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Porto Velho,  qui,   19/setembro/2019     
reportagem

Shopping “ganha” licença sem resolver pendências legais

31/7/2007 20:51:53
 
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Menos de 10 dias após Ministério Público determinar investigação na área do “shopping dos canadenses”, o prefeito Roberto Sobrinho manda dar licença ambiental e de construção para empresários tocar a obra. 


 Na tarde da última sexta-feira 13, numa reunião em seu gabinete, o prefeito Roberto Sobrinho decidiu fechar os olhos para os alertas de lideranças políticas e de parte da imprensa sobre gritantes ilegalidades praticadas pelos responsáveis do “shopping dos canadenses”, como a grilagem de áreas públicas e riscos de supressão de área de preservação permanente, entregando ao chamado grupo Ancar as licenças prévias, ambiental e de construção, dando, assim, ar de legalidade ao projeto, como se todas as pendências estivessem devidamente afastadas.

Para deixar claro o tratamento especial dispensado pelo prefeito ao grupo, aquilo que não deveria passar de um ato burocrático acabou transformado numa festa especial, com a presença do pessoal de 1º escalão da municipalidade, todos os vereadores (menos Kruger Darwich) e uma coletiva de imprensa, para a qual apenas os amestrados que defendem cegamente o projeto foram convidados.

E foi nesse clima de “potins” que o prefeito Roberto Sobrinho praticamente “inaugurou” sua PPS, antes até do Lula da Silva, inventor da idéia, que até agora não vingou.

E tudo isso feito após a assinatura de um termo de compromisso junto ao Ministério Público Estadual, onde tramita um pedido de providências para a investigação das denúncias formuladas pelo vereador Kruger.



FINANCIAMENTO DE CAMPANHA

O prefeito Roberto Sobrinho quer por quer a reeleição. Por isso vem fazendo tudo para pôr fim à inércia que dominou sua gestão até agora, iniciando obras em diversos pontos da cidade, quase todas custeadas principalmente com recursos federais, oriundas de emendas de parlamentares e de convênios. Assim pretende criar a imagem de um Executivo que faz e acontece, substituindo a visão de um prefeito de “score” baixo que, até agora, patinava com obras inacabadas e que não saíam do papel.

A tática não é novidade. Ela sempre foi usada por antecessores da administração municipal que, também, só se movimentavam no final do mandato para manter o sistema de continuísmo.

As denúncias feitas por políticos sérios contra os métodos utilizados no mega-empreendimento nunca foram levadas a sério pelo prefeito, nem mesmo após Fernanda Kopanakix, secretária municipal da política fundiária do município, ter admitido numa audiência pública a existência de todos os problemas veiculados pela imprensa independente.

As relações do prefeito com os interesses desse grupo são um forte indício das suspeitas de que o prefeito deverá ser recompensado com muito dinheiro para o financiamento da sua campanha, algo que não deverá custar menos de R$ 5 milhões na avaliação de profissionais especializados em orçar custos de campanhas eleitorais importantes.



PREGO SEM ESTOPA

Roberto Sobrinho não costuma bater prego sem estopa. Certamente o tratamento especial que dispensa a esse grupo, deixando de lado a impessoalidade, não é um simples agradecimento ao presente recebido (uma caneta “Mont Blanc” no dia em que George Vidor esteve palestrando em Porto Velho). Nesse país, onde a política ramerrame se tornou praxe, receber mimos de empreiteiras e outros empresários fortemente ligados às benesses do poder não cora nem mesmo quem vive falando de ética.

Um grupo que vai abastecer-se – é o que se fala nos bastidores do mundo empresarial – de um rico fundo de pensão de aposentados de Quebec, no Canadá, terá todas as condições de financiar uma campanha capaz de moer os adversários, no ringue da disputa sucessória.

Então não deve surpreender o tratamento especial dispensado pela municipalidade a esse pessoal. Por que tratamento igual não foi dado aos empreendedores daqui mesmo? Afinal, alguém viu tanto denodo do prefeito em favor – só para citar um – da construção do mega-supermercado dos Irmãos Gonçalves, na Rio Madeira com a rua Rio de Janeiro?


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