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política

Cassol é vice-campeão no ranking dos governadores mais ricos

24/11/2006 16:35:18
 
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O 1º colocado no ranking é o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi. O mais pobre é o governador do Amapá, Waldez Góes, com um patrimônio pouco superior a 13 mil reais. 


 Levantamento feito pelo UOL aponta que um terço dos governadores eleitos nestas eleições é de milionários, segundo informação deles mesmos.

Dos 27 políticos eleitos, nove apresentaram declaração de bens com montante igual ou maior a R$ 1 milhão ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Conhecido como o “rei da soja”, Blairo Maggi (PPS), reeleito em Mato Grosso, é o “mais rico” entre os governadores. Sua declaração de bens enviada ao TSE aponta o valor de R$ 33.444.394,07. O montante refere-se a participações em empresas, imóveis, automóveis e empréstimos concedidos, entre outros.

O título de “mais pobre” fica com o governador reeleito no Amapá, Waldez Góes (PDT). O valor declarado foi de R$ 13.521,78. Ele estimou sua casa em R$ 3,1 mil e um carro no valor aproximando de R$ 6,5 mil. A diferença patrimonial entre ele e o primeiro colocado é próxima de 248.000%.

SEGUNDO NA LISTA

O segundo na lista dos milionários é o governador Ivo Cassol, que conseguiu um segundo mandato pelo mesmo partido pelo qual concorreu seu colega do Mato Grosso, o PPS. Reeleito em Rondônia enfrentando uma forte campanha dos opositores, principalmente do PT e do candidato do PSB e até de uma das mais importantes lideranças da Igreja Católica, Ivo Cassol disse ter R$ 15.407.510,40. Cassol atua com empresário no setor de energia elétrica.

Ele é seguido de perto pelo novo governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), com R$ 14.489.175,69 declarados. Cerca de dois terços desse valor do montante (R$ 10.925.351) são referentes a ações da Usina Serestas, o que o faz ser apontado como um representante dos usineiros no Estado pelos seus opositores.

Outros seis governantes integram o “clube do milhão”: Eduardo Braga (PMDB-AM), com R$ 4.180.951,33; André Puccinelli (PMDB-MS), com R$ 2.376.655,78; Roberto Requião (PMDB-PR), com R$ 1.406.541,14; Paulo Hartung (PMDB-ES), com R$ 1.312.449,38; Marcelo Miranda (PMDB-TO), com R$ 1.287.758,91; e Wilma de Faria (PSB-RN), com R$ 1.210.694,36.

Acompanha o governador do Amapá, Waldez Góes, nas últimas posições a petista Ana Júlia, eleita no Pará. Ela declarou R$ 38 mil, referentes a um carro ano 2003. O antepenúltimo é o petista Marcelo Déda (SE), com R$ 248.042,50, cujo maior bem relatado é um apartamento de R$ 189,5 mil.

BAIANO É O PETISTA MAIS RICO

O partido com maior número de governadores milionários é o PMDB, com cinco representantes. O segundo é o PPS, com os dois primeiros colocados, seguido pelo PSDB e PSB, com um político para cada um deles. O PT ainda não tem governador com declaração dessa ordem.

Entre os governadores do PT, o representante mais bem colocado da sigla é o governador eleito na Bahia, Jaques Wagner, cuja carreira política foi construída essencialmente no movimento sindical. Ele afirmou possuir R$ 690.034,03, sendo que R$ 344.579,03 investidos no sistema financeiro.

No intervalo abaixo de R$ 1 milhão e acima de R$ 500 mil há dez governadores, com predomínio do PSDB, com quatro nomes. O “líder” desse grupo é o tucano José Serra, novo governador de São Paulo e nome forte para concorrer à Presidência em 2010. Sua declaração é de R$ 872.893,62, sendo R$ 240 mil investidos em três salas comerciais na capital paulista.

Cássio Cunha Lima (PSDB), que obteve o segundo mandato na Paraíba, precisaria de pouco menos do que mil reais para integrar o grupo do “meio milhão”. A soma de patrimônio declarado é de R$ 499.036,03.

COM DINHEIRO É MAIS FÁCIL

Para Claudio Couto, professor de ciência política da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), quem tem mais recursos “larga na frente” na corrida eleitoral. Segundo o cientista, isso aplica-se tanto às eleições legislativas quanto como para a disputa do Executivo.

“Quem tem tantos recursos tem meios para investir na carreira política, ou seja, quem é milionário tem potencialmente tempo livre e recursos para bancar uma estrutura de promoção da sua própria liderança”.

Couto diz não ter dúvidas de que a candidatura de políticos com fortes ligações a setores econômicos possa representar interesses específicos. Ele cita o apoio de Blairo Maggi (PPS-MT) a Lula no segundo turno, contrariando a orientação do seu partido.

Maggi anunciou apoio ao petista no mesmo momento em que houve liberação federal de R$ 1 bilhão para produtores de soja. “Não creio que seja possível separar a figura do Maggi do setor do qual ele é oriundo, sendo tão notável a sua atuação, ainda como governador, junto ao agronegócio”, afirma o cientista.


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