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Porto Velho,  ter,   10/dezembro/2019     
reportagem

Igrejas resistem em descartar deputados sanguessugas

6/8/2006 22:55:30
 
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Joel Holden (foto de capa), pastor presidente da Igreja Assembléia de Deus em Porto Velho, afirmou que a Igreja espera e não evidências para retirar o apoio aos deputados evangélicos supostamente envolvidos com a Máfia das Sanguessugas. 


 A Igreja Assembléia de Deus ainda não decidiu fazer uma censura pública aos deputados Nilton Balbino Capixaba e Agnaldo Muniz, apontados como envolvidos na Máfia das Sanguessugas nos depoimentos prestados pelo empresário Luiz Antonio Trevisan Vedoin, tido como o chefão dessa máfia, à Justiça Federal no Mato Grosso. Essa foi a informação transmitida a Imprensa Popular pelo pastor Joel Holden (foto de capa), em entrevista exclusiva que concedeu ao jornal em seu gabinete de pastor presidente, na sede da Assembléia de Deus, em Porto Velho.

Holden afirmou existir na Igreja “uma Comissão” para cuidar desse tipo de problema e ela ainda não se posicionou “porque espera uma manifestação dos deputados”, ambos membros da Assembléia de Deus, “ou então o surgimento das provas do envolvimento” deles com o esquema fraudulento que desviou milhões de reais dos recursos da Saúde, com as negociatas das ambulâncias superfaturadas.

SITUAÇÃO DESCONFORTÁVEL

Mas se a Igreja não tomar uma posição oficial contra os dois parlamentares – por insuficiência de provas sobre a culpabilidade de cada um – isso não deverá mudar “a situação desconfortável” em que ambos se meteram diante da comunidade evangélica, como admitiu o próprio pastor Holden. Isto porque “os evangélicos não estão anestesiados e sem capacidade de reagir a estes acontecimentos”.

O presidente das Assembléias de Deus confirmou que a igreja orienta seus fiéis a votar nos candidatos evangélicos, que “estão no projeto da denominação”, mas nem por isso os fiéis “votam em quem a gente indica, porque na cabine de votação, ou seja, na urna cada um é dono de seu voto e o evangelho tem essa vantagem de nos levar à liberdade, já que Deus criou o ser humano com livre arbítrio”.

Pelo que disse à Imprensa Popular, o pastor Joel Holden permitiu entrever que a Igreja Assembléia de Deus não tomará oficialmente nenhuma medida contra os dois parlamentares enquanto eles não forem ouvidos na CPI das Sanguessugas, onde deverão se defender.

Holden admitiu ter existido uma consulta da cúpula da igreja aos deputados, “e eles se mostraram perplexos com a situação que estão vivendo” como qualquer homem público “sujeito às pressões de todos os lados”. O pastor, depois de reafirmar que a situação dos dois parlamentares, membros da Assembléia de Deus, está sendo avaliada pela comissão própria da igreja, não definiu se existe uma data para um posicionamento sobre o caso.

CONTRA A CORRUPÇÃO


Na visão do pastor Joel Holden o evangélico, especialmente quando membro da igreja, precisa ter “uma boa conduta, tanto na vida secular como na profissional”. O cristão, disse, “tem de ser um benção, de dar constantemente bom testemunho”. Diante de tudo o que aconteceu, embora a igreja não tenha promovido nenhuma manifestação de censura aos deputados, um eventual apoio aos dois parlamentares só aconteceria num estágio adiantado do processo eleitoral, “quando não existissem mais dúvidas” de que contra Balbino e contra Muniz existiriam “apenas acusações e não provas”.

As afirmativas do pastor Joel Holden deixa a impressão de que a igreja Assembléia de Deus tem preocupação com “a defesa da ética na atividade política e nas instituições públicas, pois esta seria uma recomendação implícita do cristianismo”.

Mas em nenhum momento o pastor da mais importante denominação religiosa protestante do estado afirmou que a Assembléia de Deus faça uma campanha específica quanto a ética, como acontece na Igreja Católica. Ele admitiu entretanto que nas eleições deste ano há uma situação diferenciada na postura política dos eleitores evangélicos, em virtude da eclosão dos dois maiores escândalos da política nacional, o do mensalão e o dos sanguessugas. Os evangélicos rondonienses ficaram surpresos com a denúncia envolvendo os deputados irmãos de fé e poderão resistir aos apelos das lideranças religiosas em favor da reeleição destes deputados.

FINAL DOS TEMPOS

Joel Holden integra o grupo de lideranças que defendem “mudanças na política do Brasil, porque está cada vez mais difícil agüentar a falta de ética na política do país”. Todavia, para ele “a tendência não aponta para melhorias, mesmo sendo esse o grande desejo”, porque “estamos partindo para o fim de nossa era, segundo as afirmações da Bíblia”.

E quando o fim se aproxima, disse o pastor, “os homens irão de mal a pior, enganando e sendo enganados”. Na visão do pastor as coisas estão se dando “como a Bíblia previu” e as catástrofes como as tsunamis, os confrontos bélicos envolvendo Israel são sinais previstos no Livro de Deus.

E assim ele destaca: “A gente gostaria que as coisas melhorassem, mas o que vemos são os homens cada vez mais afastando-se de Deus. Hoje os homens acreditam em tudo, menos em Deus. Eles reverenciam muitas coisas, gastam com muitas coisas, buscam muitas coisas, mas não buscam a Deus, não buscam ao seu filho Jesus. E assim, não podemos nos iludir diante dessa tendência. Vai ser muito difícil as coisas melhorarem. Essa questão da falta de ética é conseqüência do afastamento do homem de Deus. Nunca o povo e as autoridades estiveram tão vulneráveis aos ataques do diabo”.

Foto: Aldrin Willy


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