Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  qui,   6/agosto/2020     
opinião

Yriarte: DESARMAMENTO NO BRASIL

17/10/2005 00:30:17
Julio Yriarte (*)
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    



O dia 23 de outubro é o atual foco do cidadão brasileiro! 


 Pela primeira vez na história do Brasil, os seus cidadãos manifestarão sua sagrada vontade através de um referendo popular, cujo resultado majoritário será transformado em lei. Representa um momento em que o povo legitimamente exercerá o seu supremo e absoluto poder. A Constituição dita: “Todo o poder emana do povo, que o exerce através de seus representantes”... Resumindo: A decisão do SIM ou NÃO estará nas mãos do povo, caberá entretanto, saber usá-lo. Não será tarefa fácil.

Na realidade, a idéia da supressão de armas nasceu com o Estatuto do Desarmamento instituído através da Lei 10.826 de 2003 que foi sancionada pelo Senhor Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 22 de dezembro de 2004. Justiça seja feita: A Lei já patrocinou uma redução de 8,2% das mortes por armas de fogo, ou seja, desde a sua aprovação foram poupadas mais de 3.000 vidas, apenas com a renuncia voluntária de armas existentes em ambiente doméstico, segundo pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde. É a primeira vez, em 13 anos, que esse índice cai.

É necessário compreender que a defesa da vida choca-se frontalmente com o interesse da indústria de armas que lucra com a morte. E o cidadão comum e indefeso?, como é que fica?. Na sua grande maioria persegue a sua própria sobrevivência. Os mais esclarecidos, que podem comprar armas de fogo, acreditam que as possuindo terão chances de fazer frente ao inusitado.

Sem hipocrisia e egoísmo questionemos: e aqueles que nunca puderam e não poderão comprá-las, estarão mais desprotegidos?. Vejam que o nosso comentário, independentemente de castas sociais, se refere às pessoas de bem, não àqueles que estão à margem da lei. Pois bem! Que esta seja a ótica!

O Brasil, que tem apenas o equivalente a 3% da população mundial, responde por cerca de 13% dos crimes do planeta. Pesquisa recentemente divulgada demonstrou que 72% das armas de fogo usadas em crimes entre os anos de 1999 e 2005 pertenciam a cidadãos comuns, que não são considerados criminosos. Estas armas acabaram sendo desviadas para finalidades delituosas.

Ao todo, no Brasil foram analisadas mais de 86 mil armas. Desse mesmo total, 67% das armas apreendidas em crimes de estupro foram compradas em lojas: registradas (52%), não registradas (13%). Esses índices indicam que as armas de fogo podem contribuir para aumentar o potencial do agressor. O mesmo acontece com 58% dos homicídios, sendo que 39% deste total são com armas registradas e 19% não registradas.

O referendo está aí! Quero acreditar que quem votar SIM e quem votar NÃO (se consciente), na sua perspectiva estará atrás de um desejo: votar pela pacificação!. Serão contrários apenas no ato de votar, mas o ideal, é que por uma ou outra decisão a lei seja benéfica para todos, e o referendo seja um marco de uma nova esperança no convívio social, se assim não for, todo o investimento pessoal e institucional terá sido em vão.

Da minha parte, votarei SIM!. SIM!. SIM!. SIM!.

Que eu saiba, também votarão SIM: Juventudes de Partidos Políticos: PMDB, UJS, PSC, JSB, e PT; Entidades Estudantis: UNE (União Nacional dos Estudantes), UEE RJ (União Estadual dos Estudantes - RJ), UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), AMES (Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas - RJ), Entidades e ONG´s: Escoteiros do Rio de Janeiro, Viva Rio, Instituto SOU da PAZ, Movimento em Rede, Escola de gente, Estruturar, Dialog, Grupos Cristãos: CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), Pastoral da Juventude Católica, MPC RJ (Mocidade para Cristo), Rede FALE – Levante sua voz contra a injustiça, JOCUM RJ (Jovens Com Uma Missão), ABU (Aliança Bíblica Universitária), fora uma porrada de grupos sociais organizados e não organizados de todo o país.

Há na realidade, argumentos à exaustão para advogar pelo SIM, no momento não há espaço nesta matéria, mas, se tiver nova chance, citarei pelo menos 22 motivos que justificam o SIM!!!!!!!!!!!!

Até o dia 23.

(*) O autor é instrumentista, produtor cultural e acadêmico de Direito.


Nenhum comentário sobre esta matéria