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Porto Velho,  seg,   18/novembro/2019     
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Clínicas clandestinas foram fechadas em Ariquemes

13/5/2008 07:07:40
 
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O Conselho Regional de Medicina e a Polícia Federal estão trabalhando em conjunto para coibir o exercício ilegal da medicina ótica no estado. 


 Uma operação do Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) e da Associação Rondoniense de Oftalmologia, com apoio da Polícia Federal, do Ministério Público Estadual, Vigilância Sanitária estadual e municipal fechou, na manhã desta segunda-feira, 11 de maio, duas clínicas clandestina de oftalmologia na cidade de Ariquemes, a 200 quilômetros de Porto Velho. Na operação, que foi acompanhada por um delegado e quatro agentes da Polícia Federal, foram presos José Roberto Francioli e Volnei Sabino, que utilizavam a fachada comercial de duas ópticas para atuar ilegalmente realizando exames e prescrevendo óculos, atividade restrita aos médicos oftalmologistas.

Durante a operação de fiscalização, os fiscais da Agência de Vigilância Sanitária do Município recolheu material de uso exclusivo de médico oftalmologista, equipamentos e receita emitida pelos optometristas. Enquanto era recolhido o material, a Polícia Federal prendeu José Roberto e Marcos Sabino, por exercício ilegal da medicina.

O conselheiro do Cremero e tesoureiro do Conselho Federal de Medicina, médico Hiran Gallo, disse em entrevista a uma rede de televisão da cidade, “que pelo menos desses dois a população está livre de ser enganada. Mas é preciso que a sociedade fique atenta e denuncia ao Ministério Público quando perceber que tem algum espertalhão tentando se passar por médico”, disse, lembrando que a atuação irresponsável dessas pessoas pode causar um grande mal a muita gente.

O delegado da Polícia Federal André Rocha Gonçalves que acompanhou a operação e deu voz de prisão aos dois optometristas, explica que a legislação prevê apenas lavratura de termo circunstanciado e a liberação do acusado para responder a processo no juizado especial.

O presidente da Associação Rondoniense de Oftalmologia, Adalberto Penati, disse logo após prisão dos optometristas e de lacrar os consultórios clandestinos, que a entidade está trabalhando em conjunto com o Conselho Regional de Medicina para coibir o exercício ilegal da medicina óptica. “Um médico oftalmologista tem de estudar durante nove anos, porque trata de uma área complexa do ser humano, que é a visão. De repente um cidadão faz um curso técnico de dois meses e quer sair por aí examinando olhos e receitando óculos. Isso é um risco à saúde pública”, observou Penati.

Depois da prisão dos optometristas, a equipe do Cremero visitou a Promotoria Pública de Ariquemes, onde Adalberto Penati, o conselheiro do Cremero Manuel Lamego e Hiran Gallo relataram ao promotor Elias Chaquian os objetivos da fiscalização e a importância dela para a saúde pública ao impedir a ação ilegal de ‘pseudos’ profissionais da medicina. O Cremero vai elaborar um relatório da operação e encaminhar ao Ministério Público federal e Estadual, ao Conselho Federal de Medicina e a Secretaria Estadual de Saúde.

Participaram da operação em conjunto com o Cremero, o médico Alexandre Muller, chefe da Vigilância Sanitária no Estado; diretor do Serviço de Vigilância Sanitária de Ariquemes, Edgard Garcia Bacarin, e as fiscais Carla Kreuzberg e Alba Machado, além da Polícia Federal.


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