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Porto Velho,  s√°b,   16/novembro/2019     
política

Casara usa tom moderado e deixa claro que é candidato pra valer

5/7/2008 12:55:23
 
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Hamilton Casara foi o primeiro candidato na disputa pela prefeitura de Porto Velho que teve seu nome utilizado pela central de boatos, dando conta de sua eventual desist√™ncia de concorrer, negociada com um outro opositor de Roberto Sobrinho. 


 

“Não. Não estou brincando de ser candidato. Sou candidato pra valer e a minha candidatura não será barganhada, até por ser ela um projeto do PSDB, que tem 11 candidatos disputando a sucessão em capitais de estado. Ela é, portanto, uma candidatura que pertence ao povo de Porto Velho e é inegociável”.
Assim o ex-deputado federal Hamilton Casara, presidente regional dos Tucanos rondonienses reagiu a pergunta sobre a veracidade ou não dos rumores de que ele estava negociando a renúncia da candidatura em benefício de Lindomar Garçom, o candidato do Partido Verde, apoiado pelo governador Ivo Cassol.

MOTIVADO
Casara declarou firmemente ao repórter Gessi Taborda que ao contrário, está bastante motivado e preparado para exercer o seu papel político neste processo eleitoral de 2008. O líder dos tucanos não se esmorece nem quando admite que terá de enfrentar “muitas dificuldades de ordem financeira e estrutural” num cenário em que estão representantes oligárquicos e de partido que entrou na história com a utilização dos “recursos não contabilizados”, que serão certamente “irrigados” com recursos para a milionária campanha que, supõe-se, estão desenhando.
Com toda essa motivação, Casara tem certeza que “a prefeitura é uma conquista possível” para quem, como ele, fará uma campanha franciscana, na qual não comportará nem mesmo “um grande evento” para marcar o lançamento popular de seu nome, pois “este lançamento vem acontecendo todos os dias” em muitos encontros, “reuniões com o povo em todos os pontos do município” onde pede, como disse, o apoio da população consciente às suas idéias de transformação da gestão pública municipal, algo fundamental para dar a Porto Velho não apenas “crescimento econômico” mas também social, ou seja: “um crescimento com validade para todos e não para enriquecer ainda mais os mais ricos, mantendo os pobres na mesma indigência de sempre”, argumentou.

LIDERANÇAS
“A campanha do nosso candidato a prefeito terá lançamentos em todos os espaços onde for possível o diálogo com a população”, disse o ex-vereador e presidente da Câmara Municipal, João Coelho, que passa a atuar como coordenador geral de Casara.
E foi o próprio Coelho que acrescentou: “faremos um esforço para trazer as nossas lideranças nacionais mais expressivas para estimular nossa militância local, nossos candidatos a vereadores, mas isso ocorrerá no decorrer da campanha e não num lançamento demarcando o início da marcha, até porque nós já estamos cumprindo esse roteiro de conversar com a população há algum tempo”, disse.
Retomando a palavra, Hamilton Casara fez questão de sublinhar que sua candidatura está sendo assumida cada vez mais pela população de Porto Velho. “Estou feliz com a receptividade que recebo do povo. Hoje sou um político com mais facilidade de interação popular, graças à experiência obtida no exercício do cargo de deputado federal, de dirigente partidário, tudo isso aliado à carreira desempenhada no serviço público, especialmente nas questões da preservação ambiental”.

AS MULHERES
O candidato tucano foi o último dos concorrentes à prefeitura de Porto Velho a definir o nome de companheiro de chapa. Na tarde do dia 04 o PSDB enviou à Justiça Eleitoral, para registro, o nome de Regina Russelakis, como candidato a vice-prefeita de Casara, numa composição puro-sangue.
Antes de sua escolha, estavam na relação de prováveis candidatos o advogado Simão Salim, Fátima Acursi e até João Coelho.
Para Hamilton Casara a escolha não poderia ser mais feliz, “pois o PSDB rondoniense deu um salto espetacular na valorização da mulher como agente política, tendo o “PSDB Mulher” como um de seus órgãos mais atuantes e influentes. Esse movimento das mulheres está organizado em várias células no estado e, acrescentou, “inclusive participando nesse ano do processo de indicação de vários candidatos a prefeitos nos municípios rondonienses”, explicou.

TOM MODERADO
Durante a entrevista do candidato tucano deu para perceber seu desejo de mudar a imagem do político fechado que era uma característica adotada enquanto foi deputado federal. Ele agora está mais bonachão, menos sisudo e, ao mesmo tempo, mantém o discurso moderado que poderá torna-lo mais palatável e competitivo perante um eleitorado que rejeita bravatas.
Na entrevista o candidato evitou ataques diretos ao prefeito Roberto Sobrinho, candidato do PT à reeleição. Não escondeu que fará oposição, criticando “uma administração claramente incapaz de gerir bem os recursos municipais e desenvolver projetos próprios para solucionar problemas estruturais” do município de Porto Velho. Mas certamente fará adotando a linguagem diplomática e não a do confronto.
E dentro dessa “diplomacia”, Hamilton Casara fará críticas também ao governador que, em sua opinião, “deveria ter investido muito mais na capital” que o município que mais contribui no bolo da arrecadação de tributos do estado.

PARA MUDAR
“A minha candidatura é para mudar Porto Velho!”. A exclamação de Casara serve para destacar seu desejo de se firmar como “um candidato diferente de todos, com uma proposta nova e factível para garantir que o município vai corrigir as grandes distorções e contradições de seu crescimento, ficando em condições de suportar os impactos decorrentes de seu crescimento”.
“O que nós iremos fazer, eleito prefeito de Porto Velho, é uma virada para o bem, parando de trabalhar apenas em ações pontuais ou causas abstracionistas. Essas coisas abstratas podem até servir para fazer propaganda, mas não resolvem os verdadeiros problemas do povo”, disse Casara.
E com essa perspectiva que ele pretende fechar o programa de governo a ser defendido ao longo da campanha até o próximo dia 18. “O programa estabelecerá compromissos muito claros com a população de Porto Velho, propondo até mesmo experiências bem sucedidas em cidades semelhantes à nossa, para resolver questões como educação, saúde, segurança, transporte, lazer, qualidade de vida para todos”.
Com uma clara visão ambientalista, Casara vai procurar qualificar o debate de temas como expansão urbana, onde demonstrará que a regularização fundiária é uma obrigação da municipalidade e um direito de seus moradores e, por isso, não deveria servir “a interesses meramente da propaganda” até porque “ela não avançou praticamente nada”.

COERÊNCIA INTERNA
O candidato do PSDB não se furtou a falar sobre as aparentes dificuldades de relacionamento entre ele, como presidente da sigla, e o deputado Maurinho – que acabou tendo o nome de sua melhor excluída da lista de pretendentes a uma cadeira na Câmara Municipal.
Casara lembrou que “o partido chegou às convenções com uma lista de mais de 60 pretendentes e, claro, teve de cortar muita gente com potencial, muita gente boa”. E assim, revelou que sua própria mulher “também acabou sem candidatura”.
No caso do deputado Maurinho, acrescentou, “a postulação de sua esposa chegou na última hora e já não tínhamos mais vaga”. Na opinião de Casara, “o deputado Maurinho é um político do PSDB com grande potencial e ele sabe que no PSDB não pensamos sozinho. Certamente ele terá sempre o seu espaço, será ouvido sem restrições. O deputado sabe da importância de fortalecer o partido em todo o país para enfrentar a campanha de presidente da República em 2010... Ele tem muito a contribuir – e nunca se negou a isso – com esta luta que vai fortalecer o PSDB tem todo o estado de Rondônia”, sublinhou.

TRIPÉ DA NOVA ADMINISTRAÇÃO
Se chegar a prefeito de Porto Velho, uma coisa já está definida na nova administração. Começando por buscar a viabilidade de oferecer condições de trabalho para a população. Emprego. Segundo é fazer um trabalho em parceria com o governo do estado sobre segurança pública. A prefeitura não pode se furtar do debate sobre a segurança pública, porque a nossa cidade fica cada vez mais complicada, disse o candidato. Além de priorizar a empregabilidade e a segurança, Hamilton fez questão de lembrar também da importância de dar condições necessárias para desenvolvimento do turismo da cidade. “Temos um alto um potencial muito grande para que o turismo seja uma indústria de verdade, mas temos que tomá-lo como prioridade porque a cidade ainda não tem muito a oferecer, embora esteja recebendo nesse setor investimentos importantes da iniciativa privada, sobretudo no segmento da hotelaria”, disse.

OPOSIÇÃO
Hamilton é um político novo, embora seja um homem com vasta experiência administrativa. Nascido em Rondônia, viveu boa parte de sua vida em outros estados e em Brasília, ocupando cargos importantes, como o de chefe do Ibama por muito tempo.
Para ele, “uma campanha eleitoral” não pode deixar “o seu lado didático de discutir, democraticamente, quais os rumos que o povo pretende adotar, para chegarmos a uma sociedade mais solidária, mais justa, onde as oportunidades de melhorar de vida não seja um privilégio para poucos”.
Por isso ele entende que “é preciso exercer o papel de prefeito superando divergências políticas pessoais” com os dirigentes de outros níveis, como o estadual e o nacional.
“Não vou me esquivar de fazer um trabalho de parceria com o estado. Sou um político novo. Como candidato e como futuro prefeito tenho que respeitar o conhecimento e estabilidade que cada político tem em sua trajetória. Gostaria de fazer um trabalho com apoio de todos. Sei que é quase impossível. Mas, naquilo que eu puder trabalhar para buscar a união, irei fazer. Não pretendo trabalhar fazendo oposição a ninguém. Quero estar colocando críticas, no sentido da colaboração para mudar para o melhor. Não quero estar me atritando com ninguém politicamente”, concluiu. (GTC)




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