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Porto Velho,  sáb,   26/setembro/2020     
reportagem

Professor da FGV desafia Fiero a adotar projeto para mercado de carbono

28/4/2008 07:03:21
 
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O professor Virgílio Gibbon explicou como é possível a Fiero montar um projeto para obter crédito de carbono em Rondônia. 


 O Professor Virgílio Gibbon, Coordenador de Projetos da Fundação Getúlio Vargas, em sua conferência durante o grito da Amazônia sustentável contra o aquecimento global, provocou a Fiero com sua maneira direta. Gibbon, que foi o primeiro doutor da nobre instituição de ensino econômico de nosso país, falou sobre a criação de um projeto de carbon Free – livre de emissão de carbono na atmosfera, por parte das indústrias de Rondônia.

O professor que é o criador do projeto que estruturou o mercado de carbono para a BMF – bolsa de mercado futuro, que recentemente se fundiu com a Bovespa, afirmou que o projeto de carbon free da Fiero tem condições de ser estruturado de maneira bastante fácil. A primeira etapa seria a mobilização das indústrias para que senão todas, mas pelo menos a grande maioria participasse e a quantificação de carbono emitido pelas indústrias rondonienses.

Depois seria preciso dimensionar um projeto de reflorestamento que absorvesse o carbono emitido anualmente pela s indústrias. Feito isso, destacou o professor, “vejo que é possível se mobilizar recursos internacionais para financiar a implantação do projeto, com relativa facilidade dado o apelo que a Amazônia tem hoje no cenário internacional e a necessidade que os países industrializados têm de aumentar seus créditos de carbono”.

Há hoje em Rondônia oportunidades de negócio em diversas frentes, e o desenvolvimento do capitalismo de mercado, ligado a questão ambiental, é uma frente que não pode ser desprezada, dado estar de acordo com as peculiaridades da região e pela importância que se reveste neste momento de luta contra o aquecimento global, na busca de novos caminhos para que desenvolvimento e preservação do maior ecossistema terrestre encontrem um denominador comum.

Em sua palestra, o Prof. Virgílio Gibbon mostrou de uma forma didática, como é que se podem criar mercados para financiar projetos de reflorestamento e para crédito de carbono. Gibbon desmistificou o procedimento que rege o mercado de carbono mundial, e apontou direções para que se possam atrair o fluxo de investimentos para que possamos, de forma, consistente entrar no mercado de carbono e conseguir atrair financiamentos para projetos de reflorestamento e evitar assim o aquecimento global.

OAB CONVIDADA

O Conferencista, Werner Grau Neto, sócio do maior e mais tradicional escritório de advocacia de São Paulo, em sua participação no Grito da Amazônia contra o aquecimento Global afirmou ao representante da OAB Rondônia, que a seção da OAB de São Paulo tem o maior interesse em se reunir com a instituição aqui de Rondônia para discutir as questões ambientais amazônicas, em especial as do nosso estado que têm um aspecto peculiar mesmo dentro do ambiente amazônico.

Werner Grau afirmou ainda que quando for marcada a reunião, “Nós viremos até aqui, pois entendo que é uma questão da maior relevância e que nós devemos estar presentes, oferecendo assim a possibilidade de contarmos com mais advogados aqui da região”, sublinhou.

Em sua conferência o advogado especialista em questões ambientais falou sobre como um grupo de advogados especialistas em direito ambiental está tentando antecipar as questões que ora são colocadas ao mundo e que ainda não têm legislação, ou mesmo um entendimento definitivo. E foi contundente quando rebateu que “Vamos parar de ouvir o que alemão diz, o francês diz, o canadense diz, o americano diz, eles não tem mais florestas. Vamos criar as nossas premissas. Nós temos a maior floresta, nós podemos falar com propriedade” destacou.

A nossa matriz criação de gases do efeito estufa é diferente de todas as outras do mundo, logo as regras para países industrializados são diferentes das nossas. Para se combater o aquecimento global é preciso criar estímulos econômicos. “As árvores só permanecerão em pé se houver algum estímulo econômico para isso”, sublinhou Werner.

Depois encerrou sua palestra falando de um caso específico que seu escritório está tratando, onde um hotel vai investir 15 milhões de dólares para a preservação de um parque na Amazônia, para que haja fiscalização e manutenção durante 10 anos. Em troca seus clientes vão optar em colaborar espontaneamente com 10 dólares, para o projeto de preservação. Werner falou ainda da forma que o Hotel encontrou para diluir o risco abrindo o projeto à participação de instituições do mercado financeiro.

Um modelo onde o que há de melhor no capitalismo de mercado está servindo a causa da preservação ambiental. (AS)


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