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Porto Velho,  qua,   17/julho/2019     
reportagem

Líder da comunidade judaica acha justos ataques contra o Líbano

6/8/2006 23:15:37
Por Imprensa Popular
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As declarações de Cícero Adson, um líder que trabalha no sentido de implantar a primeira sinagoga de Porto Velho, foram dadas antes do ataque a Qana, que matou 50 civis, sendo 37 crianças. 


 Na penúltima semana de Julho, o líder religioso Cícero Adson deixou um pouco seus afazeres em torno da organização da comunidade judaica de Porto Velho para falar à Imprensa Popular sobre o conflito entre Israel e Líbano, iniciado “com o objetivo de resgatar dois soldados” do Exército israelense, seqüestrados pelo grupo Hezbollah, encarados como terroristas pelo judeus.

As hostilidades entre Israel e o Líbano, embora distante, tem influenciado a vida de muitos rondonienses, especialmente dos integrantes da comunidade libanesa, uma das maiores colônias de descendentes de estrangeiros de no estado, e da colônia judaica, de menor proporção.

Para Cícero “Israel pratica uma ação de legítima defesa”, porque ataca exatamente “pontos onde funcionam bases do Hezbollah e locais em que essa guerrilha mantém seus arsenais e montam bases de disparos de mísseis contra o Estado de Israel”. Os israelenses, disse Cícero, lamentam as perdas de vidas inocentes, principalmente crianças, velhos e mulheres, “mas isso acontece porque o Hezbollah utilizam essas pessoas como escudo”, asseverou. Em sua opinião, “quem procura analisar isentamente a política do oriente médio” acaba entendendo que a atitude de Israel não é condenável.

AÇÃO PREVENTIVA


Mesmo afirmando não ser favorável à satanização do povo árabe, Cícero entende “não ser desproporcional o ataque desferido por Israel contra o Líbano”, porque o estado judeu está desenvolvendo uma guerra preventiva, para impedir que surja na sua fronteira “um covil de lobos, capazes de usar não só mísseis mas possivelmente até armas biológicas contra Israel”.

A guerra, na visão desse judeu que se esforça para organizar a comunidade judaica de Rondônia e fundar aqui a primeira sinagoga, “é um instrumento criado por interesses de líderes árabes interessados em se perpetuar no poder” e não pelos árabes em geral, que são pobres e sofridos. Com os conflitos, “os líderes árabes desviam a atenção de suas populações de seus reais problemas e os donos do poder árabes e palestinos continuam acumulando riquezas enquanto seus povos esquecem da fome e da miséria”, destaca Cícero. E assim ele sentencia: “Israel sempre quis a paz. Israel nunca negou o direito de existência de uma pátria palestina, enquanto os árabes jamais aceitaram a criação do Estado de Israel”.

DEMOCRACIA


Ditando sua opinião para Imprensa Popular, o líder da comunidade judaica de Porto Velho destacou que “Israel é a única nação democrática do oriente médio, garantindo aos árabes com nacionalidade israelita todos os direitos assegurados aos judeus de nascimento”.

Quem ataca Israel, continuou Cícero, são os grupos de fanáticos fundamentalistas, sempre liderados por verdadeiros enviados do demônio, cujo único objetivo é acabar com o estado judeu. E por isso, continuou Cícero, “Israel tem de aniquilar o Hezbollah, como um exemplo capaz de inibir ações de outros grupos terroristas, como o Hamas”.

SEM DESAVENÇAS

Mas enquanto o confronto entre Israel e Líbano revela a existência de duas concepções irreconciliáveis no médio oriente, aqui no Brasil “não há qualquer possibilidade de um confronto entre as duas culturas”, opinou Cícero. Ele acredita que “mesmo com a revelação de indícios de que na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) existam grupos financiando o terrorismo fundamentalista islâmico”, árabes e judeus continuarão vivendo em paz.

Em Rondônia, afirmou, mesmo com a proximidade das fronteiras com a Bolívia e o Peru, não há qualquer indício de conflito entre os dois povos, ambos acostumados a viver num clima de democracia e de respeito à legitimidade de cada um.

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