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Porto Velho,  seg,   18/novembro/2019     
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Moradores do bairro Lagoinha sozinhos contra a bandidagem

30/11/2005 02:22:03
Por Aldrin Willy
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Sem patrulhamento policial, ruas precárias e saneamento inexistente, os moradores do bairro Lagoinha, a exemplo de outros da Capital, precisam lidar sozinhos com a crescente onda de banditismo. 


 O mecânico Francisco tem medo. Quando fala com a reportagem evita dar o nome todo. E ele bem está certo. No bairro onde mora há seis anos, segundo diz, quase nunca passa uma viatura da polícia – “A última já faz uns três dias”. Esse nem de longe é o único problema do bairro Lagoinha, na zona leste de Porto Velho, nas ruas Santa Cléa e Simão Camelo.

Na verdade, os problemas do bairro são típicos de boa parte dos bairros da periferia da Capital. Esgoto a céu aberto, infra-estrutura precária, ausência de saneamento básico, falta de segurança. São esses, enfim, para não contar muito, seus principais males.

A situação também não é por acaso. O hoje bairro Lagoinha era, há pouco tempo, uma sorrateira invasão de moradores numa área pertencente ao município. Ao menos essa questão, diz Francisco, começa a ser resolvida pelo Executivo Municipal.

A prefeitura há pouco regularizou parte das moradias do local, dando a escritura das casas aos moradores. Esse era um dos compromissos de campanha assumidos por Roberto Sobrinho: a regularização fundiária das moradias de Porto Velho.

O problema mais sério, por enquanto, continua a ser a questão da segurança (ou insegurança) dos moradores. “Quando a gente liga pra polícia, eles geralmente dizem que não podem atender”. É o que reclama o mecânico, que, por mais paradoxal que seja, diz aliviado nunca ter sido vítima de roubo.

Seus vizinhos, no entanto, diz ele, sofrem constantemente com a bandidagem. Muitos dos marginais vêm de zonas próximas ao bairro. Nem sempre é gente que mora lá.

Quando fazíamos essa entrevista, um garoto chegou dizendo que acabara de ser roubado. Levaram-lhe a bicicleta, crime super e cada vez mais comum em Porto Velho. “Tive sorte de não terem me atirado”, exclamou o garoto.

A maior parte dos delinqüentes são menores. “A polícia pega de manhã e de tarde já estão soltos”, reclamou o mecânico.

A solução para o problema, recomenda Francisco, é mesmo a presença mais constante de policiais pelo bairro. “Se passasse umas duas ou três viaturas, já melhorava bastante”. Enquanto falávamos com o mecânico, um carro da prefeitura começava a instalar a iluminação nas ruas do bairro. “Isso melhora um pouco a situação, mas ainda falta muita coisa”, reconheceu Francisco.

Os problemas que afligem o bairro, e por tabela quase todos os da Capital, não são de hoje. Para ilustrar isso, o mecânico aponta-nos uma manilha gigantesca plantada bem em frente à sua oficina. “Isso está aí há uns seis anos, desde a época em que Camurça era prefeito”. O objeto deveria estar sob a rua, mas até hoje não foi instalado, deixando as valas abertas.

E isso dá problema até para o trânsito. Francisco explica: “Ainda ontem mesmo caiu um carro na vala”.


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