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Porto Velho,  seg,   16/setembro/2019     
reportagem

No tempo da vitrola: O “bolachão” tem seu espaço em Porto Velho

16/4/2006 17:23:10
Por Ivanilson Frazão
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Para tomar conhecimento de artistas como Ataulfo Alves no original, é só visitar a lojinha de Manoel Mirando, no Mercado Central. 


 Quando surgiram os cd’s, muitos decretaram o fim do disco vinil, ou melhor, do bolachão. Hoje é praticamente impossível, comprar um toca disco para se deliciar com os clássicos do vinil, que embalaram os ritmos dançantes de várias gerações.

Mas apesar da tecnologia dos cd´s existem pessoas que não abrem mão de ouvir um disco em vinil, com todos os seus estalos e ruídos antes iniciar as músicas. Para elas, cd´s só em última ocasião. Em Porto Velho, um desses admiradores dos bolachões é Manoel Miranda de Sousa, 63 anos.

O amor ao disco de vinil foi tanto, que ele resolveu fazer disso um negócio, apesar de muitos acharem que ele estava ficando louco. Afinal, vender vinil, na era do cd, não fazia sentido.

Mesmo com todas as opiniões contrárias, ele se deixou levar pelo que lhe dava prazer. Foi assim, que há dois anos abriu, no mercado central de Porto Velho, próximo da Avenida Farquhar, um r especializado na comercialização de disco em vinil. “Por dez anos trabalhei com discos e depois, fui trabalhar com mercearia. Não era o ramo de negócio que eu gostava. Já a música é a minha vida e me dá prazer, então resolvi montar essa loja. Comecei com 90 discos e hoje já tenho mais de 4.000 discos. Eu compro e vendo”, explicou.

COPAS

O local é pequeno, porém é uma verdadeira viagem no mundo da música. É possível achar obras raras, como um disco com a narração de todos os jogos do Brasil nas três copas em que nossa seleção foi campeã (1958, 1962 e 1970).

Porém, Miranda faz questão de avisar que esse vinil não está à venda. “Da mesma forma o mais antigo que eu tenho aqui, que é do cantor Ataulfo Alves, com músicas desde de 1935”, revelou.

O ritmo que faz mais sucesso na loja de vinis é o “brega”, que segundo o vendedor, é a cara da nossa região. O próximo passo de Miranda será colocar a venda aparelhos toca-discos, conhecidos também como eletrolas ou vitrolas.

Um fato que tem chamado a atenção de Miranda é a mudança no perfil das pessoas que vão até a sua loja. “Me causa surpresa que muitos jovens vêm até aqui e tem uma cultura musical muito grande. Não são só pessoas mais velhas que procuram os discos de vinil”, observou.

Apesar do passeio no mundo da música que é a visita na loja de Miranda, ele ainda continua a encontrar pessoas que não tem sensibilidade musical e cultural. “As críticas é o lado mais difícil de meu trabalho. Mas eu procuro ignorar. Penso que o que vem de baixo não me ofende. Eu me sinto muito feliz na atividade em que estou”, declarou. E que ele continue assim, a cultura agradece.

(Publicado na edição nº 78, de 31/3 a 9 de abril de 2006)


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