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Porto Velho,  s√°b,   25/novembro/2017     
política

CPI do Sintero tem documentos comprovando fraude, diz deputado

7/7/2007 16:49:04
 
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Al√©m de documentos comprometedores, o deputado Alexandre Brito anunciou que a CPI tem fitas de v√≠deo que envolve at√© o ex-deputado Nereu Klosinski, antigo dirigente da entidade. 


 Deputados que integram a CPI da Isonomia tiveram acesso aos primeiros documentos que demonstram o envolvimento de diretores do Sintero em manobras suspeitas e irregulares que acabaram gerando um preju√≠zo de milh√Ķes de reais a cerca de 3.600 professores. Agora os deputados est√£o tentando entender porque os diretores do sindicato resolveram trocar os advogados j√° na fase final do processo e, em seguida, o novo advogado aceitou firmar um acordo com a Advocacia Geral da Uni√£o (AGU) por um valor inferior a 20% do cr√©dito que j√° estava homologado pela Justi√ßa do Trabalho.

O relator da CPI, deputado Doutor Alexandre, disse j√° ter sido detectado que, em 15 de outubro de 1999, o ent√£o presidente do Sintero, Jos√© Wildes de Brito, encaminhou correspond√™ncia √† empresa Transcontinental Empreendimentos Imobili√°rios e Administra√ß√£o de Cr√©ditos, em nome do sindicato e de seus filiados, afirmando que ‚Äúh√° interesse por parte dos representados em negociar o cr√©dito‚ÄĚ, referindo-se expressamente ao Processo n¬ļ 2039/89.

Outro documento comprova que em 2001, José Wildes enviou correspondência ao advogado patrono da causa, Luís Felipe Belmonte, pedindo esclarecimentos sobre cessão de crédito que ele havia feito, o que foi objeto de uma assembléia, onde o assunto foi esclarecido, inclusive porque Belmonte havia vendido parte dos créditos dele próprio e porque o movimento de cessão de crédito havia sido acompanhado pela diretoria do Sintero, desde 1999.

HEITOR, NOVO PERSONAGEM

Apesar disso, em 31 de outubro de 2001, o advogado Heitor Magalhães Lopes juntou aos autos do processo um contrato de honorários que havia firmado com Luís Felipe Belmonte. O Sintero utilizou esse documento, em março de 2002, para dizer que Luís Felipe havia feito nova cessão de créditos e, por causa disso, tinha que ser substituído. Acontece que a CPI da Isonomia já constatou que não tinha havido cessão de crédito nenhuma, mas apenas a juntada de contrato de honorários firmado em 10 de novembro de 94.

‚ÄúO argumento da dire√ß√£o do Sintero est√° sendo considerado t√£o absurdo e sem causa, que fica claro que os dirigentes do sindicato procuravam apenas um pretexto para colocar um advogado ligado a eles para conduzir o processo, que j√° se encontrava na fase de determina√ß√£o de pagamento, ap√≥s treze anos de trabalho do advogado anterior‚ÄĚ, disse Doutor Alexandre.

Além disso, causou estranheza a membros da CPI o fato de, em 2006, o advogado Heitor Magalhães Lopes ter entrado com uma execução do contrato, contra Luís Felipe Belmonte, mesmo não tendo trabalhado no processo, mas sendo patrocinado por três escritórios de advocacia. Curiosamente, os titulares desses três escritórios de advocacia integram a atual diretoria da OAB, presidida por Hélio Vieira da Costa, exatamente o advogado contratado pelo Sintero para substituir Luís Felipe.

A CPI teve tamb√©m acesso a fitas gravadas de assembl√©ias do Sintero, onde fica claro que o principal articulador da substitui√ß√£o do advogado foi o ex-presidente do sindicato, Nereu Klosinski, ficando o quadro ainda mais confuso com a comprova√ß√£o de que H√©lio Vieira era advogado pessoal de Nereu e de Wildes. Nereu afirmou que ‚Äúdiversos advogados tem interesse na causa‚ÄĚ, mas na hora de contratar s√≥ apareceu H√©lio Vieira.

Além disso, para tentar justificar a contratação de Hélio Vieira, foi assegurado que para receber 6% do crédito de todos os servidores, a título de honorários pelo seu trabalho na ação, o pagamento teria que ser feito aos servidores em até 18 meses, ou seja, até setembro de 2003. O pagamento foi feito em abril de 2006 e mesmo assim Hélio Vieira recebeu os 6% de todos os servidores, mesmo dos que não aceitaram que ele patrocinasse a causa e constituíram Luís Felipe Belmonte como advogado próprio.

18 MESES

Diretores do Sintero, atrav√©s da imprensa, alegaram que o dinheiro n√£o foi pago em 18 meses por culpa do tumulto que Belmonte teria causado no processo, mas a CPI j√° detectou que at√© 29 de junho de 2002 o advogado patrono da causa n√£o havia sequer formulado nenhum pedido no processo. √Č que para o precat√≥rio ter sido pago em 2003, a conta teria que ser homologada at√© 30 de junho de 2002. ‚ÄúEsse √© um ponto importante das investiga√ß√Ķes que precisa ser bem esclarecido‚ÄĚ, disse doutor Alexandre.

A CPI aguarda, agora, que o Sintero lhes envie as atas das assembléias com as respectivas listas de presença, pois já detectou que na assembléia realizada em Porto Velho, em março de 2002, os servidores não aceitaram a substituição, mas a direção do sindicato disse que os servidores do interior já haviam decidido e substitui o advogado assim mesmo.

H√° d√ļvidas se o interior havia mesmo decidido pela substitui√ß√£o, pois mais de 2 mil servidores deram procura√ß√£o diretamente a Lu√≠s Felipe Belmonte, para que ele continuasse a represent√°-los no processo. ‚ÄúO assunto ser√° investigado a fundo, porque professores alegam que houve fraude em assembl√©ias realizadas no interior‚ÄĚ, afirma o relator, deputado Doutor Alexandre.


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