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Porto Velho,  sáb,   16/novembro/2019     
política

Alexandre começou a campanha: “Vai ser franciscana, de porta em porta e sem promessas de ocasião”

7/7/2008 18:55:15
 
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O “doutor cidadão”, como Alexandre é conhecido especialmente na periferia, começou ontem a cumprir o roteiro de sua campanha a prefeito, “distribuindo santinhos e conversando de porta em porta” com os eleitores de Porto Velho. 


 O deputado estadual Alexandre Brito está determinado a “fazer uma campanha” capaz de leva-lo ao segundo turno da disputa pela prefeitura municipal de Porto Velho. Na opinião do candidato do PTC, o segundo turno, “com todas estas candidaturas postas”, é “favas contadas”, embora ainda tenha muita gente imaginando que “o prefeito de Porto Velho será escolhido num turno só”.

DIFICULDADE DE MOBILIZAÇÃO
Alexandre não se assusta com a dificuldade de mobilização popular que “os políticos vão encontrar” para mobilizar o povo em torno da importância das eleições deste ano, mas deixa claro estar consciente desse problema: “Há muita gente desiludida com a política brasileira e, por conseqüência, com a política rondoniense. E essa gente tem razão, pois eu próprio me indigno com constantes escândalos, com as negociatas e jogadas sujas. Mas precisamos insistir junto ao povo que mesmo não tendo mais a fé ideal na política, só através do voto podemos modificar a situação que ai está”, disse.
E é por isso, explicou Alexandre, que seu mote de campanha nesse ano será “Acredite, é possível mudar!”. Com esse slogan, o “Doutor Cidadão” espera demonstrar para a grande massa que é “o único candidato” verdadeiramente independente e com um programa de governo realmente inovador.
Para conquistar essa grande massa, Alexandre Brito orçou sua campanha em 3 milhões e 700 mil reais. “Isso é apenas orçamento e não significa que chegaremos a gastar tudo isso. Eu, na verdade, vou fazer uma campanha franscicana para gastar muito menos do que isso”, sublinhou.

A VICE
Alexandre Brito tem como vice Silvana Davis, ex-vereadora de Porto Velho. Alguns concorrentes ao cargo deploraram esta escolha. Afinal, Silvana vem de várias da derrotas eleitorais. Suas últimas aparições na mídia política, deu-se em conseqüência do episódio da tentativa de cassação do mandato de Euclides Maciel, deputado que acabou escapando da denúncia de infidelidade partidária, quando convenceu o Tribunal da Justiça Eleitoral rondoniense de que precisou abandonar o partido comandado por dona Silvana porque vinha sofrendo com esquemas de perseguições avalizados pela dirigente partidária.
Mas o candidato Alexandre Brito acredita que não poderia ter escolhido uma vice melhor, “que vai somar muitos votos” ao longo da caminhada eleitoral.
“Qual outro candidato tem uma vice com o carisma de Silvana? Qual outro candidato tem ao seu lado, como vice, uma mulher negra, que fala olhando nos olhos das mulheres pobres, das pessoas da periferia?”. Com estas perguntas ao repórter, o “Doutor Cidadão” procurou destacar o papel de Silvana e sua “facilidade de comunicação com o povo” porque “ela é autêntica e não terá de fazer nenhum esforço para criar uma máscara para chegar ao povão”.
Na visão de Brito, “vice como o do Garçom e o do Roberto Sobrinho” não acrescentarão muita coisa aos votos de suas chapas majoritárias, porque são pessoas que praticamente “nada fizeram pelo povo e não tem prática de conversar com as pessoas mais humildes, que moram na periferia esquecida pelo poder público”.

BASE DE VOTOS

Com esta “campanha franciscana” e praticamente sem tempo para expor o programa de governo na televisão, o “Doutor Cidadão” acredita começar a caminhada “com uma boa expectativa de votos”. Com base nos sufrágios que conseguiu para eleger-se deputado estadual, o potencial de sufrágios hoje “é de 30 mil votos”. Para ele basta multiplicar os votos tidos como deputado por três para se chegar a esse resultado. Isso, na opinião de Alexandre Brito é a lógica.
E dentro dessa aritimética, Alexandre arrisca a situar o potencial dos votos dos demais concorrentes: “O Garçom vai ter sete mil votos a mais do que eu. O dr. Mauro Nazif vai ter mais ou menos 30 mil votos. Já o David Chiquilito vai ter alguma coisa em torno de 15 mil votos. Adilson Siqueira e Casara deverão chegar, cada um, a 5 mil votos”, opina com segurança o candidato do PTC para acrescentar: “O Roberto Sobrinho terá 35% dos votos nessa eleição”.

NA MIRA

Disposto a só tratar com profundidade as propostas contidas em seu programa de governo “nos debates”, o dr. Alexandre Brito deixou claro que “vai se mostrar como candidato de oposição” apenas ao prefeito Roberto Sobrinho. “Não vou falar mal do Garçom, por exemplo, porque em política não se pode fazer oposição aos possíveis aliados do futuro”.
Continuando, Alexandre acredita que “a briga dessa campanha eleitoral se dará entre o prefeito Roberto Sobrinho e Garçom”, com “a tática dos dossiês” mostrando “quem aplicou melhor” a lei de Gerson em suas administrações, um em Candeias e o outro na capital.
Em relação ao prefeito, Alexandre lembrou ter participado do esforço, “para por o Roberto na prefeitura”. Mas, acentuou, “agora é preciso tira-lo do comando do município, porque ele foi uma decepção, ele deixou de cumprir a maior parte das promessas feitas à população e mostrou-se um gestor negligente”. Confiante nessa visão, Alexandre pretende convencer a população que tem todas as qualificações, “para administrar com eficiência o município de Porto Velho”.

O POVO NÃO LÊ
Alexandre garante que não é candidato apenas para fortalecer sua musculatura eleitoral com vistas a 2010. Ele deverá fazer uma campanha diferente da maioria dos concorrentes, porque vai se basear na interpretação de pesquisas e na orientação do marqueteiro Francisco Ferraz, que já está trabalhando a todo vapor no material promocional da campanha e no posicionamento do próprio candidato diante dos discursos políticos dos demais concorrentes.
O “doutor cidadão” não pretende, por exemplo, massificar o seu programa de governo junto à população das periferias, através do material impresso, como “deverão fazer” outros candidatos, porque, justificou, “o eleitor de Porto Velho não lê nada”. E por isso Alexandre vai utilizar mais “o áudio visual”, deixando o material impresso para ser distribuído mais na área central e junto a bairros de classe media, onde se concentra “os 3% que lêem alguma coisa”, asseverou.
Mesmo assim o “Doutor Cidadão” acredita estar preparado para convencer os eleitores de que ele “vai cuidar da cidade”, a partir do próximo ano, com uma mensagem apelando para o lado “sentimental” da população que vai se convencer de que “eu sei fazer, eu sei administrar”, destacou.

É PRECISO BATER
Decidido a fazer uma oposição ligth, Alexandre vai se limitar a dizer que “a mudança depende de cada um de nós” e que, por mais desiludido que uma pessoa esteja, o seu voto será muito importante. Ele não pretende “atacar” o prefeito, mas vai dizer à população que não confie naqueles que já ocuparam cargos e não fizeram nada pela cidade – ou pelo menos só começaram a fazer quando as eleições se aproximaram – onde você mora e que agora voltam a pedir seu voto, dizendo que desta vez farão isso ou aquilo.
“Sou daqueles candidatos que preferem ouvir o povo a falar. Faço assim quando visito os bairros, as pessoas mais humildes. Ouço bastante para depois dizer que só podemos mudar com a participação de todos. Democracia é isso, quando cada pessoa exerce o seu direito de participação”, por isso não vou priorizar só a Saúde, disse.
Interessado em utilizar do método da mala-direta, o dr. Alexandre esperar levar esses conceitos – em poucas palavras – à grande massa de eleitores, especialmente àqueles que nesse momento “não estão nem ai para quem vai ser eleito”, exatamente para estimular a reflexão sobre a importância de “votar consciente”.
Para ele “alguém vai ter de bater no prefeito, de fazer uma oposição mais dura”. Não será Alexandre que vai se propor a esse papel. E, concluiu, “não acredito que será também o Garçom que fará isso”, terminou.


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