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Porto Velho,  seg,   19/outubro/2020     
política

PMDB decadente irá a reboque do PT

23/5/2008 09:56:01
 
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Para os históricos do PMDB, sobra apenas a nostalgia de um partido que já foi o mais importante na política rondoniense. 


 A eleição municipal deste ano servirá para expor ainda mais a decadência do PMDB na capital do Estado e a fragilidade dos dirigentes da legenda na capital. O PMDB atual não lembra nem de longe aquele partido que foi liderado por Jerônimo Garcia de Santana, quando praticamente dava o tom nas disputas mais importantes do estado, garantindo nomes de expressão nas disputas eleitorais mais acirradas.

Hoje o partido parece limitar-se à liderança do senador Valdir Raupp, que acaba dando a palavra final nas decisões, praticamente desconhecendo a posição de quem dirige os diretórios municipais. Distante do passado de glórias, o PMDB – especialmente na Capital – reafirma sua vocação de caminhar à reboque de outras siglas, sem ter coragem e condições de participar do pleito sem candidato próprio na disputa majoritária.

A esperança de uma candidatura própria na disputa da prefeitura de Porto Velho, que era o objetivo de Fernando Prado, presidente do diretório municipal peemedebista, naufragou. Venceu, como se afirma, a vontade do senador Valdir Raupp, de repetir em Porto Velho a aliança nacional com o PT, dando algum nome peemedebista para integrar a chapa da reeleição como vice. O nome já está definido. Trata-se do vereador Emerson Teixeira, atual secretário municipal do meio-ambiente, e empresário do setor de hotelaria.

SEM EXPRESSÃO

O PMDB vem perdendo sua expressão eleitoral em Porto Velho há muito tempo. O último prefeito eleito pela sigla para comandar o município de Porto Velho foi Jerônimo Garcia de Santana, que disputou a eleição com chapa puro-sangue, tendo como vice o ex-deputado Tomas Correia.

De lá para cá, o partido que chegou ao governo estadual duas vezes, entrou num processo de decadência e nunca mais conseguiu um nome competitivo para disputar o poder na capital, tendo de sair a reboque de várias outras siglas, todas derrotadas.

Este ano a direção municipal do PMDB até tentou se contrapor ao desejo de seu principal cacique, que é o senador Valdir Raupp, mas teve de recolher os flaps, desistindo da idéia de lançar o médico José Augusto – um peemedebista tradicional – ou próprio Fernando Prado para carregar a bandeira do partido na marcha rumo à prefeitura.

É claro que o senador Valdir Raupp tem demonstrado ao longo de sua carreira, iniciada como vereador, que é um político capaz de encontrar o seu espaço. E sendo assim, não pode ser desprezado. Mas o cacique peemedebista ainda não tem a consistência de um estadista capaz de realizar determinada tarefa histórica. Aliás, Raupp cresceu na medida em que foi encontrando espaços abertos pela decadência dos outros líderes peemedebistas. Ele não demonstra ser aquele cacique que se prolonga no poder até virar um “coronel”, mas Valdir Raupp não tem uma referência ideológica ou política no âmbito do liberalismo que o transforme em um político mais veemente, com objetivos, sejam políticos, sejam de projetos sociais, ou perspectivas ideológicas muito definidas.

Daí, é perfeitamente natural que Raupp transcenda o peemdebismo e obrigue o partido a fechar em torno de seus projetos pessoais para 2010.

A centralização que Valdir Raupp no PMDB estadual coloca os dirigentes municipais em uma posição muito menor, sem qualquer visibilidade. O futuro do PMDB na composição do cenário político rondoniense vai depender durante muito tempo das cartas que estão no colete do senador Raupp.


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