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Porto Velho,  seg,   18/novembro/2019     
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Praças de Porto Velho em ruínas

26/2/2006 13:41:02
Por Ivanilson Frazão
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Faltam bancos, iluminação; os canteiros estão destruídos; tem muito lixo; chafarizes desativados; camelôs dominam a paisagem e o poder público está ausente. Essa é a triste situação das praças de Porto Velho, capital do Estado de Rondônia. 



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Segundo a Prefeitura de Porto Velho, a cidade conta com 21 praças. Desse total, praticamente todas, estão em péssimas condições de uso, diminuindo assim as já escassas áreas de lazer para a população local.

Isso tem causado revolta aos moradores e visitantes da cidade que lamentam o descaso do Governo Municipal com essa situação. Um desses é o agricultor Elias dos Santos Couto, que reside na cidade de Itapuã do Oeste, e que constantemente vem a Porto Velho para tratar de problemas particulares e usa a praça Getúlio Vargas, no centro, como ponto de referência. “Pra gente que vem da roça é complicado. Aqui não tem banheiro e diminuíram os telefones públicos. Acho que a prefeitura deveria cuidar melhor”, afirmou.

Um funcionário da Secretaria de Saúde, que não quis se identificar, também compartilha da mesma opinião com relação à praça Getúlio Vargas. Ele fez uma alerta ao risco que o chafariz está representando para a população. “Virou um criadouro de mosquitos da dengue e malária, bem no centro da capital. Antes era uma fonte luminosa. Eu brinquei muito aqui quando era criança. Agora é uma vergonha, na frente do cartão postal da cidade, que é o Palácio do Governo. Já imaginou como estão as praças da periferia da cidade”, questionou.

A praça Marechal Rondon, localizada em frente ao Fórum da capital, que no passado foi palco de várias manifestações culturais e políticas, hoje se encontra ruínas e dominada pela poluição sonora e pelo comércio ambulante que, simplesmente, acabou com os canteiros principais.

Os chafarizes estão desativados e também se transformaram em criadouros de mosquitos. A estudante Ana Paula Almeida, que utiliza o ponto de ônibus da praça lamenta a situação do local. “Tem muita sujeira e falta iluminação. Acho que os vendedores ambulantes também deveriam ser mais organizados, para não fazerem essa bagunça que fazem”, observou.

O comércio ambulante dominou a Praça Jonatas Pedrosas, também localizada na principal via de Porto Velho, a Avenida Sete de Setembro. No local, o comércio ambulante vende de tudo desde comidas a roupas íntimas, passando pelos cd’s piratas. Bancos praticamente não existem; vários postes de iluminação estão destruídos; o piso apresenta falhas; e a placa inaugural da praça foi roubada.

Outro problema causado pelos camelôs no local é que eles ocupam as calçadas impedindo as pessoas de circularam livremente, especialmente, na calçada da Rua Barão do Rio Branco.

O agricultor Lido Barbosa, que freqüenta a praça Jonatas Pedrosas, e é morador da capital há 51 anos, culpou o poder público pela situação de abandono que o local se encontra. “Para mim, a praça e a cidade estão abandonados. Ninguém está olhando por nada. Essas autoridades têm que andar a pé ou de ônibus pela cidade, para saber o que está acontecendo”, aconselhou.

Mesmo quem vive do comércio ambulante no centro da cidade também não está contente com a situação de abandono das praças de Porto Velho.

A vendedora ambulante Talita Cação, que viaja pelo Brasil vendendo bijuterias artesanais em praças, disse que se fosse mais estruturada atrairia mais clientes.

“Faltam banheiros públicos, as pessoas fazem as suas necessidades atrás das barracas ou em cantos escuros. Isso é muito estranho. Se fosse mais arrumado seria melhor para todo mundo”, declarou.



Prefeitura diz que faltam recursos

O chefe da Divisão de Praças e Parques da Prefeitura de Porto Velho, Antônio de Pádua Ricardo, informou que existem 52 funcionários atuando na limpeza das praças da capital.

Ele contou que a situação das praças da capital se deve a falta de recursos para investimentos na reforma e conservação desses espaços públicos. “Quando assumimos, em 2005, não havia orçamento sequer para fazer a manutenção da praça. Havia R$ 700,00, por ano, que deveria ser repartido com a Divisão de Feiras e Mercados”, disse.

Ricardo afirmou que, hoje, o seu setor continua sem orçamento e que a ordem é buscar parcerias para a reforma e manutenção das praças da capital.

Uma dessas parcerias já começou a dar resultados. “A Praça das Três Caixas d´Agua já está sendo reformada, em uma parceria com a Furnas Centrais Elétricas, e ficará pronta esse ano. Estamos buscando um parceria com a Eletronorte, para a reforma da Praça Aluizio Ferreira. Temos outros projetos que estão sendo trabalhados, em parceria com os Correios e a Caixa Econômica, para a reforma das praças Getúlio Vargas e Marechal Rondon”, explicou. (Ivanilson Frazão)


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