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Porto Velho,  s√°b,   7/dezembro/2019     
opinião

Editoriais: O gato na tuba de nossa política surrealista

18/4/2006 03:00:00
Imprensa Popular
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O ano que passou trouxe ao conhecimento da opini√£o p√ļblica a realidade nada transl√ļcida da pol√≠tica estadual, onde cada um dos personagens procurou e conseguiu tirar o seu da reta. 


 Mesmo que este n√£o fosse um ano eleitoral, a imprensa teria obriga√ß√£o de alertar a sociedade para o surrealismo da pol√≠tica rondoniense, muito semelhante √† do Brasil todo.

√Č preciso dizer sempre que a corrup√ß√£o √© um ingrediente forte na composi√ß√£o do poder do Estado, sendo necess√°rio corrigir agora, nas urnas, esse desvio imperdo√°vel e quase nunca punido.

H√° muito tempo os representantes do povo deste Estado s√£o acusados por recebimentos de propinas ‚Äď pelo aluguel de seus mandatos ‚Äď e de outros favores e benesses distribu√≠dos pelo poderoso do dia interessado em cooptar os integrantes do poder criado n√£o s√≥ para fazer leis, mas tamb√©m para fiscalizar, em nome do povo, os demais poderes.

Essa pr√°tica n√£o √© de hoje. No passado funcionou com a pr√≥diga distribui√ß√£o de recursos p√ļblicos para as entidades assistenciais desses pol√≠ticos, entidades estas fundadas principalmente para funcionar como currais eleitorais.

Foi o atual governador que acabou mostrando √† opini√£o p√ļblica que havia gato na tuba destes negocistas da pol√≠tica, quando revelou para todo o Brasil o ‚ÄúEsc√Ęndalo da Propina‚ÄĚ, que resultou na Comiss√£o de Investiga√ß√£o da pr√≥pria Assembl√©ia Legislativa. Ela acabou recomendando a perda do mandato de pelo menos seis parlamentares, os mais chafurdados no mar de lama.

Todos os acusados acabaram tirando o seu da seringa, inocentados que foram na votação do plenário. Cabe ao eleitor impedir que os indigitados se reelejam. Só assim a impunidade deixará de ser estímulo ao esbulho.

(Publicado na edi√ß√£o n¬ļ 79, de 11 a 20 de abril de 2006)


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