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Porto Velho,  ter,   31/março/2020     
reportagem

Porto Velho precisa de um choque de modernidade

23/5/2008 09:57:45
Por Imprensa Popular
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O processo eleitoral para a escolha do novo prefeito vai ganhar força em Junho, quando terão início as convenções partidárias. 


 Inegavelmente a cidade de Porto Velho via viver um novo boom econômico, graças aos investimentos da iniciativa privada programados para cá, em decorrência, principalmente, do mega-projeto das hidrelétricas do rio Madeira.

Diante dessa constatação, podemos dizer que o processo sucessório deste ano reveste-se de importância maior que os anteriores, por dar à população condições de escolher um prefeito a favor das novas idéias, consentâneas com o momento de grande crescimento econômico, implementando transformações em favor da maioria da população, de forma ordenada para não nos levar definitivamente ao caos urbano e social.

O prefeito que ai está conseguiu por o PT na administração municipal prometendo na sua fase de campanha que resolveria durante seu mandato as demandas que já estavam acumuladas há muito tempo. Para isso teria o apoio de todo o escalão do governo federal, já que sua proximidade com o presidente Lula da Silva era um fato incontestável e certamente por serem do mesmo partido, sua administração teria um tratamento especial.

Bem, a gestão do PT chega ao fim. O prefeito Roberto Sobrinho é candidato à reeleição e certamente é um dos favoritos nessa campanha eleitoral.

A promessa do petista Roberto Sobrinho de transformar Porto Velho em canteiro de obras durante todo seu mandato de Sobrinho ficou mesmo só na promessa.

Como seus antecessores, ele preferiu acumular para o último ano de governo as poucas obras realizadas e a renovação das promessas das chamadas obras estruturantes. As demandas antigas continuam existindo e servirão novamente para alimentar os discursos diante de um eleitorado cada vez mais descrentes nos políticos locais. O choque de modernidade de que a cidade tanto carece não aconteceu.

Mesmo assim é preciso reconhecer que Roberto Sobrinho é um forte candidato à reeleição, embora não tenha chegado nem perto da figura do tocador de obras que tanto prometeu. O prefeito – por ter tido todo apoio do governo federal, que é de seu partido – não pode reclamar da falta de recursos. Se não fez, foi porque não planejou, foi porque não conseguiu eficiência na gestão.

E como explicar sua posição de liderança nas pesquisas conhecidas? Ora, Sobrinho está ancorado nos programas federais tidos como de transferência de renda, como o bolsa-família e tantos outros que dá aos pobres as migalhas da sobrevivência.

E tem ainda a execução de um plano de mídia que mascara em muito a inércia da administração, servindo de cooptação de uma imprensa pronta a ser cúmplice de quem tem a chave do cofre. Some-se a esse verdadeiro complô do silêncio a atuação míope de uma Câmara Municipal com a maioria dos vereadores submissos aos caprichos do Executivo, incapazes de exercer o papel fiscalizador do Legislativo.

Bem, a capital rondoniense chega a um novo momento eleitoral num cenário ambivalente: economia extremamente aquecida, ao mesmo tempo em que os velhos problemas urbanos e sociais estão intensificados.

Isso exigirá de nossos eleitores mais cuidados em analisar o perfil dos concorrentes à prefeitura para escolher quem consiga romper a estagnação de projetos, implementando uma política inovadora de gestão para que Porto Velho seja, politicamente, a cidade mais importante no contexto estadual, fazendo jus à sua posição de capital do estado.

Lamentavelmente, desde que Rondônia se transformou em Estado, a capital sempre foi comandada por pessoas que não tinham projetos. Com o PT isso não mudou. As carências praticamente continuam as mesmas. O cenário de obras paradas está quase inalterado e praticamente tudo o que se fez nessa gestão não saiu do padrão ordinário, sem inovação.

É só ver como está, por exemplo, as obras de pavimentação realizada na gestão petista. É só ver o que aconteceu com as obras de drenagem, que não resolveram os problemas tradicionais das alagações durante o período chuvoso.

É muito necessário dar a Porto Velho no próximo ano um prefeito capaz de conceber um novo modelo de desenvolvimento, de comandar uma gestão que se preocupe mais em realizar obras do que fazer apenas propaganda de meras aspirações, de meras propostas.

Modernizar a administração rançosa que ai está significa ter um prefeito para arregaçar as mangas e construir um sistema de saneamento de verdade, e não apenas abrir valas e fazer dutos primários de captação de águas pluviais, como aconteceu com as obras do petista Roberto Sobrinho que, como se pode ver no período chuvoso em locais como a confluência das ruas Guaporé e José Caula, onde a inundação foi um constante.

É preciso dar a Porto Velho um prefeito com vocação administrativa, com a característica do tocador de obras. Só assim teremos concretamente a melhora na qualidade de vida de nossa gente.

Não é possível continuar aceitando como normal a cidade tomada por terrenos baldios em pleno centro, áreas nas mãos da especulação imobiliária transformadas em verdadeiro criadouros de insetos ou refúgios de bandidos.

Não é possível aceitar como praxe o sistema de trânsito caótico que só piorou ao longo dessa gestão, que nada fez para modernizar o que ai já estava ultrapassado há muitos anos.

Como não constatar que os dramas da rede municipal de saúde são conseqüência da falta de gestão patrocinada pela administração petista? Afinal, para dar guarida à “petezada”, o setor de saúde sempre esteve entregue à pessoas sem a qualificação profissional para enfrentar as graves situações de flagelos como a dengue e outras endemias próprias do trópico úmido.

O que não falar da segurança pública. Algum cidadão de Porto Velho pode apontar qualquer tipo de iniciativa da atual gestão municipal para ajudar na redução da criminalidade, para dar mais segurança aos cidadãos, especialmente os moradores dos bairros mais distantes? Ora, o município não pode ficar omisso nessa questão, com a desculpa de que segurança é uma obrigação exclusiva do estado.

Na gestão atual o passo de tartaruga é a praxe para a realização das obras. Um exemplo disso é a obra de retificação de um igarapé atrás da rodoviária. Em dois anos de obra, praticamente nada se avançou. Ora, assim realmente não teremos tão cedo a implantação das obras estruturantes que o município precisa para entrar na modernidade.


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