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política

Forças de oposição a Cassol esperam definições das regras

30/11/2005 02:35:30
 
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Os movimentos decisivos para a montagem do palanque depende de possíveis mudanças na legislação, como o fim das verticalizações das coligações partidárias. 


 As forças que pretendem fazer oposição ao governo Ivo Cassol – decidido a disputar a reeleição – estão à espera de uma definição sobre possíveis mudanças na legislação eleitoral antes de fazer seus movimentos decisivos para montar seu palanque do próximo ano. PSDB, PFL e PDT aguardam a decisão da Câmara dos Deputados sobre as mudanças na legislação eleitoral, sobretudo o fim da verticalização das coligações, e também por definições pessoais de suas principais lideranças.

O presidente estadual do PSDB, deputado Hamilton Casara é um dos que mais deseja constituir uma frente de oposição à reeleição do governador Ivo Cassol. O problema é que o PSDB de agora não tem nenhum nome de vulto para apresentar ao Palácio Getúlio Vargas e por isso terá dificuldades em agrupar outras siglas em favor de sua tese central. O partido terá de ficar à espera das definições das siglas tradicionais (PFL, PMDB, PDT, etc) que também têm percalços internos e mal começam a esboçar suas posições em relação ao pleito do próximo ano.

A rigor, o PSDB não tem nem mesmo uma candidatura ao Senado. O PSDB rondoniense, mesmo enfraquecido de grandes líderes no Estado, tem uma carta na manga para garantir seu potencial nas eleições do próximo ano. Os tucanos têm bons nomes para disputar a presidência da República. Uma boa chapa à sucessão presidencial acaba puxando as candidaturas estaduais.

INDIVIDUALIZAÇÃO

Uma simples observação no cenário político rondoniense leva à constatação de que para o próximo ano, devido à desorganização dos quadros dos chamados grandes partidos – decorrente da crise política determinada pelos fatos da corrupção no Estado –, restou apenas os projetos pessoais na disputa pelo poder estadual. Esta realidade dificultará as negociações para a formação de uma frente contra Ivo Cassol.

As constantes afirmações do senador Valdir Raupp de que não disputa “e não aceita” a indicação de seu nome ao governo pelo PMDB, serve para alimentar ainda mais as esperanças palacianas. Hoje sabe-se que no partido “as chances de lançar a candidatura do senador Amir Lando” são praticamente nulas, primeiro porque o próprio senador não demonstra ímpeto com a postulação e segundo porque “a família está contra essa aventura”. Então resta ao grande partido o projeto pessoal de Suely Aragão e de Melki Donadon, lideranças meramente regionalizadas.

No cenário de hoje, de projetos individualizados, dois outros nomes são cogitados para a disputa: o de Acir Gurgacz e até o do ex-prefeito Carlos Camurça. Nos seus respectivos partidos é cada vez mais forte o pensamento de que “o lançamento de candidaturas majoritárias será uma questão de sobrevivência das siglas.

CASO DO PT


Em Rondônia o Partido dos Trabalhadores terá o desafio de se reconstruir em virtude dos abalos sofridos com a crise política desencadeada pelas denúncias de caixa 2, compra de apoio no Congresso Nacional, e pela crise política enfrentada no próprio Estado, onde teve reduzida a sua bancada para apenas dois deputados estaduais. Nesse quadro, caberá ao PT defender a reeleição do presidente Lula da Silva.

Até antes da eclosão de todas essas crises o nome da senadora Fátima Cleide estava garantido para disputa do governo. Hoje petistas importantes desconversam para afirmar que “a sucessão estadual ainda não foi discutida pelas bases”. Os petistas rondonienses estão, agora, certos de que grande parte da população perdeu a confiança no PT e, portanto, a definição de como o partido deverá se apresentar em 2006 para o eleitorado deve levar em conta estratégias para restabelecer esta confiança.

Reconectar o partido com a sociedade rondoniense será um grande desafio que, na opinião de alguns petistas, “não poderá ser vencido sem candidaturas majoritárias próprias”. Este pensamento praticamente anula as possibilidades de uma aliança do PT com o PMDB no primeiro turno, coisa que vários dirigentes partidários desejavam. Enquanto para o governo nenhum outro nome postula uma disputa com a Senadora Fátima Cleide, para o senado poderá haver mais de um concorrente. Até o momento apenas o nome do petista Edson Silveira aparece como interessado em disputar a vaga hoje ocupada pelo senador Amir Lando.


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