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Porto Velho,  qua,   25/novembro/2020     
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Parada, que cantava a América pura, jaz em nossa memória

19/8/2007 18:08:10
 
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A voz arrebatadora de Rubens Parada silenciou-se. Ele foi o último grande crooner das musicas latinas imortais que sabia destilar talento e sabedoria nas suas interpretações. 


 Embora fosse boliviano de nascimento (Guayará-Merin), Parada se transformou num artista de enorme importância cultural para Rondônia e especialmente para Porto Velho. E por isso, sua morte e seu enterro, quarta-feira, provocaram uma grande comoção entre os amantes da boa música em nossa capital.

Centenas de pessoas passaram pela Câmara Municipal, onde seu corpo foi velado, desde as 19 horas da terça às 16 horas da quarta, quando seu corpo foi em cortejo para a sua última morada. A legião de fãs a prantear este artista, que deixou o palco aos 60 anos de vida, foi a demonstração mais clara de que o cantor iluminado e capaz de tirar da alma seus acordes pode até morrer mas viverá para sempre na boca do povo.

O jornalista Gessi Taborda conviveu durante muito tempo com Rubens Parada, um assíduo freqüentador de sua casa e do Le Petit. Para ele a morte de Rubens Parada não representou apenas a despedida de um dos mais importantes cantores de Porto Velho e de um intérprete substantivo das páginas imortais da musica latina, especialmente dos boleros, “mas também marcou o fim do ciclo de ouro das grandes vozes de nossa capital”.

Visivelmente abatido com o infausto desaparecimento de Rubens Parada, Taborda, presente ao último adeus ao grande menestreal, destacou: “Jamais vamos esquecer as interpretações dramáticas de músicas de grande apelo popular como “Mercedita”, “Flor de Gardênia” e tantas outras que o Parada colocava sempre em seu repertório tanto no Americanta ou nos outros shows dançantes que promovia, principalmente buscando a integração entre povos distintos, como os brasileiros e os bolovianos”.

Ao falar da arte de Rubens Parada, o jornalista Gessi Taborda lembrou que “o cantor terminou seus dias vivendo com intensa perseverança e um amor desenfreado, fazendo dentro do próprio Hospital de Base, pouco antes de morrer, uma última apresentação, cercado de Gueri, seu tecladista preferido, de enfermeiras e amigos. E mesmo naquele final embalou a tristeza dos que ficaram com o seu maravilhoso vozeirão. Rubens alçou o derradeiro vôo rumo ao infinito com sua preciosa voz de tenor. E isso é um consolo para todos nós, admiradores, que ficaremos com sua voz e sua imagem eternizadas em nossas mentes e corações”, concluiu o jornalista.

Parada deixa a mulher, professora Eliete, e cinco filhos. O cantor foi enterrado no cemitério Jardim da Saudade na última quarta-feira (15/08), no fim da tarde.


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