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Porto Velho,  ter,   24/novembro/2020     
reportagem

Escárnio: Condenado pela Justiça rondoniense, Led continua no Paraguai como repórter especial da Globonews

22/4/2008 07:07:00
 
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Este é mais um caso de impunidade para quem praticou corrupção deslavada em Rondônia. Led Monteiro continua numa boa, flanando por Assuncion e aparecendo na televisão como repórter especial. 


 Quem ouviu a cobertura da eleição presidencial do Paraguai nos dias 20 e 21 de abril ficou surpreso ao constatar que o repórter utilizado pela Globonews para cobrir o pleito eleitoral, direto de Assuncion, capital paraguaia, era nada mais e nada menos do que Led Monteiro, nome pelo qual sempre foi conhecido o jornalista Luiz Edmundo Monteiro, um velho conhecido da mídia rondoniense.

Led Monteiro foi o comandante da mídia governamental de Rondônia quando chefiava o estado Osvaldo Piana, único político nascido no Estado que chegou ao governo, após a chacina de Olavo Pires.

Monteiro, como chefe da Secretaria da Comunicação Social na época, participou de vários desvios de dinheiro público da verba publicitária institucional do governo rondoniense e acabou sendo denunciado pelo Ministério Público Estadual.

Os desvios denunciados pelo Ministério Público aconteceram no ano de 1994. Do esquema participou a RBN, Rede Brasil Norte, na época um braço do sistema de comunicação de (isso mesmo) Mário Calixto, dono do jornal O Estadão, que está preso num xadrez da Polícia Federal, em Vitória, Espírito Santo.

A condenação dos envolvidos na fraude saiu numa sentença proferida pelo Juiz Edenir Sebastião Albuquerque, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Porto Velho, no final de 2007.

Contra Led Monteiro foi decretada a prisão preventiva. O ex-secretário de Comunicação Social do ex-governo de Osvaldo Piana já estava no Paraguai quando a Justiça deliberou sobre o caso.

A comprovação de que Led teve papel preponderante na corrupção que beneficiou esquemas do setor da mídia e, segundo consta, a ele próprio não impediu – ou impede – que ele continue levando a “dolce vita” que era a sua marca no tempo em que “reinou” em nosso Estado. Ele nunca foi cumpriu a prisão determinada pelo Judiciário rondoniense e também, segundo consta, não devolveu um centavo surrupiado do erário local.

Certo de que a impunidade é uma praxe no Brasil, o serelepe jornalista vive tranqüilamente na capital paraguaia sem temer uma possível extradição. A ponto de atuar como repórter da Globonews, canal de tv paga da Globo. Um verdadeiro escárnio à Justiça brasileira.

Resta esperar que no seu caso se repita o que aconteceu com o banqueiro Cacciola, que pode ser extraditado a qualquer momento de Mônaco. Possivelmente o Judiciário rondoniense não vai aceitar que o escárnio continue.


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