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Porto Velho,  qui,   18/julho/2019     
reportagem

O modelo mudou. Prefeitura recuperou Semob e reduziu terceirização

21/12/2005 21:39:21
 
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Desobstrução de bueiros, canais e galerias pluviais, encascalhamento de ruas, obras de drenagem, operação tapa-buracos e asfaltamento de vias. A maioria dessas obras foram executadas com os próprios meios da prefeitura, gerando economia para o município. 


 Durante o ano que se encerra a administração municipal chefiada pelo professor Roberto Sobrinho resolveu mostrar que o novo modelo de gestão que defendeu durante a campanha em que se elegeu prefeito não era uma simples figura de retórica. Um dos exemplos mais visíveis dessa mudança está na Secretaria de Obras, chefiada pelo engenheiro Ubiratan Francisco Pereira da Silva. Ao falar com Imprensa Popular este Secretário explicou que no decorrer deste ano, 90% das ações empreendidas pela Semob tiveram execução direta da prefeitura, ao contrário do que ocorria no passado, quando a prefeitura executava de forma direta apenas 10% das ações.

A decisão de executar as obras pelo sistema direto, como explicou atende aos objetivos de baixar os custos e ao mesmo tempo agilizar a execução dos procedimentos administrativos.



SUCATEAMENTO


Quando o prefeito iniciou sua gestão em janeiro desse ano que termina, a Semob estava totalmente sucateada, com a maioria das máquinas quebradas e, paralelamente a isso uma cidade cheia de buracos, efeitos da temporada de chuvas sobre o tal “asfalto casca de ovo”, com o povo exigindo do novo prefeito solução imediata. E coube à nova administração iniciar as obras emergenciais de tapa-buracos, para arrumar principalmente as ruas de maior tráfego e trajeto de ônibus.

O Secretário Ubiratan, apoiado pelo prefeito, hoje respira mais aliviado e faz previsões otimistas para 2006. Ele conseguiu recuperar durante esse ano 43 equipamentos da prefeitura que estavam “apodrecendo” no pátio da Semusp. A situação, explica o engenheiro, “ainda está longe do ideal” mas para quem chegou na Semob e não encontrou “nem um carrinho de mão que prestasse”, realmente dá para acreditar que 2006 será muito melhor do que este ano.

Sem equipamentos, com um quadro de pessoal pequeno e desmotivado, no princípio da gestão do prefeito “o negócio foi fazer um mutirão junto com a Semusp” para arrumar as ruas que estavam em situação mais crítica.

Agora, em circunstâncias muito melhores, “a experiência do mutirão vai ser novamente utilizada” para resolver principalmente problemas de bairros que se agravam no período das chuvas, garante o Secretário Ubiratan a Imprensa Popular.



PROPAGANDA MENTIROSA

Neste ano, segundo o titular da Semusp, a prefeitura só conseguiu fazer cinco quilômetros de asfalto, mas de boa qualidade, para durar. A previsão era concluir pelo menos trinta quilômetros. Chegou-se a anunciar que isto seria conseguido num prazo de 60 dias. Este era um programa de obras do qual a iniciativa privada participaria. O planejamento desse programa de pavimentação acabou furando, porque “no processo de licitação vários entraves de ordem burocrática, envolvendo as empresas participantes, surgiram o processo licitatório não chegou ao seu final”, disse Ubiritan.

Por isso o titular da Semusp adotou o princípio de não anunciar mais, de forma antecipada, o início de qualquer obra, já que podem “aparecer problemas que fogem ao controle da prefeitura”. No caso desse programa de asfaltamento um novo processo de licitação está em curso, para ter o seu desfecho no dia 27 desse mês de dezembro.

Perguntado sobre a propaganda que vinha sendo feita pelo antecessor dessa administração, afirmando que teria pavimentado com asfalto 400 quilômetros de ruas, Ubiratan disse ter ficado surpreso. Trata-se, como opinou, de uma propaganda enganosa. “Porto velho tem 330 km de ruas asfaltadas num período de 90 anos. Então como alguém pode afirmar ter feito 400 km de asfalto em apenas quatro anos?”, perguntou o engenheiro.



ORÇAMENTO PEQUENO

O orçamento da Semob neste ano de 2005 foi só de R$ 50 milhões. Pequeno para os grandes desafios que a administração municipal precisou vencer neste ano. Só em limpeza e drenagem de canais, a prefeitura realizou, através da Semob, até o mês de outubro oito mil metros. Foram obras fundamentais para melhorar as condições de saneamento em áreas próximas da Jorge Teixeira, que sofriam com inundações.

A desobstrução do Canal dos Tanques, entre a Elias Gorayeb e a avenida Jorge Teixeira, bem como a sua canalização atrás da rodoviária, numa extensão de quase meio quilômetro mostrou que a administração do professor Roberto Sobrinho concluirá esse ano com “a marca da administração inconformada, ativa, inquieta”, caracterizada pela disposição de enfrentar e resolver problemas. Enfrentar, resolver, não adiar, não postergar como sempre foi praxe em nossa capital.

O orçamento da Semob para o novo ano não vai ser muito diferente do executado em 2005. Afinal, numa cidade onde apenas 15% das pessoas pagam o IPTU a carência de recursos próprios é uma coisa muito séria. Nem por isso o engenheiro Ubiratan perde o otimismo com as metas “que certamente serão cumpridas em 2006”. Para o titular da Semob o prefeito, por sua liderança, consegue “fazer uma administração criativa, inovadora, preocupada com o presente, mas atenta às necessidades do futuro”.

O desempenho dessa administração em seu primeiro ano, destacou o secretário, “é afirmação de que o prefeito Roberto Sobrinho e todo o seu secretariado trabalha com a principal preocupação de construir uma Porto Velho cada vez melhor, mais justa, mais acolhedora e mais humana” mesmo diante da realidade de uma capital com problemas imensos.


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