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Porto Velho,  dom,   29/novembro/2020     
cidades

Calçadas estão cheias de arapucas

31/7/2007 21:07:42
 
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São buracos, pisos escorregadios e muitos outros empecilhos criados pela falta de planejamento urbano e fiscalização. 


 A administração municipal de Porto Velho está prometendo realizar grandes obras de infra-estrutura, certamente empurrada pela aproximação de mais um ano eleitoral. Tudo aquilo que não andou até agora entra no cronograma de obras para serem inauguradas antes das eleições.

Mas enquanto a prefeitura cerca com tapume locais como a Praça Aluízio Ferreira, com a intenção de reformá-la para sua transformação num trunfo eleitoral (certamente com recursos de convênios, pois só essa administração tem conseguido fazer alguma coisa), coisas como calçadas públicas continuam sendo tratadas como algo prosaico pela gestão de Roberto Sobrinho.

Na verdade as calçadas e passeios públicos são muito importantes para a qualidade de vida dos moradores urbanos. Tem muita coisa a ver, por exemplo, com um assunto sempre falado e debatido, o aquecimento global. Principalmente porque a civilização aumenta sua dependência das máquinas e sente os efeitos com as chicotadas do tempo.

Também em Porto Velho o automóvel é o sonho de consumo número um, e justamente o grande algoz do aquecimento global, direta e indiretamente. A vida sedentária anda de mãos dadas com este sonho de consumo. Porto Velho se ressente da falta dessa reflexão nas ações desenvolvidas pela administração. Por isso não dá atenção à qualidade das calçadas, como um elemento indutor da vida saudável.

Nas cidades com administração de mais qualidade, o cuidado com as calçadas é notável. Elas são um convite para as pessoas transitarem e praticar a vida normal, andando.

Aqui a prefeitura não cumpre e não faz cumprir as leis construindo ou obrigando os proprietários a construírem calçadas decentes. Então como a coisa acontece na base do vale tudo, quem se aventura a andar pelas calçadas se depara com degraus, buracos, pisos escorregadios e muitos outros empecilhos.

Este não é um problema existente apenas nas vias fora do perímetro especial. Também no centro, quando a via de pedestre não é estreita, é inviável devido a desníveis e perigosas saliências no piso.

Nos bairros, a coisa está abaixo do criticável. São bares que avançam no espaço do pedestre, empurrando-o para a rua. Muitas oficinas de funilaria, obras, mato, entulho, construções irregulares, roubam o espaço de quem caminha. Enfim, uma demonstração de terra sem dono e de pessoas desinformadas com relação ao respeito do espaço do próximo. A cultura do “eu primeiro” não esbarra em fiscalização, assim, prospera.

Isto até o dia em que algum automóvel mata uma criança que caminha pela rua. Daí então, é possível que os moradores protestem contra a administração, exigindo a colocação de lombadas.

Como o prefeito está chegando ao fim de seu mandato e tentará, com certeza, uma reeleição, provavelmente pode até sair da inércia para começar a cortar este círculo vicioso e voltar o planejamento para o futuro. Já é hora de se criar estratégias visando um caminhar mais agradável pelas cidades, incluindo aí o plantio de árvores.


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