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Porto Velho,  sex,   27/novembro/2020     
cidades

Prefeito inaugura mais uma obra feita com dinheiro alheio

23/3/2008 10:50:52
 
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As obras duraram quase 15 meses. O custo foi da ordem de 400 mil reais. Mas o dinheiro n√£o saiu dos cofres da prefeitura. Desta vez, a ‚Äúcortesia‚ÄĚ foi da Eletronorte, que atendeu um pedido de Valdir Raupp. 


 Numa capital sem grandes equipamentos urbanos destinados √† conviv√™ncia comunit√°ria e ao embelezamento da cidade, a reforma da pra√ßa Alu√≠sio Ferreira ‚Äď criada em 1950 ‚Äď justificou a realiza√ß√£o de uma enorme festa, como se ela estivesse renascendo e se constituindo numa grande obra p√ļblica.

A festa realizada no sábado, dia 22, serviu como pano de fundo para mais uma promoção pessoal do prefeito petista Roberto Sobrinho, empenhado em conseguir a reeleição no próximo mês de outubro.

A administra√ß√£o petista com Roberto Sobrinho sem conseguir executar nenhuma obra para marcar a sua gest√£o. O marasmo das administra√ß√Ķes anteriores n√£o foi rompido pelo petista. Por isso seu esfor√ßo em tirar proveito de uma reforma como esta feita na pra√ßa, paga com dinheiro da Eletronorte e inaugurada como se fosse algo feito pela municipalidade.

Na verdade n√£o se sabe se pelo menos a festa de inaugura√ß√£o foi paga com o dinheiro do munic√≠pio ou com algum outro tipo ‚Äúde parceria‚ÄĚ desconhecida.

QUEM PAGOU

As informa√ß√Ķes sobre quanto custou a reforma da pra√ßa Alu√≠sio Ferreira n√£o s√£o precisas. Afirma-se que a Eletronorte investiu ali cerca de 430 mil reais. E, de acordo com nota distribu√≠da √† imprensa pela estatal, a reforma da pra√ßa n√£o chegou a ser nem para atender pedido do prefeito. Viviane Vieira de Assis, assessora da estatal, contou que a Eletronorte atendeu, isso sim, pedido do senador Valdir Raupp.

√Č bom lembrar que as duas outras pra√ßas reformadas no centro de Porto Velho foram pagas pelo com√©rcio, atrav√©s de suas entidades representativas como o CDL e Federa√ß√£o do Comercio (no caso da Pra√ßa Jonathas Pedrosa) e por Furnas, no caso da Pra√ßa das Caixas D‚Äô√Āgua.

A √ļnica obra de certa relev√Ęncia executada pela prefeitura na gest√£o do PT, na √°rea central de Porto Velho, caminha a passos de c√°gado, talvez para ser inaugurada mais pr√≥xima das elei√ß√Ķes.

Trata-se de uma edificação destinada, segundo consta, a treinamento de professores e a um mini-teatro, próximo do Mercado Central. A obra, que não tem nada de extraordinária, e nem serve para projetar Porto Velho como capital de Estado, arrasta-se por vários meses, no mesmo ritmo de uma gestão letárgica, engessada pelo aparelhamento partidário.

S√ď PERFUMARIA

A administração petista fala, desde que assumiu, em revitalização do centro. Na verdade até agora tudo não passou de perfumaria. Alto custo, mas perfumaria. Ou esse não é, por exemplo, o caso da reforma do próprio paço municipal que foi, segundo consta, superior aos 300 mil reais?

Interessante a petezada. Pega carona nessas reformas, faz uma festa danada, solta rojão e, depois, deixa tudo a mercê do acaso. Afinal, como alguém já disse, fazer é fácil, difícil é manter!

A pra√ßa Jonathas Pedrosa, apenas para citar um exemplo, j√° voltou a ser passarela de camel√īs e vendedores de pirataria. E acabou n√£o reassumindo o seu papel de ponto de confraterniza√ß√£o comunit√°ria. N√£o atrai nem mesmo os idosos. Na reforma que sofreu, esqueceram de melhorar a arboriza√ß√£o e tamb√©m da jardinagem. Ora, pra√ßa sem jardim √© como um o√°sis sem √°gua.

O governo municipal que ai est√° n√£o se diferencia praticamente em nada dos anteriores. A cidade de Porto Velho continua t√£o mal amada como antes. O centro em nada lembra cidades ou capitais de seu porte, mesmo quando comparada √† cidades como Cacoal ou, v√° l√°, √† Rio Branco, capital acreana. Porto Velho ainda n√£o teve, desde que Rond√īnia virou estado, um governo municipal com ‚ÄúG‚ÄĚ mai√ļsculo.

A pra√ßa das Caixas D‚Äô√°gua, outra reforma feita com o dinheiro da iniciativa privada, est√° muito longe daquilo que nas cidades do sul se conhece por esse tipo de espa√ßo p√ļblico. Nada de jardim, arboriza√ß√£o deficiente, nada de atrativos. Apenas um pequeno espa√ßo com piso novo sem o ar convidativo de verdadeiras pra√ßas. Ela √© outro fruto da maquiagem mal feita capaz de enganar a parte da popula√ß√£o sem par√Ęmetros para perceber que esta administra√ß√£o √© de um desempenho t√£o med√≠ocre quanto a maioria das gest√Ķes anteriores.


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