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Porto Velho,  qua,   23/setembro/2020     
reportagem

Preços altos são fabricados sem seguir qualquer lógica

28/4/2008 07:01:22
 
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Veja o que acontece, por exemplo, com os remédios. E mesmo assim, ninguém parece interessado em tomar qualquer providência. O povo, como sempre, é que paga o pato. 


 O petróleo bateu a casa dos US$ 120 por barril e na opinião dos analistas da economia internacional deverá subir mais. Os preços sobem por vários motivos: escassez de um determinado produto (é o que acontece, hoje, com o feijão), aumento do consumo sem aumento da produção (como, por exemplo, o petróleo), dificuldades no abastecimento (a queda de uma ponte fará com que subam todos os produtos trazidos por lá). E, naturalmente, os preços sobem quando produtores, ou distribuidores, decidem esquecer a concorrência e forçá-los para cima. É ilegal, mas tem gente que joga assim.

Uma coisa curiosa está acontecendo, neste momento, no mercado de remédios. Medicamentos importados, pagos integralmente em dólar, deveriam ter caído muito de preço nos últimos quatro ou cinco anos, quando a moeda americana perdeu mais da metade do valor em comparação com o real. Deveriam ter caído, mas não caíram; e, ao contrário, estão subindo. Apenas como exemplo, o Xenical, remédio importado pela Roche, manteve o preço quase inalterado, com leve alta, em todo este período. Agora subiu pesado, mais de 10% – e, veja só, é vendido exatamente pelo mesmo preço, coincidente até nos centavos, em todas as grandes redes de farmácias e drogarias. Não importa qual seja o desconto que cada uma diz que oferece, o preço final é o mesmo em qualquer estabelecimento. Terá subido o dólar de importação? Não, não subiu: subiram apenas os remédios.

Coincidências acontecem. Mas, em centenas de drogarias e farmácias, a existência de preços iguais talvez seja excesso de coincidência. Não estará na hora de uma investigação desses casos pela Secretaria de Acompanhamento Econômico?

Recentemente IMPRENSA POPULAR publicou uma nota informando sobre o processo de cartelização do preço da água mineral (??) implementado pelas engarrafadoras de Rondônia. Com a medida, acabou a saudável concorrência até então praticada pelos distribuidores locais. Hoje é impossível encontrar que venda o garrafão de 20 litros por menos de 2,45 reais em Porto Velho. Antes, tinha pelo menos um distribuidor que o vendia a 1,99 reais.

A publicação da nota não motivou qualquer esclarecimento da parte dos empresários que engarrafam a água. O produto, especialmente numa cidade como Porto Velho, onde o calor promove um grande consumo de água, é essencial, principalmente levando-se em conta que boa parte da população não tem acesso a água potável em suas torneiras.

Quem sabe algum órgão, como o Ministério Público, possa ter interesse em saber como aconteceu essa cartelização dos preços.


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