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Porto Velho,  dom,   17/outubro/2021     
política

Desta vez Heloisa não despertou alvoroço em Porto Velho

26/5/2008 00:47:00
Por Aldrin Willy
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A Heloísa Helena que desta vez veio a Porto Velho está um tanto diferente daquela que em outros tempos representava a voz dos que se sentiam traídos pelo PT. 


 Com a presença da ex-senadora e presidente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Heloísa Helena, tomaram posse os novos membros do diretório estadual do partido, escolhidos na convenção estadual. O professor da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) Adilson Siqueira continua como presidente do diretório regional do partido, tendo agora como vice o também professor da Unir Carlos Silva, mais conhecido como Papagaio.

A vinda da ex-senadora foi parte da estratégia para marcar a posse da nova diretoria do partido. Entretanto, a visita de Heloísa Helena a Porto Velho não despertou todo o alvoroço que esperavam os membros do partido em Rondônia. Um fenômeno bastante diferente do que ocorreu em sua visita anterior a Rondônia, quando ela, senadora, concorria à presidência da República. Era outra atmosfera, outro cenário e, por que não, outra Heloísa.

Vítima do processo de mutação por que passou o Partido dos Trabalhadores (PT) após a chegada ao poder, Heloísa representou uma espécie de baluarte daqueles que não se conformaram com o esquecimento das bandeiras históricas do então PT-governo.

Destoando das posições do governo desde o início do mandato de Lula, a hoje presidente do PSOL foi pouco a pouco sendo entrincheirada, até que o PT decidiu simplesmente expulsar Heloísa, uma das fundadoras do partido do ex-operário Lula da Silva. A ex-senadora não foi a única vítima. Contou com a "solidariedade" dos deputados Babá e Luciana Genro, também expulsos do partido por não esconderem o descontentamento com as mudanças no partido de Lula a partir da ascensão ao poder.

Heloísa passou a ser então talvez a pior dor de cabeça que o governo Lula poderia arrumar no Congresso. Com um estilo forte e despojado, a ex-senadora não se esforçava nem um pouco para evitar fortes atritos com representantes do governo. Com essa nova postura, Heloísa teve seu momento de auge nas eleições presidenciais de 2006, quando pôde encarar Lula face a face aos olhos de milhões de espectadores que assistiram aos vários debates entre os candidatos, dos quais o presidente, depois reeleito, quase não participou.

A Heloísa que desta vez veio a Porto Velho está um tanto diferente daquela que em outros tempos representava a voz dos que se sentiam traídos pelo PT. Em parte devido à falta de exposição na mídia, Heloísa já não desperta, como despertou na primeira vez em que aqui esteve, o mesmo interesse na imprensa local. A menção à sua passagem por Porto Velho se limitou a breves notas em veículos de comunicação da capital. Sem a tribuna do Senado para desferir seus ataques à política do governo que não teve tempo, de fato, para apoiar, a ex-senadora só é ouvida hoje na imprensa nacional em raras ocasiões, quase sempre quando seu partido toma iniciativa em propor a investigação de algum integrante de setores beneficiados pelo poder.

Essa situação, todavia, promete mudar com a proximidade do período eleitoral, em que figuras expressivas do mundo político ganharão destaque, entre elas especialmente Heloísa Helena. Decerto a ausência de um palanque onde possa regularmente proferir seus pensamentos afeta a visibilidade da ex-senadora, mas nada que ela não saiba contornar nos raros momentos em que a mídia lhe concede a honra da palavra.


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