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Porto Velho,  sáb,   26/setembro/2020     
reportagem

Inexiste fiscalização para motos que são as pragas do trânsito atual

14/4/2008 06:53:17
 
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O número de motos cresce assustadoramente e a inexistência de fiscalização contribui para que o transito fique cada vez mais perigoso. 



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Na medida em que o trânsito de Porto Velho vai ficando mais lento – pelo crescimento da frota de veículos e pela sinalização concebida só para reduzir velocidade – o número de motos, sobretudo as pequenas do tipo Bizz, cresce assustadoramente, tomando conta de ruas e avenidas desafiando as leis do trânsito.

O trânsito de Porto Velho vai se transformando, aceleradamente, em uma selva e quase nada tem sido feito pela administração do prefeito Roberto Sobrinho para evitar o caos anunciado.

Segundo se informa, o emplacamento de motos em Porto Velho cresce na ordem de 24% ao ano. Quem está no trânsito constata este crescimento abrupto.

Logo descobre também que os motoqueiros fazem o que querem no trânsito e quase nunca são molestados pelos agentes da lei, sempre interessados em fiscalizar automóveis e outros veículos e sempre indulgentes em coibir as barbaridades dos veículos de duas rodas.

Para Viviane Borges, os motoqueiros são despreparados para andar civilizadamente. Ao dar sua opinião a IMPRENSA POPULAR, a jovem motorista confessou: “Já tive um retrovisor danificado e por pouco não aconteceu um acidente mais grave. A maioria dos motoqueiros age como inconseqüentes perigosos. Acho que a situação tende a piorar.”

MOTOBOYS

Assim como outras cidades de seu porte, Porto Velho assiste o crescimento da atividade dos motoboys. Eles entregam pizzas, remédios, fazem serviços bancários, levam peças para as oficinas de consertos de automóveis, transportam documentos, enfim fazem todo tipo de trabalho que precisa de urgência num trânsito cada vez mais lento e cada vez com menos vagas para se estacionar um automóvel.

Como não têm uma formação mais rígida para se comportar no trânsito, colocam em risco a própria vida e de outras milhares de pessoas que estão no trânsito, incluindo ai pedestres.

Quem usa a sua moto para fazer serviços deveria, na opinião de Danúbio Marano, ter uma regulamentação especial. “Deveriam ter de fazer um curso obrigatório, assim como acontece com motorista de ônibus, táxi ou caminhão, tipo direção defensiva. Deveriam usar um jaleco com o número da placa da moto em tinta reflexiva. No curso deveriam aprender noções de cidadania, de respeito. Agora, deveriam mesmo é sofrer a fiscalização na mesma intensidade que esta se aplica aos carros”, ditou para o repórter de IMPRENSA POPULAR.

FISCALIZAÇÃO

Os flagrantes de desrespeito às regras do trânsito que qualquer pessoa pode ver os motoqueiros praticando em Porto Velho denota claramente a inexistência de uma fiscalização específica para conter os abusos desses condutores. Está mais do que na hora das autoridades do trânsito fazer uma campanha, educativa e depois punitiva, voltada para os motoqueiros e, também, para ciclistas.

Eles andam fazendo misérias no trânsito. Circulam por todas as faixas, Eles serpenteiam entre os carros, nunca avisam o que vão fazer, dão fechadas bruscas, batem nos retrovisores e nunca param para pedir desculpas. Quando não têm espaço para passar, muitas vezes chutam a lataria dos veículos. Por isso, são freqüentes os casos de discussões ou mesmo tiroteios entre motoboys e motoristas de carro. Sem falar nos assaltantes que usam motos nos seus "trabalhos".

É comum ver, especialmente nos finais de semana e feriados, motoqueiros transportando toda a família, muitas vezes com criancinhas entre o motoqueiro e carona. E tudo isso acontece sem que a autoridade policial tome qualquer medida.

O PERIGO

Metade dos acidentes entre automóveis e motocicletas acontece porque o motorista do carro simplesmente não vê a moto. Nas poucas vezes em que consegue enxergá-la, não tem mais tempo de desviar. Com um terço da largura de um carro, a motocicleta fica totalmente escondida nas chamadas zonas cegas de um veículo em movimento. Nesses pontos nem mesmo os espelhos retrovisores são capazes de driblar obstáculos de visão, como as colunas traseiras do automóvel. Para que se evitem acidentes, os técnicos de trânsito recomendam que os motociclistas procurem não trafegar nessas áreas e guiem sempre com os faróis acesos. São duas regras simples que nem sempre são seguidas.

As críticas aos motoqueiros não partem sempre dos motoristas. Deusdete Durães não esconde seu gosto pelas motos. Ele explica a IMPRENSA POPULAR que há diferença entre motoqueiros e motociclistas: “Eu sou motociclista. Respeito todas as leis de trânsito. Acho que nunca levei uma multa. Motoqueiros são aqueles que andam de moto colocando a própria vida e das outros em risco. Vou ser sincero, fico puto com a atitude deles. As vezes quando vejo um deles fazendo atitudes de selvageria no transito eu acabo até querendo que o cara se arrebente. Sacanagem da minha parte, mas passa isso de vez em quando na minha cabeça”.


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