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Porto Velho,  ter,   24/novembro/2020     
política

Denúncia apontando Amir como grileiro não repercute em Rondônia

3/4/2008 14:23:12
 
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Rompendo seus laços com o Estado, dedicando-se ao exercício da advocacia em Brasília, o ex-senador e ministro Amir Lando ganha manchetes em jornais do sul/sudeste como beneficiado pela grilagem de terras rondonienses. 


 

Que a imprensa local – salvo raríssimas exceções – é por demais comprometida com certos clãs políticos e econômicos não é novidade para ninguém. Mesmo os leitores mais desavisados acabam percebendo que certos assuntos envolvendo poderosos do estado são simplesmente esquecidos.

Talvez seja por isso que a imprensa rondoniense até agora tem evitado repercutir as manchetes de alguns jornais da região sul/sudeste apontado o ex-deputado, senador e ministro Amir Lando (PMDB) como um dos envolvidos na grilagem de terras em Rondônia.

O nome do ex-senador vem entrando nesse foco do jornalismo de outros estados desde o ano passado. Este foi, por exemplo, o que fez o DIÁRIO – Correio de Marília (SP), que publicou a primeira denúncia em 21 de outubro, numa reportagem assinada por Mário Márcio e Dirceu Fernandes

A REPORTAGEM

Esta foi a primeira reportagem publicada por aquele diário, que transcrevemos a seguir para conhecimento de nossos leitores:

Ex-senador acusado no caso de grilagem de terras em Rondônia” – Famílias que ocupam a área há muito temp, estão sendo intimidadas e ameaçadas de expulsão.

O ex-senador Amir Lando (PMDB-RO) está sendo acusado de envolvimento na grilagem de terras da União e de pratica de atos de improbidade administrativa, no processo número 5321/78, da Justiça do Estado de Rondônia, movido pela Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Setor Seringal Bom Futuro, no distrito de União dos Bandeirantes, pertencente ao município de Porto Velho.

O ex-Ministro da Previdência e alguns funcionários do Incra são apontados como organizadores de fraude que beneficiaram Sebastião Conti Neto e outros, com a concessão de uma área de 34 mil hectares pertencentes à União.

Segundo documentos existentes nos autos, para “esquentar” suposto direito de posse, Amir Lando, que já foi advogado do Incra, teria forjado documentos aprovados posteriormente por funcionários daquele instituto a partir da abertura de um inventário em 1978, no qual habilitou Sebastião Conti Neto como comprador da posse.

Engenheiro e responsável técnico por muitas medições de terra em Rondônia – contratado para demarca-las em assentamentos rurais em áreas destinadas à reforma agrária – Conti Neto obteve a homologação desses papeis junto ao Incra quando era superintendente do Instituto em Rondônia o advogado Odair Marini.

O inventário patrocinado por Amir Lando, segundo a denúncia da Associação dos Seringueiros de União Bandeirantes, “teve um desfecho relâmpago de 12 meses” apesar de não ser encontrado em nenhum órgão responsável por terras da União ou do antigo território de Rondônia, qualquer registro da posse.

A denúncia dos seringueiros dia que o juiz do inventário à época considerou que “a Fazenda Nacional havia desistido do prazo recursal, quando na verdade isso não ocorreu, pois ela nunca foi citada”.

Um mês depois, apenas o ex-senador vendeu, por procuração, no Rio de Janeiro, parte da área objeto do inventário, para Sebastião Conti Neto. O “de cujus” havia falecido em 1946, trinta e três anos antes.

Famílias ocupam a área há muito tempo. Elas estão sendo intimidadas e ameaçadas de expulsão. Já há registro de invasão de casa e assassinato de trabalhador. A força política do ex-senador atemoriza agentes públicos e até órgãos de imprensa que temem o risco de noticiarem fraude e atos de expulsão.

A área fica ao lada de uma reserva biológica e é servida por uma estrada interna, paralela à BR-364, por onde, sem qualquer fiscalização, passa madeira nobre e cocaína.”




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