Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  sex,   15/janeiro/2021     
política

Lançamento de Mauro Nazif modifica o congestionado quadro sucessório

24/6/2008 08:04:31
 
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    



Aparentemente, é a candidatura à reeleição do prefeito Roberto Sobrinho a mais atingida pela decisão do deputado Mauro Nazif de disputar o pleito, especialmente se o comentado acordo com o PSDB se materializar. 


 O deputado federal Mauro Nazif tem o hábito de manter em suspense suas decisões eleitorais. Neste pleito essa característica foi mantida praticamente até o final da semana passada, quando ninguém tinha certeza de que o comandante do PSB rondoniense aceitaria colocar o seu nome na disputa pela prefeitura de Porto Velho.

Na verdade todos os partidos que tinham pré-candidatos na majoritária vinham se insinuando para o PSB, na esperança que a legenda aceitasse emprestar um vice.

Até David Chiquilito Erse voltou a conversar com os dirigentes da sigla que abandonou – e abandonou porque queria garantir espaço para disputar a prefeitura, espaço esse que estaria reservado a Mauro – certo de que a provável candidatura do dr. Mauro era um projeto abortado.

DESEJO ANTIGO

Comandar a prefeitura de Porto Velho é um desejo antigo do dr. Mauro Nazif. Ele quase conseguiu isso na última disputa, quando perdeu para o petista Roberto Sobrinho. Naquela campanha houve um erro de cálculo na formatação da aliança.

Mauro juntou-se ao esquema do prefeito Carlinhos Camurça – quando o ex-prefeito sofria um grande desgaste – aceitando na composição de sua chapa a ex-vereadora Ruth Morimoto, um nome de menor expressão e sem o carisma e a simpatia de Cláudia Carvalho, viúva do ex-deputado Sérgio Carvalho, um nome desaparecido sob forte comoção social dos rondonienses, vítima de uma insidiosa doença.

Aquela aliança se contrapôs às origens políticas do dr. Mauro. Foi um "casamento" que prejudicou o dr. Mauro e ajudou Roberto Sobrinho. Os fiéis eleitores do dr. Mauro, ficaram flutuando, sem saber qual o caminho que ele iria tomar caso chegasse à prefeitura comprometido com o grupo do "conservador e direitista" Carlinhos Camurça.

TUCANOS

Desta vez Mauro Nazif decide atender o apelo de seus companheiros do PSB sem esconder que deseja ver tucanos avermelhados em seu palanque.

As conversas com o presidente do PSDB, Hamilton Casara, se deram em torno de afirmações claras do pessebista sobre o papel dos tucanos: "o dr. Mauro garante que os tucanos terão comprometimento e participação num projeto administrativo inovador para levar a Capital ao desenvolvimento político, econômico e social que tanto precisa", disse um desses emplumados ao jornal.

Na esfera política a confirmação de que Mauro Nazif aceitou entrar no páreo esquentou as conversas nos arraiais dos partidos e dos pretensos candidatos. Ela, segundo pensa a maioria, modifica o cenário posto até agora, "porque fica garantido a realização do segundo turno".

DESCONFIADOS

Enquanto as discussões no meio político esquentaram em função da notícia de que o dr. Mauro vai concorrer, nas ruas a grande parte do povo não se dá conta das lutas partidárias em curso para decidir quem vai concorrer à cadeira de Roberto Sobrinho.

Isso era fácil de se constatar nos locais onde se concentram as pessoas que gostam de discutir as questões da capital, como é o caso do tradicional "Bar do Bigode", localizado na Elias Gorayeb esquina com a José Camacho. Ontem os freqüentadores estavam mais preocupados em discutir os resultados futebol do último final de semana e as questões da segurança da cidade – diante da notícia de o procurador do Ministério Público Jackson Abílio foi vítima de ladrões – do que propriamente as questões da disputa eleitoral que se avizinha.

Mas se o povo ainda está apático diante da montagem do tabuleiro da disputa eleitoral, entre os políticos cada movimentação da peça desse tabuleiro provoca reação imediata.

MAURINHO

O deputado Maurinho, único parlamentar eleito pelos tucanos no último pleito estadual, não escondeu sua insatisfação com a montagem da aliança dos tucanos com o PSB. Ele continua defendendo a tese de que um partido "do tamanho do PSDB" tinha de participar dessa eleição com candidato próprio.

O que mais chateia o deputado é "a postura do presidente do partido" em levar avante essas negociações "sem uma ampla consulta aos membros do partido", excluindo das conversações até aqueles que têm mandato, como é o caso do próprio Maurinho.

E acrescentando, o deputado reafirmou sua disposição de apoiar, firmemente, qualquer candidato que o partido lançasse, inclusive Hamilton Casara, embora ele próprio continue mantendo seu nome como uma alternativa para a majoritária do partido. E por tudo isso, o deputado ainda não sabe se deve apoiar uma chapa onde o PSDB seja simplesmente vice.

TEMPO

A verdade é que o apoio do PSDB ao PSB, compondo a chapa majoritária com Mauro Nazif, melhora em muito o tempo de que disporá, na televisão, o candidato do Partido Socialista Brasileiro. Frustra um pouco o projeto do PT que já se imaginava ter uma ampla vantagem na mídia sobre os demais concorrentes.

O pior de tudo isso é que Mauro vai disputar os votos de boa parte dos eleitores favoráveis ao PT e ao prefeito. É certo que o dr. Mauro ainda está bem abaixo de Roberto nas pesquisas conhecidas. Mas, ninguém pode negar, o dr. Mauro sempre teve um bom desempenho nas refregas eleitorais de que participou e desta vez não estará minado em seu próprio partido, como aconteceu quando disputou a última eleição municipal.

O anúncio de que vai disputar o poder municipal fez aumentar o desconforto daqueles acreditavam que a reeleição já estava no papo e seria decidida no primeiro turno.


Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: