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Porto Velho,  qua,   17/julho/2019     
reportagem

No bloco “Tô nem aí”, o abada só custa dez reais

26/2/2006 13:50:04
Por Imprensa Popular
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Apaixonado por carnaval, o delegado Antonio Felício dos Santos é um baluarte entre os compositores de samba e marchinhas carnavalescas. Ele é um dos fundadores do Bloco Tô Nem Ai, que desfila no domingo, com cerca de 2 mil componentes. 



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A marchinha que será cantada pelos foliões da Banda do Vai Quer no próximo sábado (25) satirizando a corrupção política no Brasil com os escândalos do mensalão e da cueca cheia de dólares do PT é mais uma obra do delegado de polícia Antonio Felício dos Santos, um cearense de Brejo Santo que não esconde a influência da literatura de cordel no seu método de fazer rima.

Felício não é gente bamba só para fazer músicas de carnaval. Se bem que nessa seara seu nome é respeitado por várias escolas e muitos blocos carnavalescos. Suas marchinhas têm não só o lado da sátira, mas também o lado pedagógico, de chamar a atenção do povão para assuntos sérios, como o da preservação da natureza, que foi tema explorado numa marcha cantada num passado recente pela própria Banda do Vai Quem Quer e numa composição que fez para o Galo da Meia-Noite.

No samba muitas vezes Felício não trabalha só. Costuma ter como parceiros, gente da expressão de um Bainha, outro bamba da velha guarda do carnaval rondoniense, mais dedicado aos sambas de enredo.



DEMOCRATIZAÇÃO DA CULTURA

Felício gosta de atuar no carnaval não só como compositor. Por acreditar que o carnaval é um instrumento que permite democratizar a cultura, ele andou participando da direção de alguns blocos de carnaval. Hoje ele lidera o bloco carnavalesco “Tô nem aí”, onde tudo é feito no sentido de abrir espaço para que a população possa brincar o carnaval sem se tornar vítima do mercantilismo verificado em outros blocos criados para vender abadás por preços exorbitantes.

O “Tô nem aí” completa seu quarto ano de existência e deverá desfilar este ano, mais precisamente no domingo, dia 26, com mais de dois mil integrantes. Caracterizado pela humildade e por ser uma entidade que visa lucros, o bloco decidiu vender o abadá deste ano por apenas 10 reais.

Antonio Felício lembra que o “To nem aí” nasceu pelo interesse do amigo Luiz Augusto da Costa Moura, um rondoniense que numa viagem à Paraíba acabou comprando camisetas de um bloco paraibano que usava o nome do próprio delegado. A idéia vingou, Felício, Luiz Augusto e Lucivaldo decidiram criar um bloco carnavalesco mas com outro nome. E foi então que surgiu a idéia do “To nem aí” quando alguém perguntou o que as outras pessoas pensariam de um bloco carnavalesco criado por policiais de carreira.



FORTALECENDO

Ao falar com Imprensa Popular, Felício não escondeu seu entusiasmo com o carnaval deste ano. Em sua visão, que for para a avenida verá que “o carnaval de rua estará mais forte do que nunca” e 2006 deverá desmentir os pessimistas que viviam espalhando que o nosso carnaval estava com os dias contados.

Para ele “tanto o governo municipal de Roberto Sobrinho como o do próprio estado” demonstraram um interesse maior “em apoiar os blocos e a escolas de samba”, compreendendo a importância de fortalecer essa “que é mais legítima expressão cultural do povo brasileiro”.

Ele acredita que a partir do carnaval desse ano “muitos outros blocos deverão se organizar, principalmente nos bairros” tirando o centro da cidade como o eixo das concentrações e dos desfiles deste carnaval mais popular.

Feliz com o crescimento do “To nem aí” ao lembrar que ele começou com muito pouca gente (“Éramos um punhado de amigos com vontade de festejar o carnaval no ritmo das marchinhas, do frevo e do afox´”) e hoje “já estamos beirando os dois mil integrantes, sendo que o número de pessoas aumenta a cada ano”.

CONCENTRAÇÃO E AQUECIMENTO

A concentração e o aquecimento dos foliões do “Tô nem aí” vai acontecer domingo, dia 26, na Pinheiro Machado, nas proximidades da Avenida Farquahr. O bloco começa a desfilar depois do Rio Caiari.

Este ano os foliões vão cantar seis marchinhas especialmente feitas para o bloco sobre temas variados.

Como no dia 8 de março será comemorado o Dia da Mulher, algumas das composições já farão uma exaltação à presença feminina, inclusive uma marchinha do próprio Felício destacando o papel da mulher na conquista espacial.

Quem ainda não adquiriu mas quer o abada do bloco, vendido por 10 reais, deve telefonar para 9981-0790 ou 3239-1006 para maiores informações.



SOLIDARIEDADE A MANELÃO

Felício não esconde sua preocupação diante das dificuldades que “o setor público” parece interessado em criar para o desfile da Banda do Vai Quem Quer. Para ele este é o momento dos intelectuais, artistas, integrantes do segmento da cultura popular e do próprio povo se manifestar “contra estas restrições sem sentido”, hipotecando toda a solidariedade ao Manelão, o general da Banda, “para quem devemos tirar o chapéu em agradecimento ao seu esforço de 26 anos, que transformou a Banda do Vai Quem Quer na mais importante entidade do carnaval rondoniense”.

Foto: Aldrin Willy


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