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Porto Velho,  dom,   22/setembro/2019     
reportagem

Proliferação de faculdades particulares de medicina preocupa CFM

15/4/2008 06:42:58
 
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Hiran Gallo afirma que a falta de preceptores no Hospital de Base pode acarretar problemas para a formação acadêmica dos universitários. 


 A ausência de preceptores (médicos que orientam estudantes de medicina) no Hospital de Base Doutor Ary Pinheiro pode acarretar problemas tanto para os usuários do sistema de saúde pública quanto para a formação acadêmica dos universitários. O alerta foi feito pelo tesoureiro do Conselho Federal de Medicina – médico Hiran Gallo.

Hiran Gallo aproveitou a vinda do presidente do CFM – Edson de Oliveira Andrade – a Porto Velho para levantar a questão. Segundo ele, o assunto foi amplamente discutido em reunião com o secretário de saúde do Estado - Milton Moreira, o diretor do Hospital de Base - Amado Rahall - e o reitor da Universidade Federal de Rondônia – José Januário Amaral.

No que tange a prestação de serviço à saúde pública, Edson Oliveira disse que em nível nacional os governantes precisam se atentar para a questão da saúde voltada à população pobre, camada onde se prolifera a tuberculose - em virtude da desnutrição, a dengue e a malária.

Outro alerta feito por Edson de Oliveira, considerado de grande importância por Hiran Gallo, é com relação à escala dos médicos, onde alguns cumprem plantão de até 72 horas. “Isso põe em risco os pacientes e os médicos. Os profissionais não têm a menor condição de passar três ou quatro dias de plantão”.

Segundo Hiran Gallo, o secretário de Estado da saúde respondeu positivamente ao alerta e disse que este mês quem fará a escala dos plantões médicos será a própria Secretaria da Saúde. “Nesta colocação, Edson de Oliveira busca preservar um atendimento de qualidade à população”.

QUALIDADE

A qualidade do ensino médico também foi discutida na reunião. Há por parte do CFM uma grande preocupação com o número exagerado de universidades particulares. “Hoje são 175 escolas de medicina privadas em todo o País. E, na maioria, predomina um ensino de péssima qualidade”.

Hiran Gallo disse que o CFM não é contra a abertura de cursos de medicina. “Somos contra os cursos sem qualidade. Na saúde a gente não pode brincar nem descuidar. A medicina não pode virar um mero negócio”.


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