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Porto Velho,  ter,   31/março/2020     
reportagem

Negócio de alto risco e jogadas misteriosas

4/9/2007 14:02:07
 
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Nem todos os capítulos da novela sobre a área do “shopping dos canadenses” já chegaram ao conhecimento do público. E a trama tem o sabor da esperteza marota na utilização de dinheiro não contabilizado. 


 Possivelmente um dos primeiros ingredientes utilizados na transferência da enorme área de terra para os empresários apontados como os responsáveis pela construção do empreendimento conhecido agora como “shopping dos canadenses” foi a esperteza, onde um sócio tentou passar a perna no outro.

Dudu, o empresário que vendeu a tal área, nunca imaginou o tamanho da polêmica que viria a seguir, com personagens não só dó mundo dos negócios e também da política, no nível do município, do estado e (en passant) até da união.

Aliás, Dudu vendeu a área convencido pelo sócio de que “uns cearenses” queriam construir uns prédios comerciais e residenciais no local. Em nenhum momento o esperto Dudu imaginou que sua antiga área estava sendo negociada para abrigar o tal “shopping dos canadenses”.

A área estava ali servindo aos interesses da especulação imobiliária. E assim, Dudu, a princípio, achou que estava fazendo um bom negócio, vendendo a área por R$ 4 milhões. Não desconfiava de nada, até porque o negócio estava sendo intermediado pelo seu amigo e sócio.

Passado uns dias do início da transação, Dudu começou a desconfiar dos reais propósitos dos compradores. Aí resolveu pedir mais: 6 milhões de reais. Acabou fechando em R$ 5 milhões. Recebeu em grana viva, uma parte em dólares.


DINHEIRO MISTERIOSO

Dudu pegou a grana e ficou feliz. Mas quando descobriu que tinha sido enganado pelo antigo sócio – agora aliado dos construtores de shopping – rompeu ruidosamente com ele. Na verdade, a parte do terreno de Dudu nunca esteve no nome dele. Havia essas coisas comuns em esquemas para evasão fiscal e lavagem de dinheiro, o contrato de gaveta, já que o terreno estava no nome de uma laranja.

O que aconteceu aqui nessa transação é mais ou menos o que aconteceu lá em Alagoas, onde o senador Renan Calheiros se envolveu na compra de veículos de comunicação (rádio e jornal), usando laranjas e o chamado dinheiro não contabilizado.

Há, como se vê, todos os ingredientes capazes de chamar a atenção de agentes especializados em farejar esse tipo de crime, a lavagem de dinheiro e a evasão fiscal. É certo que se houver uma investigação da parte de órgãos como a Polícia Federal ou do Ministério Público, muitas revelações escabrosas podem aparecer.

PROGNÓSTICO

Diante de tantas evidências de que a área do tal shopping está cheia de rolo, é cedo para se fazer um prognóstico do que ainda irá acontecer nesse caso, especialmente na esfera jurídica, podendo refletir em prejuízos para empreendedores locais que, vítimas do marketing, só irão descobrir o tamanho da arapuca em que se meteram muito tempo depois.

Agindo como uma espécie de parceiro desse grupo da iniciativa privada, o prefeito Sobrinho tem se esforçado para transformar a área imprópria e cheia de rolo, numa área nova, com novo cadastro, desimpedida.

Ora, isso não significa que lá frente, os personagens que sustentam que há irregularidades na utilização da área para o projeto do shopping não consigam o embargo das obras, suspendendo na justiça a validade das licenças concedidas pela prefeitura. Para os empreendedores locais, o melhor é ter cautela e não ir fechando negócio de afogadilho na “compra” de uma loja nesse polêmico empreendimento.


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