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Porto Velho,  ter,   17/setembro/2019     
reportagem

“Meu filho foi preso simplesmente por ser meu filho”, reafirmou governador

14/4/2008 06:47:56
 
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Cassol pretende “mover montanhas contra o Juiz Federal” que determinou a prisão de seu filho Júnior e de seu sobrinho “Cebola”. 


 O governador Ivo Cassol está convencido de que as prisões de seu filho Ivo Cassol Júnior e de seu sobrinho, Alessandro Cassol, tiveram apenas o objetivo de atingi-lo e a seu governo. Para o governador, o argumento utilizado na decisão liminar do Juiz que determinou a prisão dos dois, demonstra claramente isso: “Probabilidades. Com esse argumento eles prenderam dois inocentes”, acentuou o governador para uma platéia que lotou o auditório da Infraero em Porto Velho, no último dia 12 de abril, quando seu filho e seu sobrinho chegaram a Rondônia, após a libertação da cadeia da Polícia Federal em vitória.

TRÁFICO DE INFLUÊNCIA

Sem esconder sua mágoa com o fato da prisão de seu filho e seu sobrinho na Operação Titanic, o governador voltou a afirmar que nem o filho e nem o sobrinho praticaram tráfico de influência em favor da TAG, dos Scopel ou de qualquer outra empresa ou pessoa. “Eles e nem ninguém da minha família tem influência nas decisões de governo”, sublinhou o governador.

Se esse argumento é o bastante para decretar a prisão de pessoas inocentes, raciocinou o governador, “então tem de prender Juiz, tem de prender Promotor, Desembargador pois todo mundo busca influir em benefícios de seus interesses, como aqui no Estado eles buscam influir no seu orçamento, melhorar seus salários, etc. E isso não é tráfico de influência”, desabafou.

O governador afirmou que “vai buscar justiça” e “moverá montanhas contra o Juiz Federal que deu a liminar, sem nenhum motivo”, e com isso conseguiu “algemar e humilhar” dois jovens que cometeram apenas um delito de conhecer pessoas (o Scopel). “Ora, isso não é crime”.

O governador lembrou que os empresários capixabas presos, acusados de montar a quadrilha que importava carros e produtos de luxo a preços sub-faturados, lesando o fisco, e que tinham um tratamento fiscal diferenciado em Rondônia, foram trazidos à Rondônia “pelo Carlão, quando este era o chefe da polícia estadual”, com a proposta de que “montariam uma indústria de motos em Guajará-Mirim”.

“Mais os tais empresários não estiveram apenas com o governador de Rondônia”, foi explicando Ivo Cassol para acrescentar: “Eles estiveram também com senadores em Brasília e com outras autoridades” que não foram sequer mencionados nessas investigações.

INCENTIVOS FISCAIS

Ao falar sobre incentivos fiscais, o governador procurou deixar claro que eles são concedidos de acordo com a legislação estadual e não por tráfico de influência de alguém. “Aqui até a Gramazon tem incentivos fiscais. Essa é a política que Rondônia adota para estimular investimentos e com isso conseguir melhorar a renda do estado”. O governador certamente citou a Gramazon porque esta é uma empresa pertencente ao grupo Cascavel, do clã Gurgacz, seus desafetos políticos.

Esses incentivos fiscais são concedidas a todas as empresas devidamente organizadas no Estado de Rondônia, ou pelo Conder ou pela própria Secretaria das Finanças, em cumprimento a uma lei aprovada pela Assembléia Legislativa em 2005.

Respondendo pergunta de IMPRENSA POPULAR, o governador explicou: “Os incentivos fiscais que Rondônia concede a empresários dispostos a investir no estado não são incentivos de gaveta. Os incentivos industriais são concedido através do Conder e os comerciais é direto com a coordenadoria de finanças (através da Sefin) de acordo como uma lei estadual”.

Em relação a outros estados, o governador garantiu que “se pratica os incentivos de gaveta, que não são nem publicados no Diário Oficial...uma coisa vergonhosa”, destacou.

“O nosso negócio é ganhar em cima do ICMS”, enfatizou o governador. “Esse pessoal importava carros dos Estados Unidos para vender em outros estados do Brasil e nós aqui de Rondônia ganhávamos no ICMS”, detalhou o governador.

VAI CONTINUAR

A Operação Titanic não vai modificar a política de incentivos fiscais em Rondônia. O governador disse que o estado cai continuar usando o programa de incentivos para atrair novos investimentos e novas empresas. “Qualquer empresa que estiver legalmente organizada no estado poderá pleitear esses incentivos. Não é competência do estado verificar o passado dessa ou daquela empresa, desse ou daquele empresário. Quem tem que dizer a Rondônia se aquela empresa age de maneira correta é a Receita Federal, pois é ela quem tem competência para autorizar a entrada de produtos importados no país e também de desembaraça-los nos portos e nas alfândegas. O estado não pode se imiscuir nisso se não for convenientemente notificado”, explicou Ivo Cassol.

E COM A RECEITA FEDERAL

Falando mais sobre essa política fiscal que acabou levando um colunista de Brasília a chamar Rondônia de “Paraíso Fiscal”, o governador disse que enquanto Rondônia dá 85% de incentivo fiscal, o Pará dá 99% e nem por isso “é considerado um Paraíso Fiscal”.

E o governador considerou uma maldade querer responsabilizar Rondônia “pela colocação de produtos importados no Brasil” pela TAG. “Ora – explicou o governador – quem libera estes produtos é a Receita Federal e não o governo do Estado”.

Tudo isso, na opinião do governador, deixa claro que o objetivo da Operação Titanic prendendo membros de sua família era realmente de atingi-lo, acabando com o seu governo. E nesse sentido Cassol fez um novo alerta à oposição: “Quero avisá-los que para acabarem comigo é só me matando. Eu não foi desistir de moralizar este estado, de defender os interesses da população de Rondônia”.

O governador acredita que está pagando o preço de “ter apoiado, junto com o senador Expedito Júnior, o movimento que derrubou a CPMF”.


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