Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  sáb,   16/janeiro/2021     
cidades

Bispo é contra a intolerância mas ainda vai estudar o caso

29/5/2008 20:45:31
 
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    



D. Moacir Grecchi, Bispo de Porto Velho, chegou de Fortaleza ontem. Ele espera conhecer mais detalhes da agressão praticada pelo prefeito para poder opinar. 


 O Bispo de Porto Velho confessou ontem à imprensa que não tinha conhecimento detalhado da desinteligência praticada pelo prefeito de Porto Velho, o petista Roberto Sobrinho, contra o repórter Paulo Andreolli, e por isso preferiu não opinar diretamente sobre o caso.

Mas D. Moacir não deixou de exortar as autoridades para "uma convivência civilizada com a imprensa", pois isso é, disse, "o que se espera de quem está exercendo um cargo público".

Para o bispo da capital, "o trabalho dos jornalistas é questionar o poder" fazendo, inclusive, perguntas duras e, quando for o caso, dar opiniões pessoais sobre os fatos.

SEM SALVADOR

Sobre o comportamento que a comunidade de Porto Velho deve tomar em relação à escolha daqueles que irão disputar as eleições, D. Moacir destacou que "é preciso estar ciente de que não há, na política, o salvador da pátria".

Ele reforçou a necessidade "de crescermos na consciência de cidadania e crescer no empenho da educação política do povo" para que haja melhoria da representação pública em seus diversos níveis. De acordo com o bispo esse trabalho vem sendo feito pela Igreja no município e em todo o estado, "mas é preciso entender que nesse campo as coisas caminham lentamente".

Na visão de D. Moacir, "é preciso entender que não se pode confiar em governo nenhum, sem a pressão legal e legítima, sem a cobrança da população, que precisa votar livre e conscientemente em seus representantes". Daí, a defesa do bispo para "a liberdade de imprensa", na busca e na divulgação das informações, e na liberdade de questionar qualquer autoridade, qualquer pessoa com responsabilidade pública.

CÂMARA MUNICIPAL

D. Moacir também demonstrou preocupação com os últimos acontecimentos na Câmara Municipal. Confessou que durante esses dias que ficou fora do estado não recebeu informações detalhadas, principalmente sobre a prisão de um vereador (Pitico Vilela), mas lamentou que "alguns vereadores deixam de lado suas responsabilidades de representar o povo" para se transformar, muitas vezes, "em assistentes sociais bem pagos", desvirtuando seu verdadeiro papel.

Para ele "o povo precisa adquirir uma consciência real de qual é o papel dos vereadores, fazendo uma escolha muito severa do candidato, que deve ter credenciais éticas e de competência para exercer com dignidade a função".

O bispo afirma que o cenário desalentador da política local vai mudar, "mas essa mudança não é rápida". Ele lembrou ter passado 27 anos no Acre trabalhando nesse sentido, "com o apoio de muita gente", e só depois de muitas anos "começaram a surgir os sinais de um povo mais organizado, mais consciente, mais cônscio de seu papel na sociedade".

Nessa questão de organização da sociedade o bispo alerta: "Milagres não acontecem. Não devemos ser muito otimistas e nem muito pessimistas. Não podemos, no entanto, desanimar". No Acre o trabalho de conscientização do povo foi mais fácil, "porque lá há uma sociedade mais homogênea enquanto em Rondônia temos um povo muito heterogêneo, e isso facilita a participação de políticos que só pensam em resolver a sua vida. Por tudo isso o processo de conscientização é mais lento", concluiu.

PREFEITO TEM DINHEIRO

O bispo falou também sobre as condições sociais de Porto Velho. E D. Moacir não está nada feliz com o cenário de abandono "que pode ser constatado em áreas importantes para dar atendimento à população mais pobre, como saúde, segurança e tantas outras".

Ele afirma ter um bom relacionamento com o prefeito, com o qual "tem falado sempre sobre a necessidade de preparar Porto Velho para esse novo boom econômico anunciado".

Para ele o prefeito tem dinheiro para "atender estas demandas" mas não deveria ficar esperando muito para "concretizar estas ações", porque "haverá uma nova corrida migratória" que poderá tornar a vida ainda mais difícil na capital.

O bispo não demonstrou muito entusiasmo com o que vê em Porto Velho mas preferiu não fazer avaliações sobre a administração petista.


Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: