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Porto Velho,  dom,   17/janeiro/2021     
política

"Quem comprou convencionais, certamente vai topar comprar eleitores" para garantir a vitória

17/6/2008 09:09:38
 
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O pré-candidato do PSOL a prefeito de Porto Velho, teme pela lisura do pleito deste ano. Para ele, diante da denúncia de que o prefeito distribuiu cargos públicos para cooptar convencionais do PMDB que defendiam a candidatura própria, o Ministério Público Eleitoral deve redobrar a atenção às práticas do candidato da situação. 


 O professor da Unir e pré-candidato do PSOL à prefeitura de Porto Velho, Adilson Siqueira, disse não ter se surpreendido com o resultado da convenção do PMDB, realizada no último dia 15, quando venceu a tese do senador Valdir Raupp pela coligação com o PT, homologando o nome do vereador Emerson Castro como candidato a vice de Roberto Sobrinho.

Ele lembra matéria publicada com exclusividade por este jornal, apontando Valdir Raupp como o principal mandatário do PMDB, "e certamente iria valer a vontade do senador a quem coube articular e negociar com o povo do prefeito" essa composição.

PREOCUPAÇÃO
Adilson Siqueira destacou que "a preocupação de todos que disputarão o pleito desse" deve ser com os rumos "que o prefeito parece disposto a dar à campanha", já que nesse episódio da convenção peemedebista acabou sinalizando-se "a adoção do vale-tudo" para se garantir objetivos políticos pessoais.

Siqueira explicou que estava referindo-se à denúncia do convencional do PMDB, Flávio Castro Magno, feita ao Ministério Público Eleitoral, "sobre a cooptação de convencionais defensores da candidatura própria do partido" por parte do prefeito, "com a distribuição de cargos de livre provimento" na prefeitura.

"Quem age dessa maneira, manobrando com cargos públicos, certamente está disposto a fazer qualquer coisa – até a compra do voto – para tentar sair-se vitorioso na disputa", sublinhou o líder do PSOL em Rondônia.

E continuando, Adilson Siqueira acrescentou que "tinha esperança" numa manifestação do Ministério Público Eleitoral sobre a denúncia, antes do encerramento da convenção do PMDB.

Na denúncia, o autor pediu ao MPE que determinasse o voto em separado de vários convencionais, "pois isso iria corroborar" a denúncia. O pedido não foi atendido. A convenção do PMDB correu normalmente e a tese da candidatura própria foi derrotada. Certamente o episódio não deverá ser simplesmente arquivado se o Ministério Público Eleitoral entender que a denúncia recebida possa "trazer indícios" da prática de algum tipo de dolo.

Aprofundando suas observações, o professor Adilson Siqueira destacou que "se não houver uma vigilância dos órgãos de Justiça Eleitoral, incluindo nisso a permanente atenção até da Polícia Federal", o prefeito Roberto Sobrinho "promoverá, com suas práticas, uma disputa ainda mais desigual", maculando preceitos fundamentais do jogo democrático.

DIFÍCIL ACREDITAR
Ao longo de sua militância política, Adilson Siqueira nunca tinha visto, "um esquema de cooptação de votos dessa natureza". Ele só acreditou "na aplicação desse método", como acentuou, "porque a denúncia foi formulada por convencional do próprio PMDB e levada, oficialmente, ao Ministério Público Eleitoral".

O líder do PSOL está convencido de que tais práticas "conspurcam o processo democrático" onde "o eleitor não estará livre de pressões para decidir em função do debate das idéias e do projeto de construção de um futuro melhor para o município".

"Reconheço que mesmo agora, quando oficialmente a campanha nem começou, as oposições já enfrentam uma disputa desigual", afirmou Siqueira, para explicar: "Como o prefeito ajuda a sustentar, com verbas de publicidade pagas pelos cofres públicos, parte da mídia, as oposições no geral e particularmente os partidos menores não conseguem um tratamento isonômico".

Premiada com as gordas verbas de publicidade da prefeitura, "essa mídia filtra as informações" impedindo a veiculação de matérias desfavoráveis ao prefeito, para não contaminar a sua popularidade.

Mesmo diante das dificuldades para romper "este círculo", Adilson explicou que o PSOL vai "buscar os meios democráticos" de mostrar "a realidade de um município, de uma capital, que não tem nada a ver com a publicidade feita pela prefeitura, destinada a dourar a pílula e escamotear da grande massa os dramas vividos por esta comunidade", vítima mais uma vez de uma gestão de baixíssima qualidade e de quase nenhuma eficiência, concluiu.


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