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política

A camarilha que transforma Rondônia na terra da corrupção

8/4/2008 21:39:28
 
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Que adianta o belo trabalho da Polícia Federal se ninguém é rigidamente punido. Como falar de ética e honestidade se no poder publico é esta camarilha que continua sendo prestigiada? 


 Operação Dominó, Operação Sanguessuga, Operação Navalha, Operação Arco de Fogo e agora Operação Titanic. Com tantas operações e nem assim o estado de Rondônia consegue se livrar da influência de gente desonesta – empresários, políticos e agentes públicos – que vive agarrada às tetas do poder, organizados muitas vezes em verdadeiras quadrilhas especializadas na rapinagem do patrimônio público.

Em Rondônia estamos vivendo aquele momento que Rui Barbosa previu há quase cem anos, em que as pessoas honestas sentiriam vergonha de serem honestas, tão prestigiados estariam os corruptos e oportunistas.

É justamente a crença na impunidade e a certeza de que quanto mais espertalhão, quanto mais ousado na preparação e aplicação de golpes para sugar benesses e dinheiro público, mais influente e mais prestigiado será, que faz alguns indivíduos cometerem delitos éticos e criminais, que vão da prática do suborno, da sonegação ao tráfico de influência.

QUIXOTISMO DE CASSOL

A sociedade rondoniense se indigna quando o estado aparece nas manchetes da grande mídia nacional por escândalos aqui descobertos envolvendo nomes de realce do mundo econômico, político ou do poder público.

A sociedade rondoniense – mesmo sendo difícil admitir isso – não tem a transparência das comunas mais avançadas que repele o comportamento dúbio, oportunista e antiético, comum a muitos membros do clã dominante.

O governador Ivo Cassol assumiu como um líder quixotesco pronto a promover a desinfecção do aparelho estatal. Foi aplaudido por esta determinação.

Em relação a Mário Calixto revelou o desejo de vê-lo num xadrez do Urso Branco. Assumiu – em função dessa coragem – com toda a credibilidade.

Ali estava um governador com todas as possibilidades de se afastar das manobras que nos governos anteriores chafurdavam Rondônia nos esquemas de corrupção. Com Cassol havia a esperança de que o tempo do balcão de negócios sujos estava terminado.

OPERAÇÃO BB

Esta sensação popular ficou consolidada com a operação “big-brother” desenvolvida pelo próprio governador, gravando deputados que exigiam um “mensalinho” para aprovar as iniciativas do governo na Assembléia.

Foi com o desenvolvimento dessa ofensiva de Cassol que surgiu em seguida a “Operação Dominó” da Polícia Federal, responsável pela desmoralização não só da caterva que usava o cargo público para aumentar suas fortunas, mas também pelo desnudamento de personagens que se apresentavam como de grande estatura cívica mas que debaixo da toga eram a mesma coisa dos fabricantes de folhas paralelas e outras tramóias usadas para saquear os recursos colocados à disposição do Legislativo.

MÍDIA

Acontece que o olhar fiscalizador do Ivo Cassol não viu todos os expedientes utilizados pelos oportunistas antiéticos para capturar recursos e benesses do governo em favor de seus interesses pessoais.

E um desses expedientes é o domínio e uso da mídia na aproximação com o poder e no aproveitamento de seus agentes mais propensos à montagem de esquemas de facilitação da pilhagem.

Por este caminho aquele que deveria ir para o Urso Branco, por desejo do próprio Ivo Cassol, saiu do frio e voltou à ribalta recebendo a parte mais generosa da mídia oficial, sem a qual não conseguiria manter por muito tempo o esquema de intimidação pelo qual construiu sua fortuna.

UM ALERTA

A corrupção deu novamente um susto em alguns “tycons” do estado. Está mais do que na hora de entender que certos canais por onde fluem recursos públicos, não devem ser controlados por gente mais do que carimbada em órgãos especializados em descobrir corruptos e fraudadores. Gente que age – na linguagem reconstituída nos relatórios da Operação Titanic conhecidos até agora – como “puta ávida por dinheiro”.

É isto que ainda vem acontecendo num Poder ainda não reabilitado perante a sociedade onde, nesta questão de mídia, quem dá as cartas é esse personagem que sempre confundiu interesse pessoal com os interesses públicos.

Enquanto o antigo desejo de Ivo Cassol não se realiza, é melhor quem representa as instituições ficar longe dessa “puta”, para não queimar os dedos e não colocar Rondônia mais uma vez na condição de paraíso dos corruptos.


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