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Porto Velho,  sáb,   19/outubro/2019     
reportagem

Cassol não é imbatível, diz Nilton Capixaba

21/12/2005 21:07:31
Por Aldrin Willy
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Em entrevista exclusiva, o deputado federal Nilton Capixaba (PTB) deu uma alfinetada no governador Ivo Cassol (PPS). Disse não acreditar que sua reeleição está garantida. 


 A declaração foi feita em entrevista exclusiva a Imprensa Popular durante um jantar que serviu de confraternização, palanque político e noite de autógrafos. Falando sobre a reeleição de Cassol ao governo – tida como irreversível por alguns indicadores –, o deputado disse: “Eu acho que não tem ninguém imbatível”.

Talvez visando economizar para a eleição do ano que vem, Nilton Capixaba decidiu fazer a “prestação de contas” anual de seu mandato na mesma noite de lançamento – patrocinada por ele – de dois livros. “Candiru do Madeira”, do jornalista Sued Pinheiro, e “Não engula sapo por Lula”, do economista Silvio Persivo.



PRÉ-CANDIDATO AO SENADO

Em seu discurso que antecedeu a seção de autógrafos, Capixaba confirmou o que já era dado como certo nos bastidores: pretende ser o candidato a senador pelo PTB, partido do qual é presidente regional.

A confirmação da pré-candidatura vem no momento em que, de acordo com análises políticas e pesquisas de opinião, o deputado petebista é o mais cotado pretendente à cadeira de Amir Lando no Senado, cujo mandato vence em 2006.

Lando, conforme publicou Imprensa Popular em reportagem recente, estaria considerando a possibilidade de não disputar a reeleição. Segundo informações dos bastidores políticos, o senador está preocupado com a concorrência que irá enfrentar, que hoje é encabeçada por Capixaba.

Perguntado se seria ele o calcanhar de Aquiles do senador, o deputado petebista prefere se esquivar: “Quem pode falar isso é só ele”. Em vez disso, preferiu falar por que acha que está bem colocado nas pesquisas de opinião que vêm sendo divulgadas.

O deputado justificou sua boa imagem junto ao eleitorado devido aos recursos que conseguiu carrear para “todos os municípios do Estado”. E se gabou também do fato de ser o único político de Rondônia até hoje a ocupar por três vezes cargo na Mesa diretora da Câmara federal: “Quando eu estou sentado na Mesa, é um deputado de Rondônia que está sentado na Mesa, [...] elevando o nome do Estado de Rondônia”.



PORTO VELHO

Durante a entrevista, o deputado anunciou onde concentrará seus esforços a partir do próximo ano. “Rondônia precisa criar grandes projetos para a capital, Porto Velho”, disse. Ele lembrou o projeto Beira-Rio, cuja construção está embargada pela Justiça devido a irregularidades na licitação. A obra é remanescente da gestão do prefeito Carlos Camurça.

Como exemplo de grande projeto para Porto Velho, Nilton Capixaba citou o próprio “Beira-Rio”, mas aquele de Boa Vista, capital da Roraima. Para ter obras como aquela, diz o deputado, Porto Velho precisa de administradores criativos e de uma classe política unida.



GOVERNO

Capixaba prefere manter mistério sobre as definições políticas do PTB. Se o partido vai sair em 2006 com candidatura própria ao governo ou se vai apoiar alguém, só se saberá após a convenção do próximo ano.

Tampouco o deputado revela o posicionamento do partido em relação à disputa presidencial, se vai apoiar Lula ou um candidato alternativo. Mas, sobre a disputa pelo governo do Estado, Capixaba deixou escapar certo entusiasmo pelo nome do empresário Acir Gurgacz, dono da Eucatur.

“O Acir, com certeza, é um bom candidato. Quando esteve como prefeito de Ji-Paraná fez um bom trabalho. Com certeza, ele é um candidato à altura de Rondônia”, confessou. E deu um recado ao governador Ivo Cassol: “Eu acredito que não tem ninguém imbatível”.



CORRUPTOS OU MEDÍOCRES?

O jornalista Gessi Taborda perguntou ao deputado Nilton Capixaba qual o maior problema da política rondoniense: a corrupção ou a mediocridade. Capixaba foi evasivo e disse apenas:

— Todos os órgãos têm corruptos. No Judiciário tem corruptos, no Legislativo e no Executivo. Mas em todo lugar também tem pessoas boas. Eu acredito que você não pode medir as pessoas porque um cometeu um erro, colocar que todo mundo é errado. Eu acredito que a população, o bom político a população é que julga.


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