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Porto Velho,  qui,   19/setembro/2019     
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A cultura volta os olhos para a periferia

24/7/2006 00:02:12
Por Aldrin Willy
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Ações recentes da Fundação Cultural do Município de Porto Velho, vinculada à prefeitura, põem novamente a periferia como palco para a criação cultural da capital. 


 A recente apresentação do pianista Arthur Moreira Pinto na periferia de Porto Velho não foi obra do acaso. A escolha de que o concerto se daria no bairro Esperança da Comunidade, região periférica da capital, e não no Centro foi tomada pela prefeitura. A decisão é um exemplo da nova política adotada para gerenciar a questão cultural na cidade. Quem diz é o presidente da Fundação Cultural do Município de Porto Velho (FUNCULTURAL), Ariel Argobe da Costa Brasil.

Segundo ele, pela primeira vez a prefeitura desenvolve ações continuadas de apoio à cultura, diferentemente do que ocorria antes da administração atual, quando o apoio só se dava em eventos. Um dos exemplos dessas novas ações é o projeto “Arte de Todos”, que disponibiliza oficinas artísticas para bairros periféricos – “historicamente excluídos do processo de produção cultural”, diz Argobe.

O presidente da Fundação Cultural, que tem status de secretaria, Ariel Argobe não considera “caótica” a situação da cultura em Porto Velho. Para ele, o que se pode afirmar é que sempre faltou definir políticas públicas para a gestão do setor cultural na cidade. Políticas essas que agora, diz, passaram a existir na gestão do prefeito Roberto Sobrinho.

“Nossas políticas são elaboradas em diversas reuniões com o segmento cultual e tendo como parâmetro as diretrizes do Ministério da Cultura”, afirma. “O perfil das políticas públicas de Porto Velho está na perspectiva da inclusão do cidadão no processo de produção cultural, a prefeitura não chega com o produto acabado na periferia da cidade”.

O objetivo dessa maneira de pensar, explica Argobe, é criar estímulos para que o morador da periferia “crie, elabore, pense e faça uma reflexão sobre o produto cultural”, fazendo com que ele “se insira no processo.”

Ariel cita como exemplo dessa nova política ações como o “Arraial do São Francisco”, organizado pelos moradores do bairro homônimo com apoio da prefeitura. O mesmo é o caso das “Radiolas”, programa desenvolvido nos bairros Pantanal e Tancredo Neves que reúne agregações musicais, em especial do Reggae, dando-lhes suporte artístico.

(Publicado na edição nº 85, de 18 a 30 de julho de 2006)


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