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Porto Velho,  qua,   20/janeiro/2021     
reportagem

Operação da Sedam obtém mais resultados que ação da PF

28/3/2008 07:44:31
 
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O governador rondoniense, Ivo Cassol, conseguiu eclipsar a Operação Arco de Fogo, da PF, intensificando através da Sedam e Polícia Florestal Militar a fiscalização contra madeireiros que devastam a floresta. 


 No dia 03 de março, um forte contingente da Polícia Federal e também da Força Nacional, com a participação do Ibama em Rondônia, desembarcou em Porto Velho, para dar início às ações da “Operação Arco de Fogo”, visando o combate aos crimes praticados por integrantes do setor madeireiro com devastação da floresta, especialmente em áreas de preservação e conservação existentes no estado.

O aparato da força-tarefa escolhida para realização da “Arco de Fogo” no estado deixou os jornalistas que cobriram na Polícia Federal o evento, esperançosos de que ali estaria uma nova fonte de notícias espetaculosas, como aconteceu com a última grande operação da Polícia Federal no Estado, a “Dominó” que levou para o xadrez, algemados nomes importantíssimos da política e até do judiciário.

A operação “Arco de Fogo” começou por Machadinho do Oeste, município mapeado pelas autoridades ambientais do país como “problema” no contexto da devastação da Amazônia.

Para os jornalistas que não puderam acompanhar in-loco a ação da Polícia Federal e da Força Nacional, o superintende da PF em Porto Velho garantiu que as redações seriam municiadas de notícia dos avanços da operação através de notas semanais da assessoria de imprensa do órgão.

Desta vez a operação da PF não rendeu manchetes explosivas. Apenas algumas informações discretas foram publicadas, frustrando aqueles que esperavam ver o nome de figurões do segmento madeireiro, também com forte atuação no mundo político, nas manchetes da mídia.

ESTADO ADIANTOU-SE

Dias antes da teatral chegada dos homens da “Operação Arco de Fogo” em Rondônia, o governo estadual desencadeava uma grande operação que apreendeu milhares de metros cúbicos de madeira, além de aplicar multas milionárias aos acusados de extração ilegal de madeira. O estado, como dizia o governador Ivo Cassol, estava fazendo o seu “dever de casa” em diversas regiões do estado, inclusive em Machadinho, terra onde o atual presidente da Assembléia Legislativa, Neodi Carlos, um dos mais importantes empresários do setor madeireiro, tem seu feudo eleitoral.

As manchetes sobre o combate aos crimes ambientais registraram exatamente a ação do governo estadual e reação de repúdio de políticos rondonienses à “Operação Arco de Fogo” que não apresentou, até agora, resultado capaz de pautar a imprensa.

JOGO DE CINTURA

A habilidade do governador Ivo Cassol em lidar com assuntos explosivos é reconhecida até por seus adversários políticos. Aliás, só para lembrar, foi em função de uma tática dele com políticos acostumados a negociar propinas em troca de apoio parlamentar que foi montada a espetaculosa “Operação Dominó”, realizada pela Polícia Federal.

E agora, graças ao empenho do governo estadual no combate aos crimes contra o meio-ambiente é que a “Operação Arco de Fogo” acabou eclipsada em Rondônia.

O desfecho desse combate pelo governo estadual não inibiu o governador de fazer críticas pesadas à operação montada pelo governo Lula, através do Ministério do Meio Ambiente, iniciada no Estado do Pará.

Aqui, o governador deixou bem claro que a presença da Força Nacional, armada até os dentes para combater o desmatamento ilegal, não era bem vinda. “Aqui, não vamos aceitar que esse pessoal do Ibama e da PF federal trate todo o setor madeireiro como bandidos”, dizia o governador. E acrescentava: “Não queremos em Rondônia a repetição do que houve em Tailândia, no Pará”.

E o governador nunca deixou de salientar: “A Força Nacional de Segurança não precisa vir aqui em trajes de guerra, empunhando fuzis e metralhadoras, entrando nas madeireiras para dar suporte à fiscalização. Pode existir alguns madeireiros desrespeitando a legislação, no entanto a maioria dessa classe não é bandida”.

E como a Sedam tem obtido melhores resultados na fiscalização da atividade sem o aparato bélico da Força Nacional, o governador aparantemente tem razão.

Para o governador, se o presidente Lula quisesse realmente contribuir com os esforços do estado no combate à atividade criminosa, “deveria mandar a Força Nacional para cá, juntamente com a Polícia Federal e seus equipamentos mais modernos, para vigiar as fronteiras com a Bolívia e evitar o tráfico de drogas”.

Se por um lado o governo estadual está apreendendo madeiras e multando quem não cumpre a legislação, por outro lado, com sua posição firme contra o que considera excessos praticados pelo governo federal nessa questão, acaba consolidando o apoio que obtém dos maiores madeireiros do estado. Isso, claro, fortalece seu nome para 2010, quando deverá disputar uma das vagas do Senado.


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