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Porto Velho,  dom,   22/setembro/2019     
política

Raupp é o recordista de processos entre os membros do Congresso Nacional

23/7/2006 23:22:38
 
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Esta deplorável situação foi revelada pela revista VEJA para todo o Brasil, denegrindo ainda mais a classe política rondoniense. 


 Dos 594 parlamentares, entre deputados federais e senadores, 130 estão sendo investigados por algum tipo de crime, e o recordista, sem ter o que comemorar, é o Senador rondoniense Valdir Raupp de Matos. O número cobre 22% do Congresso.

O senador rondoniense Valdir Raupp (PMDB) envolve-se atualmente com cinco tipos de crime: peculato; uso de documento falso, crime contra o sistema financeiro, crime eleitoral e gestão fraudulenta de instituição financeira, revelaram os dados publicados por Veja.

A reportagem da Veja acrescenta que, da atual safra de deputados e senadores, que partem agora para tentar se reeleger (ou não) nas eleições de outubro próximo, bateu todos os recordes e superou as piores expectativas – das propinas cobradas por Severino Cavalcanti à máfia dos sanguessugas ou à turba dos mensaleiros.

O plantel de suspeitos representa um volume enorme, mas, na prática, é ainda maior que isso.

O levantamento inclui apenas os parlamentares cujos supostos crimes já tenham sido tipificados – seja ainda na fase de investigações do Ministério Público, seja na etapa de denúncia ao Supremo Tribunal Federal. São 80 deputados e 14 senadores da lista atual que respondem a 154 processos.

Na lista de Veja não entraram os integrantes da máfia dos sanguessugas, na qual está envolvido outro parlamentar rondoniense, o deputado Nilton Capixaba, que já está respondendo processo junto à Comissão de Ética da Câmara, correndo o risco de ser o próximo parlamentar de Rondônia a ser cassado. Pelo seu envolvimento, ele teve de se afastar de seu cargo na mesa diretora da Câmara, antes que fosse afastado pelos seus pares.

O CASO CERON

Raupp simulou aportes de capital na CERON, enquanto que na realidade o dinheiro, em grande volume, foi utilizado para pagamentos de contratos de comunicação, o famoso “cala boca”, para que, desta forma, os veículos pagos permanecessem silentes aos descalabros cometidos pelo então Governador, hoje Senador Valdir Raupp de Matos, contra a população e os cofres de Rondônia.

Como se não bastasse os enormes desvios de dinheiro do povo, para a compra do silêncio da imprensa, desviando-o da CERON, que por isso quebrou e teve que ser entregue ao Governo Federal a troco de quirela, boa parte desse dinheiro desviado foi parar nos bolsos de familiares do então governador (um sobrinho e um cunhado - irmão da Deputada Marinha Raupp), outra gorda parte serviu para financiar uma malfadada aventura carnavalesca com a escola de samba Grande Rio. Fabulosas festas foram armadas no Rio de Janeiro, sempre regadas a champagne e whisky 12 anos. A maior delas na Sapucaí, a qual o dono do dinheiro roubado (o contribuinte) jamais foi convidado.

Destes desvios, milhares de reais foram desviados para marqueteiros e para o imutável secretário geral do PMDB José Luiz Lenzi.

Várias pessoas foram preventivadas na época, inclusive os parentes do governador, agora Senador. Em meio à confusão, temendo serem presos, vários caciques do partido (PMDB) tiveram que desaparecer da cidade.

Mesmo condenado, e confiando na impunidade de senador, Raupp ainda tenta insistentemente colocar gente dele na CERON, oferecendo agora, e, demonstrando toda a sua índole peemedebista, em troca, o seu apoio para reeleger o Presidente Lula, e o pior é que Lula pode acabar concordando. Esse, infelizmente é o perfil típico do político brasileiro.

(Publicado na edição nº 85, de 18 a 30 de julho de 2006)


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