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Porto Velho,  sáb,   19/outubro/2019     
reportagem

Motoqueiros são responsáveis por mais de 25% dos acidentes de trânsito

10/2/2006 07:44:19
 
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Foi o próprio Detran de Rondônia que divulgou a estatística macabra, acrescentando que os motoqueiros são responsáveis por 10% dos acidentes com vítimas fatais. No entanto o órgão não fiscaliza e nem promove campanhas educativas para mudar estes índices. 


 Num evento promovido pelo Detran no início deste ano para, como informou sua assessoria, iniciar o calendário das atividades educativas de 2006, a diretora do órgão, Jaqueline Cassol de Souza, ministrou uma vídeo-palestra, no auditório do Ministério Público, com informações generalizadas sobre a segurança do setor e sobre os índices de acidentes registrados no trânsito em todo o estado.

O Detran sabe dos 160 acidentes com vítimas fatais registrados no trânsito urbano de Rondônia entre janeiro e agosto do ano passado, os motoqueiros participaram em pelo menos 25,06% desse total. Ainda de acordo com os dados estatísticos divulgados pela diretora da autarquia, o custo de cada um desses acidentes chegou a R$ 35 mil. Acidente com moto, quando não há vítimas fatais, chega a custar para o estado em assistência hospital R$ 8 mil. Foi o que explicou Jaqueline Cassol.

RUAS DA MORTE

O trânsito maluco de Porto Velho transforma as vias públicas da cidade em ruas da morte. Dos 160 acidentes com vítimas fatais registrados nos primeiros oito meses do ano passado, 63 ocorreram em Porto Velho. As motos representam, juntamente com as bicicletas, um problema maior no trânsito da capital.

Nem é preciso verificar as estatísticas do Detran para se chegar a essa conclusão. Basta observar como os motoqueiros e os cliclistas pilotam entre os automóveis nos corredores de trânsito da cidade para se uma idéia do risco que eles representam para a segurança de motoristas e até de pedestres.

Os motoqueiros são, em sua maioria, jovens com menos na faixa dos 19 aos 25 anos que usam esses veículos como se estivessem praticando um esporte radical para liberar adrenalina. Eles não tem consciência de que em um acidente de moto a lesão causada pode ser tão grave que o acidentado muitas vezes é obrigado a passar por mais de uma cirurgia e quase sempre vai aumentar a geração dos sequelados.

Quando este assunto volta-se para o ciclista a situação ainda é mais grave. O ciclista é normalmente um sujeito sem qualquer formação sobre as regras do trânsito e mesmo fazendo todo tipo de barbaridades tem o beneplácito da tolerância quase total, jamais sendo fiscalizados com rigor e punidos pelas faltas que cometem nas ruas, colocando suas vidas e das outros em jogo. O ciclista não entende que não tem proteção de ferragem ao seu redor e, portanto, quando se envolve num confronto com o veículo acabará, fatalmente, sendo a vítima mais atingida.

EDUCAÇÃO

Jaqueline, na tal palestra, afirmou que o Detran está ciente de seu papel de educador e, por isso, vem priorizando as campanhas educativas no atual governo. Se isso realmente andou ocorrendo deve ter utilizado um sistema novo – do tipo telepatia – porque a população de Porto Velho não se recorda de nenhuma campanha de massa realizada com esse objetivo no ano passado.

Mas possivelmente a diretora do Detran esteja pensando em modificar o comportamento da autarquia neste ano. Quem sabe se este ano as tais “campanhas educativas” se tornarão visíveis ao público. Agora, certamente não adiantará apenas a veiculação de uma ou outra peça publicitária espalhada nas centenas de out-doors que poluem visualmente a cidade e contribui para tornar o trânsito ainda mais perigoso.

FISCALIZAÇÃO

É preciso ativar com urgência a fiscalização do trânsito na capital para reduzir o número crescente de acidentes de trânsito, principalmente com motos e bicicletas. É preciso adotar o sistema de tolerância zero não só contra os motoristas mas também contra os condutores de veículos de duas rodas que pintam e bordam no trânsito, como se eles não tivessem de obedecer as normas do Código Nacional de Trânsito.

É preciso impedir que motoqueiros transitem sem nenhum problema levando até mais de quatro pessoas em suas motos, uma cena comum em Porto Velho. É preciso impedi-los de pilotar usando simples chinelos ou então mantendo animadas conversas em seus celulares. Isto, é claro, sem se falar no abuso da velocidade, na insistência em trafegar no meio das ruas, costurando o trânsito de forma irresponsável.

Enquanto o Detran não fizer algo prático para que motoqueiros e ciclistas pilotem de forma defensiva e com responsabilidade de nada adiantará estas palestras que ninguém sabe e ninguém vê.


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