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Porto Velho,  qui,   19/setembro/2019     
reportagem

Gestão de Jarina deixou Sindicato dos Servidores da ALE numa situação de pânico

7/7/2007 16:50:33
 
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Rombo de centenas de milhares de reais, conta bloqueada, nome no Serasa, dívidas astronômicas e muitas outras irregularidades, compondo a herança deixada por Jarina Lemos e sua diretoria no Sindicato dos Servidores do Legislativo de Rondônia. 


 Gilberto Leandro Alves, o Gil, presidente da junta governativa do Sindicato dos Servidores do Legislativo de Rondônia, escolhido em assembléia geral dos servidores do poder legislativo estadual, filiados à entidade, acha difícil concluir os levantamentos que determinarão o tamanho do estrago promovido na entidade pela presidente afastada, Jarina Lemos da Conceição e sua diretoria, composta de Marcus Aurélio Costa Silva Bahia, Eunilson Costa Freitas, Néviton Soares da Silva, Márcia Aparecida Pereira e Rossoni Rodrigues Reis. “Tem muita coisa escondida, muita sujeira. Certamente precisaremos de mais tempo para chegar ao fundo desse poço tenebroso”, disse o líder da junta governativa, com exclusividade, à Imprensa Popular.

Para levar a bom termo a devassa, Gil está trabalhando mais de 10 horas por dia no levantamento de processos e documentos diversos, com a ajuda Raimundo Façanha Ferreira, Damares Loureiro do Nascimento, Ana Jóia Souto de Araújo, Gilberto Leandro Alves, Soniver Magalhães, João Teixeira de Melo, Feliciano Soares de Castro, Helga Terceiros de Medeiros Chaves e Eugenio Raimundo Ferreira Martins, integrantes da junta governativa que substituiu o time de Jarina Lemos em 11 de maio último.

PROCESSOS

Na expectativa de revelar o quadro aterrador do Sindler, a Junta Governativa segue um roteiro de investigação divido em 15 processos, que vão desde dívidas contraídas pela entidade junto ao comércio até o recebimento de vantagens e compensações misteriosas por membros ou pessoas ligadas à diretoria afastada, pagas pela Assembléia Legislativa, intituladas “verbas indenizatórias”, em prejuízo da grande maioria dos servidores.

A principal dificuldade encontrada para se chegar às práticas incomuns da diretoria afastada, responsáveis pelo descalabro administrativo do Sindler é o sumiço de documentos que deveriam capear cada ato da Jarina e seu time, explicou a Imprensa Popular o líder da Junta Governativa. O próprio Gil considerou que “há um tipo de pacto do silêncio” dos membros da diretoria afastada refletindo “num proveito aquém das expectativas nas oitivas” até agora realizadas, onde os membros da diretoria afastada podem exercer o seu amplo direito de defesa. Mesmo assim, a Junta Governativa crê que conseguirá apresentar um relatório com dados estarrecedores sobre a situação financeira e administrativa do Sindler, caracterizando bem os motivos pelos quais o Sindicato acabou sendo transformado “num tipo de balcão de negócios” de uma minoria, perdendo o poder de representar os servidores do legislativo estadual.

Sobre a ação do 1198, Gil explicou que “é um processo que se encontra na 2ª Vara, onde está sendo periciado. De acordo com o líder da Junta Govenativa, “apenas uma 87 pessoas” – a maioria ligada à direção afastada do Sindler – recebeu alguma coisa dessa ação. O pagamento foi feito na legislatura anterior “com a chancela de verba indenizatória” sem que se saiba “indenizatória de que”. Esta é uma outra investigação que a Junta vem realizando para identificar quem foi beneficiado e com quanto. Gil ainda não teve acesso aos processos de pagamento dessa “verba indenizatória” por parte da Divisão Financeira da Assembléia Legislativa.

QUEBRADEIRA


Com a gestão de alto risco e de irresponsabilidade contábil que foi praticada, o quadro é de quebradeira do Sindler. Gil contou a Imprensa Popular que o sindicato está afundado em dívidas, tem suas contas bloqueadas e pelo menos 17 cheques no Serasa para serem resgatados. As dividas não são apenas com o comércio e fornecedores. “Só para o antigo advogado que prestava serviço à diretoria afastada o Sindler, há um dívida da ordem de 319 mil reais”.

A irresponsabilidade da antiga diretoria levou o Sindler a tomar posturas anacrônicas, mesmo tendo um advogado contratado, “de não contestar decisões judiciais desfavoráveis, como numa condenação da ordem de 329 mil reais”, que agora, informou Gilberto Leandro, compõe o passivo da entidade.

Outra questão deixada de lado pela diretoria afastada, sempre de acordo com Gil, foi a cobrança (pelo menos em tese) e contabilização dos dividendos que deveria receber da exploração do restaurante da Assembléia, serviço entregue a um radialista e ex-deputado sem a observância do processo licitatório competente, num autêntico negócio de compadres.

Além de dever altas somas no comércio, o Sindler pode enfrentar também ações trabalhistas diante do não cumprimento da legislação na contratação de alguns de seus próprios funcionários.

De acordo com Gilberto Leandro, a Junta Governativa vai buscar o apoio da categoria para ampliar o prazo de investigação da situação criada pela diretoria afastada, “por que, disse, isso aqui está parecendo uma teia de aranha, difícil de deslindar”, principalmente porque o Sindler não pode, paralelamente a este trabalho, deixar de lado o seu papel representativo da categoria junto à mesa diretora da Assembléia Legislativa.


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