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Porto Velho,  seg,   16/setembro/2019     
política

Composição do secretariado para 2º mandato ainda é incógnita

24/11/2006 16:30:45
 
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As dúvidas são muitas, mas o governador Ivo Cassol deve manter o estilo adotado no primeiro governo, sem ceder a pressões. 


 Até agora, o governador Ivo Cassol, reeleito para um segundo mandato, não deu sinais de como vai agir na composição da equipe do novo mandato, que começa em janeiro de 2007. Na gestão que termina este ano, Ivo Cassol chegou a colocar no primeiro time do governo pelo menos um deputado estadual (Paulo Moraes) e atendeu o deputado Edson Gazzoni, entregando por um período razoável à sua mulher a gestão das ações da Promoção Social. O governo não logrou com essas indicações políticas – como se pode aferir – maiores vantagens em seu relacionamento com o segmento parlamentar. Sofreu cerrada oposição na Assembléia Legislativa, inclusive de parlamentares diretamente aquinhoados com o prêmio. É bom lembrar os dois deputados não foram reeleitos.

MANTENDO O ESTILO

Depois de descer do palanque em que venceu as eleições, o governador Ivo Cassol passou a adotar um comportamento político de quem está mais amadurecido no exercício do poder. Não tripudiou sobre os vencidos e passou a se comportar com civilidade e solicitude, procurando conversar com lideranças de todos os partidos com representação em Brasília, como o senador Valdir Raupp, por exemplo, demonstrando que os adversários não precisam ser necessariamente inimigos, principalmente porque isso não é bom para o Estado.

O governador Ivo Cassol sempre seguiu seu ritmo como administrador público e dificilmente mudará esse estilo no segundo governo.

Todavia, nesse momento o governador tem demonstrado paciência para ouvir, para conversar com todos e certamente terá a firmeza de sempre para tomar as atitudes que achar melhor.

MENOS ARROGÂNCIA

Ivo Cassol foi agredido de forma muito violenta por alguns adversários que agiram como seus autênticos inimigos. Evidente que dessas agressões ficam mágoas da campanha. O governador, entretanto, está demonstrando que o resultado das urnas, que representou a vontade soberana do povo, supera tudo isso. Por isso é natural que ele busque em Brasília, como tem feito desde o princípio de novembro, até mesmo as lideranças do PT e do PMDB rondoniense de quem, claro, nunca será aliado.

O governador sabe que precisará das bancadas que lhe farão oposição no congresso (PT e PMDB) em algumas discussões importantes para o estado, como as emendas orçamentárias que precisam do apoio de todos os integrantes da bancada rondoniense. Buscá-las neste momento para conversar sobre questões do interesse da população é uma demonstração de humildade.

Em razão disso está realmente na hora de todos aqueles que representam Rondônia na Câmara e no Senado retornar à planície, tirar os sapatos altos, descer do palanque e desentranhar ranços que se formaram na adversidade da vida pública.

Os mais recalcitrantes devem se convencer que insultos, deboches e xingamentos não levam a muita coisa num momento em que um novo governo precisa somar para administrar com tranqüilidade. O ódio é um sentimento pequeno e digno só dos fracos e pobres de espírito.

SUSPENSE

O governador Ivo Cassol deverá manter suspense sobre o secretariado do novo mandato até meados de novembro. O governador mais do que ninguém conhece o apetite insaciável dos políticos por cargos. Todos querem muito e sempre querem mais. Mas os políticos também sabem que o governador não costuma ceder às pressões.

Durante a campanha o governador Ivo Cassol deixou claro o desejo de valorizar os novos profissionais sem esquecer de quem já está no serviço público e conhece o funcionamento da máquina administrativa. Sempre que indagado sobre este assunto, Cassol reafirmava que sua obsessão “é ser um governador ainda melhor do que foi” no primeiro mandato, mas não descartou aquela máxima de que quem “esteve na luta” junto com ele “também poderá estar no governo”.

ASSEMBLÉIA


Uma fonte muito próxima ao governador Ivo Cassol afirmou ao Imprensa Popular que “há um interesse em consolidar uma maioria na Assembléia e certamente “o governador Ivo Cassol acompanha com todo interesse as conversas sobre a formação da próxima mesa diretora do Poder Legislativo”. Segundo essa fonte o governador está convencido de que a próxima legislatura deseja uma Assembléia Legislativa articulada com a mudança que o povo de Rondônia escolheu nas eleições e não pretende, interferir numa decisão que cabe ao legislativo e não ao executivo.


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