanhas milionárias.

“É claro que o PT fará novamente o terrorismo psicológico em torno desses programas de transferência de renda, afirmando que sem eles o Bolsa Família pode acabar”. Adilson não acredita que essa tática vai dar resultado, “pois a inteligência popular sabe que não só este programa vai continuar, ainda mais fortalecido, como virão outros programas voltados exclusivamente para melhorar a inclusão social no município de Porto Velho, principalmente programas garantindo dignidade e cidadania, através “da política do pleno emprego, da recuperação de valores fundamentais da família e da assistência aos jovens através de um ensino capaz de prepara-lo no só para sua inclusão no mercado de trabalho, como também no segmento da cultura, do lazer sadio, com o município implantando serviços para a formação do cidadão completo, em todas as suas dimensões”.

Se a opinião de Adilson Siqueira for correta, o povo vai demonstrar, com seu voto, “que não é irresponsável político” e que deseja cada vez mais mostrar que está capacitado a selecionar os melhores representantes tanto aos cargos do Executivo como do Legislativo.

PREFEITO DE 1,5 ANO

Com essa visão, Adilson afirmar que o PSOL vai participar desse pleito “um momento de grande valor educativo, principalmente se houver a realização de vários debates públicos sobre os problemas e as alternativas para soluciona-los”.

Para ele é preciso deixar claro para a população o visível projeto político pessoal do prefeito. “É inegável que Roberto Sobrinho imagina-se ungido para ser, em 2010, candidato ao governo ou senado. Isso vale dizer que ele deverá ficar na prefeitura apenas um ano e meio, deixando o cargo para seu vice, o empresário Emerson Castro que, então será o verdadeiro prefeito. Ora, por mais que essa situação seja escondida, o povo em sua sabedoria acabará por identificar que Roberto fará da prefeitura, nessas circunstâncias, nada mais do que um trampolim para abocanhar o poder estadual ou uma cadeira no Senado. Como o povo reagirá a este conseqüência lógica?”, pergunta o próprio Adilson Siqueira ao encerrar sua entrevista.


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