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Porto Velho,  seg,   16/setembro/2019     
reportagem

Se o prefeito continuar não fazendo nada, trânsito vai entrar em colapso

11/3/2008 07:26:33
 
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Os problemas do trânsito de Porto Velho crescem a cada dia. Se a administração municipal continuar não agindo em relação aos dramas existentes, o nó existente nesse segmento da vida urbana vai acabar sufocando a capital rondoniense. 


 A gestão do prefeito Roberto Sobrinho está no fim. Nesse período de quase quatro anos, em relação ao trânsito, a administração municipal praticamente nada fez para resolver seus mais graves problemas e tudo leva a crer que estamos à beira de um colapso que refletirá ainda mais, de forma negativa, na sofrível qualidade de vida dos moradores de Porto Velho.

Em função de mega-projetos que começam a ser implantados este ano na capital rondoniense, tais como o complexo hidrelétrico do Madeira, a construção de dois grandes shoppings, a anunciada instalação de grandes unidades industriais, a previsão do que acontecerá com o trânsito de Porto Velho é de arrepiar.

VONTADE POLÍTICA

O trânsito hoje já vive próximo da calamidade. Há, especialmente no perímetro central, falta de espaço para estacionamento de veículos e nas principais vias da cidade os congestionamentos vão se tornando cada vez mais rotineiros, especialmente nos horários de pico.

Tudo isso decorrência do aumento acelerado da frota portovelhense onde, segundo se informa, são licenciados em média de 10 mil novos carros todo ano.

A constatação de que quase nenhuma medida foi adotada ao longo da gestão de Roberto Sobrinho para amenizar os problemas existentes leva a população a desacreditar em solução rápida para o setor.

Soluções para regulamentar em perímetros especiais (como é o centro da capital) o estacionamento, especialmente no que se refere à motocicletas; para implantar a sinalização de solo (aqui nem mesmo as lombadas são convenientemente pintadas com tinta reflexiva) ou os semáforos inteligentes não foram adotadas ao longo dos quase quatro anos dessa (des) administração. E estas são medidas que dependem mais de vontade política do que de investimentos pesados.

A realidade do trânsito de Porto Velho é o exemplo mais visível de que a prefeitura continuou tão omissa em relação a esse problema quanto as administrações anteriores.

O prefeito Roberto Sobrinho revelou-se ao longo de seu mandato avesso a adotar medidas corajosas para resolver problemas que fazem de Porto Velho a cidade do “tudo pode” mesmo que isso impeça a comunidade de melhorar sua qualidade de vida.

Por isso, nem promessas feitas no princípio de sua gestão para o setor de trânsito, como a implantação de corredores de ônibus e ciclovias, foram cumpridas. E faltam também medidas disciplinadoras para melhorar o fluxo viário, levando-nos a conviver, já, com o processo de lentidão do tráfego em vias como Calama, José Vieira Caula, Abunã, Jatuarana e tantas outras de maior demanda de trânsito.

MENTALIDADE ATRASADA


Sem a contribuição especializada de engenheiros de trânsito, as ações da gestão de Roberto Sobrinho para “resolver” o trânsito de Porto Velho apenas realçam a mentalidade atrasada de quem não compreendeu, ainda, que a lentidão no sistema viário é uma coisa retrógrada não mais admitida em nenhuma cidade moderna.

Neste período, a gestão do prefeito esmerou-se em encher as vias da cidade de redutores de energia e de uma sinalização que contribui para o congestionamento. E, como está mais do que provado nos dias de hoje, os congestionamentos e a lentidão do trânsito prejudicam a economia e aumenta a queima de combustível contribuindo, assim, para mais poluição, etc, etc.

Se o futuro prefeito não assumir o compromisso de fazer a cidade andar, implantando um continuo trabalho de monitoramento do trânsito, garantindo a sua fluidez, vamos enfrentar um colapso em boa parte das ruas da capital.

O próximo prefeito, ao contrário desse que chega ao fim de sua gestão, precisa também promover programas de educação e civilidade para que os moradores de Porto Velho respeitem as leis do trânsito e assimilem os conceitos de disciplina sem os quais o trânsito não funciona.

É lamentável constatar que a prefeitura nesta gestão do PT gasta uma soma expressiva de recursos com propaganda de promoção pessoal do chefe da administração e quase nada em campanhas educativas. Ora, com o trânsito em expansão numa cidade de ruas estreitas, com a permissão de estacionamento dos dois lados (essa é a praxe) e o desrespeito comum de muitos motoristas e ciclistas, a situação só vai piorar.

SOLUÇÕES POSSÍVEIS

Porto Velho, como prevê estudiosos dos impactos dos investimentos destinados ao estado em função dos mega-projetos decorrentes de obras do PAC, deverá receber um novo contingente de moradores a partir desse ano. Seu trânsito, diante desse novo cenário, vai se tornar um imenso problema se não for adotado o mais rapidamente possível pelo menos as soluções mais primárias.

É preciso racionalizar os trajetos dos ônibus, com faixas exclusivas para os mesmos, estimulando o transporte coletivo. É preciso, inclusive, pensar em novas modalidades do transporte coletivo, com um sistema de transporte sobre trilhos à altura das necessidades de uma capital que caminha celeremente para se tornar uma metrópole.

É preciso também retirar das ruas os veículos em más condições, que não atendam a Inspeção Técnica Veicular, prevista desde 1997 no Código Nacional de Trânsito.

Está na hora de criar a área de retenção de motos. Essa é uma idéia que já funciona em Natal, no Rio Grande do Norte. Trata-se de uma área demarcada com uma faixa no chão para os motociclistas se posicionem à frente dos carros, enquanto aguardam o sinal abrir nos cruzamentos. As motos largam antes, o que evitaria trombadas. Hoje a maioria dos acidentes de trânsito em Porto Velho envolve motoqueiros.

É preciso, também, investir na implantação do anel viário para retirar das ruas o trânsito pesado de carretas e caminhões. Aliás, em se tratando de caminhões, é preciso restringir o trânsito desses veículos no centro da cidade, modificando inclusive o horário de carga e descarga. Hoje caminhões percorrem as ruas do centro até para contribuir com a poluição sonora fazendo propaganda comercial. Uma coisa realmente atrasada que só um preito incapaz de preparar o município para futuro pode tolerar.


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